Dilma insiste en el plebiscito sobre la reforma política para “oír la voz de las calles”

A presidente Dilma Rousseff entregou uma carta aos membros do diretório nacional do PT defendendo a realização de um plebiscito para a reforma política e reafirmando que o governo e o partido ouviram a voz das ruas. Dilma, que foi convidada para reunião do partido em Brasília, no sábado, atribuiu a ausência aos preparativos para a recepção do papa Francisco.

A carta foi entregue na manhã de sábado por um secretário particular da Presidência da República. No documento, de quatro páginas, Dilma diz que gostaria de estar presente ao encontro mas que a vinda do Papa “impõe deveres”. Segundo fontes, Dilma ligou para dirigentes do partido manifestando preocupação com a segurança de Francisco e os últimos protestos no Rio.

Na carta, a presidente diz aos militantes que ao longo desses anos ela e os correligionários superaram “os grandes desafios de governar este país” e que agora há o desafio de atender “os anseios que surgiram nas nossas ruas”.

O texto cita que as manifestações “exigem de nós a aceleração e o aprofundamento das mudanças que iniciamos há dez anos. Questionam, sobretudo, os limites e os graves problemas da nossa democracia representativa. Eles querem um novo sistema político, mais transparente, mais oxigenado e mais aberto a participação popular que só a reforma política balizada pela opinião das ruas, por meio de um plebiscito, pode criar”, insistiu a presidente.

Segundo Dilma, desde o início da onda de protestos ela e o PT conseguiram compreender as demandas dos manifestantes. “Ouvimos as ruas porque nós viemos das ruas. Nos formamos no cotidiano das grandes lutas do Brasil. A rua é o nosso chão, a nossa base”, diz a carta.

De acordo com a presidente, seu governo não só ouviu as reivindicações como fez propostas concretas através de pactos para melhorar os serviços públicos e dar uma resposta às manifestações. “Estamos trabalhando duro para atender as justas reivindicações que vêm das ruas”, enfatizou Dilma, descrevendo os últimos encontros que teve com representantes de movimentos sociais e entidades.

No final do documento, Dilma afirmou que não haverá um país “efetivamente novo sem a presença transformadora do PT” e que ao lado do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e da militância petista será possível “construir um Brasil melhor”.

 

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