Elecciones en Brasil: triunfó Dilma y disputará la segunda vuelta con Aécio Neves

PRESIDENCIA SE DEFINIRÁ EN BALOTAJE DILMA (41,5%) VS AÉCIO (33,5%)

La presidenta Dilma Rousseff enfrentará al candidato del Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB) Aécio Neves en una segunda vuelta el 26 de octubre para definir quién será el jefe de Estado de Brasil entre 2015 y 2018, según resultados oficiales totales.

El Tribunal Superior Electoral informó que Dilma obtuvo 41,5%, o 43,2 millones de votos, ante 33,5%, o 34,7 millones de sufragios, de Aécio Neves.

En tanto, la tercera colocada, la candidata ambientalista Marina Silva, obtenía 21,3%, con 22,1 millones de votos.

Pese a su fracaso electoral, se aguarda con ansiedad para los próximos días una definición de la ex ministra y ex senadora sobre a quien apoyaría en una segunda vuelta, ya que sus votos son considerados muy importantes para la segunda vuelta.

En el 2010, cuando también quedó tercera colocada y la elección fue definida por el PT de Dilma y el PSDB (el candidato entonces fue José Serra), Marina fue neutral en la disputa.

Ahora, sin embargo, el Partido Socialista Brasileño (PSB) que llevó a Marina como candidata tiene un fuerte vínculo con el PT, pero la campaña de la ex senadora fue de contenido netamente opositor.

La candidatura de Dilma Rousseff se impuso en el estado que Aécio Neves gobernó en dos períodos, Minas Gerais, mientras que Aécio venció holgadamente en Sao Paulo, el mayor colegio electoral del país, donde el PT tuvo un flojo desempeño.

Brasil, la cuarta democracia más populosa del mundo después de la India, Estados Unidos e Indonesia, celebró el domingo elecciones  para elegir, además de presidente y vice, gobernadores en 26 estados y el Distrito Federal, 27 senadores (un tercio del Senado) y todos los 513 diputados federales, además de legisladores estaduales y distritales.

Analistas consideraron mejor que la esperada la votación obtenida por Aécio Neves, un ex gobernador crítico del bloque sudamericano Mercosur y partidario de un retorno del país a las políticas económicas liberales que su agrupación, el Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB), aplicó entre 1995 y el 2002, cuando gobernó bajo el liderazgo del respetado sociólogo Fernando Henrique Cardoso.

Economista de 54 años, Neves protagonizó un espectacular ascenso en las encuestas en los últimas días, para desplazar a la tercera colocación a la ex ministra y ex senadora Marina Silva.

Dilma Rousseff, economista de 66 años, ex guerrilera y presa política que sufrió la tortura y quien fue ministra de Minas y Energía y luego jefe da la Casa Civil (ministra de la Presidencia) durante los gobiernos de su antecesor y mentor político Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), ha dado continuidad a los amplios programas sociales implementados en el país desde el 2003 y ha mantenido en el piso histórico los niveles de desempleo de Brasil, aunque la economía se desaceleró durante su mandato y es resistida por los mercados financieros, que consideran que promueve políticas intervencionistas que han ahuyentado inversiones.

Brasil 247

 

Dilma afirma que Brasil não permitirá volta dos ‘fantasmas do passado’

A presidenta Dilma Rousseff escolheu a polarização com o passado do PSDB no primeiro pronunciamento após conhecidos os resultados do primeiro turno. A candidata do PT à reeleição terá confronto com o tucano Aécio Neves no segundo turno, o quarto seguido entre os dois partidos. No discurso, a candidata deu tom positivo aos números finais, menores que os esperados pelo governo e que os projetados pelos institutos de pesquisa – a petista teve 41,58% dos votos válidos, contra 33,57% do adversário e 21,31% de Marina Silva (PSB)

“O povo brasileiro diz ‘Não quero os fantasmas do passado de volta'”, afirmou,”como a recessão, o arrocho, o desemprego. Teremos novamente uma disputa com o PSDB, que governou para apenas um terço da população, abandonando os que mais precisam. O povo brasileiro não quer de volta os fantasmas do passado, aqueles que quebraram o país três vezes, juros de 45%, desemprego massivo, arrocho salarial, e jamais promoveram, quando tiveram oportunidades, políticas de redução da desigualdade.”

Dilma argumentou que a sociedade saberá rejeitar “aqueles que viraram as costas para o povo” e conclamou a união de todos os que tiveram a vida melhorada pelos governos do PT para que evitem uma derrota do atual projeto. “O principal recado que recebi, que é um recado que me orgulha, me estimula, reforça as minhas convicções e as minhas energias é que o povo anseia por mais avanços, e disse ver no projeto que eu represento a mais legítima força de mudança. É uma responsabilidade que nós temos que assumir perante a história. A maioria do povo brasileiro votou dizendo que a melhor mudança, a mudança mais segura é acelerar o Brasil que estamos construindo.”

