Brasil: encuestas dan empate técnico y Dilma defiende a los movimientos sociales

Pesquisas apontam cenário indefinido no 2º turno da disputa presidencial

O cenário da disputa do segundo turno na eleição para presidente da República permanece indefinido, segundo as pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta quarta-feira pelo Ibope e pelo Datafolha. Os dois institutos apontaram empate técnico entre a presidente e candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, e o candidato do PSDB, Aécio Neves.

Em ambos os levantamentos, o tucano tem a mesma vantagem numérica sobre a petista nos votos totais: 45% a 43%. A diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. As pesquisas anteriores mostraram os dois com um ponto percentual a mais.

Considerando apenas os votos válidos, Aécio aparece com 51% e Dilma, com 49%, mesma pontuação das pesquisas da semana passada. Os dois institutos também apontam um pequeno aumento de eleitores sem candidato: enquanto os percentuais de indecisos se mantiveram em 6%, os que pretendem votar em branco ou nulo passaram de 4% para 6% (Datafolha) e para 7% (Ibope).

As entrevistas para duas pesquisas, que se estenderam até esta quarta-feira, já captaram reflexos dos anúncios de adesões dos partidos às candidaturas e do primeiro debate do segundo turno, realizado na noite de terça-feira pela Rede Bandeirantes. Desde sexta-feira, o Datafolha ouviu mais de 9 mil pessoas; o Ibope iniciou o levantamento no domingo, e ouviu 3 mil.

O levantamento do Ibope está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01097/2014, e o do Datafolha, sob o protocolo BR-01098/201.

O Globo

 

Dilma defende movimentos sociais e diz que não se pode culpar a ‘vítima

A presidenta Dilma Rousseff defendeu hoje (15) em São Paulo a importância dos movimentos sociais na reivindicação e na elaboração de mais e melhores políticas públicas no país. Candidata à reeleição pelo PT, Dilma disse ainda que as organizações populares têm recebido críticas incompatíveis com o papel que desempenham na democracia brasileira.

“Eu vi muito preconceito em relação aos movimentos sociais”, pontuou a presidenta, lembrando os ataques sofridos por seu governo quando firmou um decreto regulamentando políticas de participação social. “Tivemos um nível de crítica que não é compatível com a importância das organizações. Disseram que estávamos afastando o Congresso. Não tem nada a ver.”

Dilma lembrou que os movimentos sociais participam da política brasileira fazendo reivindicações, integrando processos consultivos, como as conferências, e construindo políticas públicas junto com o governo federal. “Por exemplo, o Minha Casa, Minha Vida Rural”, citou. “Mais que compromisso, tenho retrospectiva de relação com os movimentos sociais.”

Questionada se a parceria com as organizações populares não seria uma espécie de incentivo às ocupações de terra no campo e de imóveis vazios nas grandes cidades, a candidata do PT alertou: “Temos que ter cuidado de não culpar a vítima. Há uma situação social extremada e você culpa o movimento social por reivindicar.”

Para a presidenta, houve um processo muito desigual de ocupação de solo urbano no Brasil, sobretudo nas metrópoles. “Aí, as pessoas vão para as periferias. Como no passado não se investia em transporte urbano, elas ficavam numa situação muito difícil”, ponderou. “Não é o processo de discussão democrático que leva à invasão. O que leva à invasão é a necessidade de moradia. Qualquer outra consideração estão desviando do centro da questão.”

Dilma aproveitou, então, para recordar os números do programa Minha Casa, Minha Vida. “Entregamos 3,75 milhões de moradias. E faremos outros 3 milhões, sabendo que o país precisa de mais três programas desse porte”, reconheceu. “Dá certo porque as famílias não conseguiriam comprar suas casas pelas leis e condições do mercado. As políticas sociais não eram feitas nem na escala desejada nem adequada à renda das pessoas.”

A presidenta também rebateu afirmações de que realizou um governo distante dos movimentos sociais. “Fiz discussões com todas as organizações populares ligadas à terra, reuniões sistemáticas com as centrais sindicais, várias conferências”, enumerou. “Tenho compromisso na luta contra o racismo e a violência contra a mulher. Nessa área, vou continuar fazendo o que sempre fiz.”

Rede Brasil Atual