Arranca la 37° edición del festival Internacional de Cine de San Pablo

Mostra traz a São Paulo ampla seleção de filmes latino-americanos

Vem aí mais uma “superlativa” Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que ocupará 20 espaços da capital paulistana de 18 a 31 de outubro para a exibição de cerca de 350 filmes. Superlativa, porque a Mostra é, além de ampla, uma iniciativa de grandes ambições, entre elas homenagear a cada ano importantes cineastas do mundo inteiro, mantendo vivo certo legado artístico, e também apresentar ao público o trabalho de diretores desconhecidos do circuito cinematográfico brasileiro. Nenhuma dessas tarefas é fácil, mas vem sido cumpridas há 37 edições.

A produção venezuelana “Pelo Malo”, um dos destaques latinos da Mostra:

O evento é composto de cinco seções pelas quais passeiam filmes de pelo menos 50 países: Competição Novos Diretores, Perspectiva Internacional, Retrospectivas, Apresentações Especiais e Mostra Brasil. Em 2013, foram selecionados 24 títulos hispano-americanos, que compõem a Novo Diretores e a Perspectiva e são, da maior à menor quantidade de títulos, da Argentina (6), do México (5), do Chile (5), do Uruguai (2), da Bolívia, da Colômbia, de Cuba, do Equador, do Peru e da Venezuela (todos esses, presentes com um filme cada). Vários deles estão na competição pelo Troféu Bandeira Paulista, que será dado por um júri internacional.

Os filmes brasileiros da Mostra Brasil – 80 longas-metragens no total – estão espalhados por todas as seções e competem por um prêmio especial, o Troféu Bandeira Paulista a Melhor Filme Brasileiro e valores em dinheiro à melhor ficção (25 mil reais) e ao melhor documentário (15 mil), dados pela rede Cinemark.

São inúmeras as obras “hispanoparlantes” que merecem destaque, seguindo o estilo de curadoria do evento, que busca localizar em importantes festivais internacionais as boas raridades e não tanto filmes mais populares – como é o caso do Festival do Rio. Mesmo assim, há tanto propostas comerciais como as claramente autorais, porém, em ambos os casos, a qualidade parece ter sido o principal critério de escolha.

Possíveis destaques começam com o imperdível filme venezuelano Pelo malo, da cineasta e artista plástica Mariana Rondón, que debutou no longa-metragem com o ótimo Postales de Leningrado em 2007 e assim tornou-se conhecida mundialmente.

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