No discurso, Dilma agradeceu especialmente ao vice-presidente Michel Temer, do PMDB, a quem classificou como um trabalhador incansável na campanha do PT, e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela recordou brevemente a morte de Eduardo Campos, candidato do PSB vítima da queda de seu avião de campanha, em 13 de agosto, e se contrapôs à substituta de Campos, Marina Silva, com quem manteve tom de tensão ao longo de todo o primeiro turno.

Diferentemente de Aécio, que acenou com a intenção de contar com o PSB no segundo turno, a petista não fez menção direta a esta questão, e fez referência a uma frase recorrente da ex-ministra, que acusava o PT de tentar prejudicá-la vendendo a imagem de exterminadora do futuro. “Essa luta é a luta dos construtores de futuro, construtores de futuro que não deixarão jamais o Brasil voltar pra trás.”

O tom do discurso de Dilma retomou linhas defendidas em seu último programa de TV no primeiro turno, quando prometeu “Governo novo, ideias novas”. A presidenta reiterou a visão de que o melhor caminho para promover mudanças é garantir a continuidade de um governo que se vê comprometido com elas. Neste sentido, ela voltou a dizer que o combate à desigualdade e a luta contra a corrupção serão os eixos centrais de seu segundo mandato.

Dilma fez questão ainda de enfatizar a necessidade de mudanças no sistema político. Esta noite o PT viu sua bancada na Câmara cair de 88 para 70 deputados. “Tenho a absoluta certeza, absoluta, que nós precisamos fazer a reforma política. Reforma essa que é a mãe de todas as reformas. Vamos fazer tudo o que estiver no nosso alcance para que haja a possibilidade, e sobretudo a certeza de transformar essa reforma em realidade. O primeiro passo nós todos sabemos qual é: mobilizar a população num plebiscito.”

Rede Brasil Atual

 

Aécio diz que é um vitorioso e que números superaram expectativas

Depois de uma disputa acirrada nas últimas semanas com Marina Silva (PSB) e de esperar até o último momento para se pronunciar sobre sua presença no segundo turno, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, enfim, comemorou o resultado.

“Eu me sinto um vitorioso. Todos os números, em qualquer lugar do Brasil, estão muito acima das expectativas”, disse Aécio, no comitê de campanha de seu partido, no centro da capital mineira.

Com vaga garantida no segundo turno, no próximo dia 26, Aécio disse que sua campanha e seu projeto de governo “não são mais de um partido, mas da sociedade brasileira”. O candidato foi cauteloso ao responder se pediria apoio a Marina Silva no segundo turno e disse que todo apoio nesta fase da campanha será bem-vindo. “Não posso antecipar nenhum apoio. Não recebi nenhuma ligação ainda.”

O senador mineiro fez, na ocasião, um discurso agregador, buscando o apoio de eleitores de outros partidos de oposição. “A vitória no primeiro turno foi da mudança. Os candidatos da mudança fizeram a maioria dos votos”, afirmou.

No discurso, Aécio lembrou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que seria o candidato do PSB à Presidência da República, morto em acidente aéreo no dia 13 de agosto, e substituído na chapa pela ex-senadora Marina Silva, que integrava a chapa como vice.

“Quero deixar uma palavra de homenagem, muito pessoal, a um amigo, a um homem público honrado, digno, que foi abatido por uma tragédia no meio desta campanha. A ele, aos seus ideais e aos seus sonhos também, a minha reverência. E nós saberemos, juntos, transformá-los em realidade. É hora de unirmos as forças”, afirmou.

Empolgado, Aécio pediu que seus apoiadores não se desmobilizem e destacou que amanhã (6) já é dia de campanha. “Não vou parar um minuto. Estamos apenas na metade da travessia e vamos concluí-la”, disse o senador mineiro. Ele informou que estará amanhã em São Paulo para discutir os próximos passos da campanha.

Aécio Neves chegou ao comitê de campanha com a esposa e o senador eleito por Minas Gerais, Antonio Anastasia. Depois de falar com a imprensa, no terceiro andar do edifício, ele foi recebido, carregado e jogado pra cima por alguns dos cerca de 150 apoiadores que acompanharam as apurações em um grande telão colocado na calçada.

O senador iniciou o dia acompanhando os candidatos do PSDB ao governo do estado, Pimenta da Veiga, que perdeu a disputa para Fernando Pimentel (PT), e ao Senado, Antonio Anastasia, antes de votar, às 10h20.

Depois, em entrevista coletiva próximo à escola onde votou, Aécio disse que fez a campanha que queria ter feito, “apresentando um projeto para o Brasil”, e comentou a mudança de cenários apresentadas pelas últimas pesquisas de intenção de voto, que o colocavam à frente de Marina. Ele evitou, no entanto, dizer que estaria no segundo turno e comentar a possibilidade de apoio de Marina à sua candidatura.

Dilma passou ao segundo turno com cerca de 42% dos votos válidos e Aécio, com cerca de 34%.

