Brasil: Dilma Rousseff avanza en la reforma de su gabinete y cambia a seis ministros

Dilma anuncia reforma ministerial com mudanças em seis ministérios

Diante do esgarçamento das relações do Planalto com a liderança do PMDB na Câmara, a presidente Dilma Rousseff optou por avançar na reforma ministerial anunciando seis nomes, a maioria de técnicos, para o primeiro escalão do governo. Mas para se respaldar politicamente, já que o PMDB da Câmara está rebelado, Dilma foi buscar apoio dos caciques peemedebistas no Senado.

Ela nomeou para o Ministério do Turismo Vinicius Nobre Lages, atual gerente de assessoria internacional do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), uma indicação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Até a noite de quarta-feira (12), a presidente pretendia indicar Angelo Oswaldo, ex-prefeito de Ouro Preto para o cargo, mas o nome foi rechaçado pelo PMDB da Câmara.

Apesar da revolta de uma ala de deputados do PMDB, a presidente acredita que conseguirá contornar a crise. De acordo com informações do Planalto, a nomeação de ministros, alguns ligados a partidos e outros técnicos, já está surtindo efeito com o esvaziamento do chamado “Blocão”, com a volta dos parlamentares da base para o lado do governo. A posse dos novos ministros será na segunda-feira, às 10 horas. Esta foi a segunda etapa da reforma, mas uma terceira ainda está por vir. Espera-se que seja menos polêmica.

Na cota do PMDB, a presidente Dilma indicou para o Ministério da Agricultura o atual secretário de política agrícola da pasta, Neri Geller, no lugar do deputado Antonio Andrade, de Minas Gerais. Com isso o PMDB continua com cinco ministérios (Minas e Energia, Previdência, Turismo, Agricultura e Aviação Civil) e não conseguiu ampliar seu espaço com mais uma pasta, como desejava.

O Ministério da Integração, que em um primeiro momento Dilma ofereceu para o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) como forma de ele desistir da sua candidatura ao governo do Ceará, deverá continuar com Fernando Teixeira, que está interino no cargo e é ligado ao atual governador cearense Cid Gomes. Assim, o PROS passaria a ter uma pasta na Esplanada. Mas a decisão final da presidente sobre isso ainda não foi tomada.

Dilma confirmou Gilberto Occhi, que é vice-presidente de governo da Caixa Econômica, na vaga do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, mantendo a pasta com o PP. Da mesma forma, nomeou o senador Eduardo Lopes, do PRB do Rio, para ocupar o ministério da Pesca, no lugar de Marcelo Crivella. Eduardo Lopes é suplente de Crivella e estava no Senado enquanto Crivella estava no Ministério da Pesca.

A presidente Dilma trouxe de volta à Esplanada Miguel Rossetto, no Ministério do Desenvolvimento Agrário, em lugar de Pepe Vargas. Rossetto, que é do PT, ocupou este mesmo cargo no governo Lula e atualmente é presidente da Petrobras Biocombustível. Em relação ao PT, outra mudança esperada é de Maria do Rosário, que dirige a Secretaria de Direitos Humanos. Sua substituição não foi anunciada nesta quinta porque ainda há uma disputa interno dentro do PT para ocupar a pasta. Mas o partido não abre mão da SDH.

Por indicação do seu amigo e ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Fernando Pimentel, Dilma escolheu o ex-reitor da Universidade de Minas Gerais Clélio Campolina Diniz para o Ministério de Ciência e Tecnologia, no lugar de Marco Antônio Raupp. Raupp era considerado um nome técnico, embora houvesse intenção do Palácio de considerá-lo cota do PMDB, mas, na verdade, era uma escolha do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

Os ministros que desembarcam da Esplanada ficam livres para iniciar pré-campanha para disputar as próximas eleições de outubro. A dança das cadeiras anunciada pela presidente Dilma ocorre num momento em que integrantes da base aliada no Congresso se queixam de falta de espaços no governo e de atrasos na liberação de emendas para tentarem atender aos pleitos das bases eleitorais nos Estados.

