Dilma anuncia cambios en Petrobras pero ratifica a la presidenta

Dilma hace enfática defensa de presidenta de estatal Petrobras

La presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, afirmó el lunes en un desayuno con periodistas que “no está pretendiendo cambiar al directorio de Petrobras”, pero indicó que realizará modificaciones en el Consejo de Administración de la mayor empresa del país.

En el encuentro con los periodistas, realizado en el Palacio del Planalto, la jefa de Estado defendió enfáticamente a Graca Foster, presidenta de Petrobras, y aseguró que las constructoras involucradas por la Operación Lava Jato de la Policía Federal deben ser castigas pero no “destruidas”.

“Yo conozco a Graca Foster. Se de la seriedad de Graca y de su honestidad”, dijo Dilma sobre la presidenta de Petrobras, agregando que reconocía que existe “un clima muy difícil para ella”.

Sobre este tema, la jefa de Estado dijo que “hay que tener pruebas presentadas sobre cualquier conducta de la presidente (…) Es importante saber cual es la prueba. No veo ningún indicio de irregularidad en el directorio (actual) de Petrobras”.

La presidenta defendió la continuidad de las investigaciones, pero calificó como “simplistas” las sospechas de que Graça Foster sabía de las irregularidades por ocupar el mayor cargo de la compañía.

“No es necesario” que ella ponga su cargo a disposición, dijo Dilma sobre Graca Foster.

“La situación de ella no es fácil. Ella recibe todos los días una presión que pocas personas soportan -y que ella soporta por los compromisos que ella tiene con Petrobras. Creo que se creó un clima sin que se muestre siquiera una falla de ella. ¿Pero sólo porque el clima está muy difícil yo necesito sacarla? ¿Yo la penalizo por algo que no es responsabilidad de ella? ¿A quién interesa sacar a Graça Foster? ¿Qué hay detrás de eso?”, preguntó Dilma.

La mandataria dijo también que anunciará los nombres de su gabinete de ministros hasta el próximo día 29 y pidió acceso completo a las declaraciones bajo delación premiada de los denunciantes y partícipes en el esquema de defraudación a la petrolera estatal.

Brasil 247

Dilma diz que Graça e direção da Petrobras ficam, mas indica que mudará conselho de administração

A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que não há motivos para demitir a presidente da Petrobras, Graça Foster. Ela voltou a fazer uma defesa contundente da funcionária, dizendo que há apenas denúncias sem provas e confirmou que a presidente da Petrobras disse que se a exposição por que passa devido às denúncias de corrupção na estatal causarem prejuízo ao governo e à Petrobras, ela coloca o cargo à disposição.

— Eu conheço a Graça, sei da seriedade da Graça, da lisura da Graça. A Graça assumiu a direção da Petrobras e mudou toda a diretoria. Abriu todas as investigações que estão em curso. Não tenho nenhuma indicação de que falta credibilidade para a Graca Foster — afirmou Dilma, em café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, reconhecendo que Graça Foster está sofrendo pressão:

— É uma situação difícil para ela. Ela segura a pressão por conta dos compromissos com a Petrobras. Cria-se um clima muito difícil para ela. Agora, por isso eu vou tirá-la? Penalizar ela por algo que não é responsabilidade dela? —indagou.

A presidente disse que não vai trocar a atual diretoria por não ver “nenhum indício de irregularidade” no colegiado. Mas indicou que trocará o conselho de administração.

— Eu não vejo nenhum indício de irregularidade na atual diretoria da Petrobras. Quando não vejo irregularidade eu não posso querer punir — informou.

Ela não precisou quando fará essas mudanças, mas ressaltou que é preciso antes indicar o novo ministro de Minas e Energia.

Justificando sua decisão de nomear Graça Foster presidente da Petrobras e sua escolha de mantê-la no cargo, Dilma disse também que não irá demonizar as indicações políticas.

