Dilma Rousseff, presidenta de Brasil: “Petrobras no puede pagar por el error de un funcionario”

Dilma aponta erro de funcionário no caso Pasadena e afirma que movimento ‘Volta, Lula’ não abala

A presidente Dilma Rousseff afirmou na noite desta segunda-feira que a Petrobras não pode pagar pelo erro de um funcionário, no caso da compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). Em baixa nas pesquisas, que apontam um segundo turno pela primeira vez, Dilma diz que é “injusto manchar dessa maneira a imagem da empresa que mais investe no Brasil”. A fala de Dilma se referia ao ex-diretor da estatal, Nestor Cerveró, que não teria incluído no relatório sobre a compra de parte da refinaria duas cláusulas contratuais, o que levou mais tarde a Petrobras a ter que comprar a metade da parceira no negócio, a belga Astra Oil.

Dilma disse também que a estatal será, até 2030, uma das cinco maiores produtoras de petróleo do mundo.

— Eu leio os jornais. E vejo neles que problemas decorrentes de erros de funcionários acontecem em empresas privadas também — disse a presidente durante encontro com editores de esportes de 13 veículos de comunicação do país, no Palácio da Alvorada.

Dilma contou que, em um eventual segundo mandato, uma prioridade de sua agenda seria a reforma política.

— Não só para tratar de financiamento de campanha — disse. — Mas uma reforma que proteja o uso do dinheiro público.

Sobre o movimento “Volta, Lula”, que atrai no Congresso até mesmo parlamentares de sua base de apoio, a presidente garantiu que nada seria capaz de atrapalhar a sua relação com o antecessor:

— De abril de 2005 a maio de 2010, eu convivi com o Lula todos os dias. Todos os dias. Sabem lá o que é isso? Temos, eu e o Lula, uma relação de muita lealdade. Sou muito grata a ele. Existe uma coisa que é lealdade. Então, isso não me pega.

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