 

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Reforma ministerial de Dilma não satisfaz PMDB

A presidente Dilma Rousseff praticamente concluiu a reforma ministerial, indicando nesta quinta-feira seis novos integrantes da sua equipe. Cinco deles vão substituir ministros que serão candidatos nas eleições de outubro. Ainda falta definir o substituto da ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário. Em meio à crise com o PMDB, que vetou nomes cogitados pelo Palácio do Planalto, a presidente acabou escolhendo técnicos e aliados com discreta atuação partidária, inclusive ligados ao partido. As nomeações não resolveram a crise política do Palácio do Planalto com o PMDB, mas mantiveram garantida na Esplanada a participação dos demais partidos aliados, todos já comprometidos com a campanha da reeleição. Cresce no PMDB a ameaça de antecipar a convenção nacional da sigla que definirá a aliança nacional com o PT.

Tomarão posse na próxima segunda-feira os ministros do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto; das Cidades, Gilberto Occhi; da Ciência e Tecnologia, Clelio Campolina Diniz; da Pesca, Eduardo Lopes; da Agricultura, Neri Geller; e do Turismo, Vinicius Nobre Lages. No MDA, na Pesca e na Agricultura, Dilma escolheu nomes com vinculação partidária. Rossetto é petista e já ocupou o mesmo cargo no governo Lula. Suplente de deputado federal, Geller é filiado ao PMDB, mas tem ligações com o senador Blairo Maggi (PR-MS). Na Pesca, Marcelo Crivella (PRB-RJ) emplacou seu suplente de senador, Eduardo Lopes (PRB-RJ), com a promessa de que voltará ao cargo se não se eleger governador do Rio. O PP manteve o Ministério das Cidades, indicando Occhi, vice-presidente de Governo da Caixa. O novo ministro do Turismo seria uma indicação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

Logo após o anúncio, líderes do movimento de independência do PMDB da Câmara acusaram Renan, o presidente do partido, Valdir Raupp (RO), e o vice-presidente Michel Temer de atropelarem a decisão da bancada da Câmara de não indicar o novo ministro do Turismo — a vaga era uma indicação dos deputados, que se negam a avalizar o escolhido para o lugar de Gastão Vieira (MA).

Além de debitarem a indicação do alagoano Vinicius Lages, que é do Sebrae, na conta do conterrâneo Renan Calheiros, alegam que há uma guerra de contrainformação para desmoralizar o movimento do PMDB da Câmara, ao divulgar que os deputados avalizaram a indicação também do novo ministro da Agricultura, Neri Geller, o que não seria verdade. De fato, a bancada não indicou, mas Geller é ligado ao presidente Henrique Alves e ao líder Eduardo Cunha, com quem esteve na noite de quarta-feira, logo depois de receber o convite de Dilma, para agradecer, conforme disse em entrevista.

Na noite de quarta-feira era certa a indicação do ex-prefeito de Ouro Preto, o peemedebista Ângelo Oswaldo, mas tão logo a indicação veio à tona, seu nome começou a ser bombardeado de todos os lados. A bancada mineira considerava a indicação uma escolha direta do ex-ministro petista Fernando Pimentel. Já a bancada estadual do PMDB o acusava de ser historicamente ligado ao presidenciável tucano Aécio Neves, com quem Oswaldo de fato teve ótima relação enquanto comandou Ouro Preto. Ainda influenciou a existência de condenações contra Oswaldo no Tribunal de Contas do Estado de Minas por atos praticados quando era prefeito.

Com os ânimos ainda mais acirrados depois do anúncio dos novos ministros pelo Planalto, agora os rebelados do PMDB prometem apresentar, na reunião da bancada da Câmara, terça-feira, uma lista com 11 assinaturas de presidentes de diretórios — duas a mais que o necessário — para convocação automática de uma pré-convenção para discutir o rompimento da aliança com o PT.

Neste pacote de mudanças, a saída do ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, não tem ligação com as eleições. Dentro do governo, a atuação de Raupp era vista como muito discreta, e embora fosse considerada da cota do PMDB, não representava o partido.

http://oglobo.globo.com/pais/reforma-ministerial-de-dilma-nao-satisfaz-pmdb-11873306#ixzz2vw1TTpsV