– Eu queria a Maria das Graças Foster presidente. Eu levei um ano para construir essas condições. Eu não acho que indicação política seja algo ruim. Eu não vou demonizar aqui nomeação política. É de um simplismo grotesco. É a gente não ver um palmo na frente do nariz. O problema não é ser político ou técnico. Tem gente honesta em todas as camadas. Acho que (a corrupção) é muito mais complexa no Brasil – afirmou.

A presidente ressaltou que a Petrobras não será destruída e que a estatal conta com um caixa que a permite passar um ano inteiro sem depender do mercado para se manter. Perguntada sobre o que pensa sobre o vultoso montante de recursos que foram desviados da empresa no esquema de corrupção desvendado pelo Ministério Público e Política Federal, Dilma respondeu que acha “absurdo”.

PRESIDENTE MINIMIZA ACUSAÇÕES DE EX-GERENTE

Dilma minimizou as acusações da ex-gerente da Petrobras Venina Velosa de que alertou pessoalmente Graça Foster sobre irregularidades na área de Comunicação da estatal.

– Como é que você tipifica uma alegação sem prova? Tem alguma prova apresentada sobre qualquer conduta da presidente da Petrobras? – questionou.

A presidente chegou a insinuar que há interesses misteriosos por trás das tentativas de derrubar Graça Foster:

– A quem interessa tirar a Graça Foster? O que há por trás disso?

Durante o café da manhã com jornalistas, Dilma afirmou ainda que seu governo está empenhado em evitar o rebaixamento da nota de crédito da Petrobras.

– Nós trabalhamos com o seguinte fato: uma luta incansável para não rebaixarem a nota da Petrobras – afirmou.

DILMA CONSULTARÁ MP ANTES DE NOMEAR MINISTROS

Dilma disse ainda que consultará o Ministério Público antes de nomear seu Ministério. Segundo a presidente, ela quer saber antes se o candidato a ministro tem algo que pese contra ele. O temor é sobre a próxima fase da operação Lava-Jato, que indicará os políticos que tiveram envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.

— Qualquer pessoa que for indicar, vou consultar (o Ministério Público). Eu vou perguntar o seguinte: Há alguma coisa contra fulano que me impeça de nomeá-lo? Só isso que eu vou perguntar. Não quero saber o resto. Eu só quero saber isso.

A presidente informou que pretende nomear quase todos os integrantes de sua nova equipe até o dia 29. E que a forma pode ser em duas etapas ou em uma só. O segundo escalão do governo só será formado, depois que todos os ministros estiverem escolhidos.

Menos de uma semana depois de o presidente americano Barack Obama anunciar a retomada das relações diplomáticas com Cuba, Dilma Rousseff considerou ridícula a forma como o financiamento do porto de Mariel, em Havana, pelo governo brasileiro, foi tratado durante a campanha eleitoral. Segundo ela, agora que Cuba voltará a ter relações com os americanos, o porto, é considerado o “must” (o máximo). Segundo ela, o Brasil estava certo em realizar o empreendimento.- Ridículo a forma pela qual a campanha no Brasil tratou a questão de Mariel. A questão de Mariel foi tratada no Brasil com preconceito. Hoje, quando os Estados Unidos reatam relações com Cuba mostra claramente que o Brasil estava certo em financiar o porto de Mariel – disse, completando:- Agora que o porto é o mais próximo da Flórida, ficou o must.Sobre a necessidade do fim do bloqueio econômico dos americanos a Cuba, que ainda tem que ser aprovado pelo Congresso daquele país, Dilma disse partilhar da mesma opinião de todos os presidentes dos países que compõem a Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos), de que é preciso acabar.- Todos nós consideramos que é fundamental acabar o bloqueio à Cuba. E eu tenho certeza de que esta é a posição de Obama hoje – disse.Dilma afirmou que não considera que a Rússia esteja sob ameaça de uma crise econômica no futuro próximo. Segundo a presidente, todos os países integrantes do BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) estão em situação de estabilidade financeira.- Eu não acredito que a Rússia esteja à beira de uma crise econômica. Não acho que os BRICS terão grandes problemas. Os problemas dos BRICS não são financeiros. Não há nenhum BRICS à beira do fracasso. Todos têm reservas, têm uma situação estável – avaliou.

O Globo