Agencia Brasil

 

‘Não há de tergiversar com o sentimento de 60% dos eleitores’, diz Marina

Derrotada com pouco mais de 22 milhões de votos, Marina Silva sinalizou ontem apoio ao tucano Aécio Neves no segundo turno da eleição presidencial. No discurso após o fechamento das urnas, em São Paulo, a ex-senadora deu sinais de que a condição para fechar uma aliança com o tucano passaria pela incorporação, por parte de Aécio, de pontos do programa de governo do PSB. Não haveria, segundo pessoas próximas de Marina, qualquer possibilidade de uma aliança com Dilma Rousseff (PT), depois de uma campanha marcada por forte artilharia entre as duas. Marina não escondeu ter ficado magoada com as críticas que recebeu da presidente.

— Sabemos que o Brasil sinalizou que não concorda com o que está aí, e sabemos que uma boa parte do Brasil, desde 2010, vem dando sustentação a uma mudança que seja qualificada — disse ela.

Questionada se apoiaria Aécio ou ficaria neutra no segundo turno, disse:

— A postura que eu tive quando não foi aceito registro da Rede pode ser uma tendência. Eu assumi um compromisso com a mudança indo apoiar o Eduardo Campos (…) O Brasil sinalizou que não concorda com esse projeto, que quer uma mudança qualificada, temos uma clareza do que representamos. Nós vamos fazer essa discussão, os partidos individualmente e depois vamos dialogar, mas estatisticamente a sociedade mostra isso, não há de tergiversar com o sentimento de 60% dos eleitores — disse ela.

“Não estou aqui como derrotada”

Marina lembrou o candidato morto Eduardo Campos, e disse continuar “de pé”:

— Não estou aqui como derrotada, mas como alguém que continua de pé porque não teve que abrir mão de seus princípios para ganhar uma eleição.

O possível apoio ao tucano não implica necessariamente em alinhamento do PSB. Até porque, dentro do partido, é dado como certo que Marina deixará a legenda para retomar o projeto de fundar a Rede Sustentabilidade.

O presidente do PSB, Roberto Amaral, afirmou que o balanço das eleições deste ano para o partido é “positivo, apesar da derrota de Marina”. Ele inicia hoje uma consulta aos dirigentes do partido para decidir o apoio no segundo turno e disse que Marina também será ouvida:

— Nossa ideia é manter o projeto e tentar manter a aliança, a Rede vai tentar se organizar. A Rede é a Rede e o PSB é o PSB e nós respeitamos, mas fizemos um apelo para que essa decisão, na medida do possível, seja da aliança.

Há, no entanto, quem não acredite no apoio de Marina a Aécio. O coordenador do comitê financeiro do PSB, Bazileu Margarido, ironizou a tal possibilidade:

— Não sei se o Aécio vai querer. Ele não disse na propaganda que a Marina e a Dilma são a mesma coisa?

Vice-governador eleito de São Paulo, Márcio França (PSB) defendeu o apoio a Aécio:

— No que depender de nós, faremos o esforço para que o Brasil faça sua mudança. Nosso partido vai se reunir, é claro, mas, se depender da gente, nossa posição será pró-Aécio. Sei que o se o Eduardo estivesse aqui, essa seria a posição dele.

O PSB pode ter alguns diretórios optando por Aécio e outros, por Dilma. Com a morte de Campos, o PSB não possui uma liderança capaz de unir a sigla. A adesão da legenda à petista ou ao tucano passa pelas realidades eleitorais locais. Presidente do PSB de São Paulo, França foi eleito vice de Alckmin, e não teria como se juntar a Dilma. Já o presidente do partido, Roberto Amaral, foi ministro do ex-presidente Lula e mantém boas relações com os petistas.

As negociações internas para definir uma caminho no segundo turno tem como complicador o fato de a eleição para definir o comando da legenda estar marcada para segunda-feira da próxima semana. Amaral conseguiu pacificar um consenso em torno de seu nome. Mas o acordo foi fechado quando o cenário indicava Marina no segundo turno. Um racha interno por causa do apoio a Dilma ou Aécio pode ter reflexos na disputa.

A grande questão é o caminho que irá tomar o PSB de Pernambuco, estado de Campos, que elegeu um governador no primeiro turno. O diretório estadual deve ganhar força e influenciará no rumo que a legenda irá tomar nas questões nacionais.

O PPS, segundo maior partido da aliança, vai anunciar amanhã apoio a Aécio. A executiva da legenda fará uma reunião para referendar o apoio.

O Globo

Quase 30% dos eleitores não votaram em ninguém, e vão decidir 2º turno

Os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais mostram um dado tão significativo quanto preocupante. O percentual de abstenções chega a 19,40%. Votos brancos somam 3,8% e nulos, 5,7%. Somando todos estes percentuais, temos 28,9% de eleitores que não votaram em ninguém.

O percentual de abstenções se mantém na faixa dos 20% nos principais colégios eleitorais: Rio, São Paulo e Minas Gerais. Isso significa que ainda há uma massa imensa de eleitores e serem conquistados. E são eles que vão decidir as eleições.

Este elevado percentual também evidencia a desilusão do eleitor com os candidatos e com a própria política, como o Jornal do Brasil já havia alertado em diversos editoriais. Fica a pergunta no ar: quem será capaz de conquistar estes eleitores?

Jornal do Brasil

 

Datos del tribunal Supremo Elecotal

http://divulga.tse.jus.br/oficial/index.html