Brasil: Dilma posterga para mañana el anuncio de reforma ministerial

Brasília – O Palácio do Planalto marcou para sexta-feira, às 10h30, o anúncio da reforma ministerial. A própria presidente Dilma Rousseff fará o anúncio. No entanto, a assessoria do Palácio informou que não haverá entrevista coletiva, apenas uma declaração da presidente. Hoje ela esteve reunida com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada para definir os últimos detalhes. Os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Edinho Araújo (Comunicação Social), além de Giles Azevedo (assessor especial da presidência), também participaram do encontro.

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A pedido de Lula, Dilma sacará a mercadante de Casa Civil

Tras numerosos pedidos de sectores del Partido de los Trabajadores (PT) y principalmente del ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, la mandataria Dilma Rousseff decidió ceder y sacar de la jefatura de Casa Civil al ministro Aloizio Mercadante.

El cambio se dará en un momento crucial para el gobierno, que necesita de votos en el Congreso para mantener los vetos de la Presidencia a medidas que perjudicarían el ajuste fiscal y también para impedir un eventual proceso de impeachment.

Mercadante asumiría la cartera de Educación, que ya comandó por dos años y que actualmente conduce Renato Janine Ribeiro.

El nombre favorito para ocupar el cargo de jefe de la Casa Civil es el actual ministro de Defensa, Jaques Wagner, defendido por Lula desde el año pasado. Wagner dialogó en la noche del martes con la presidenta Dilma Rousseff en el Palacio do Planalto.

Aldo Rebelo, ministro de Ciencia y Tecnología, pasaría a Defensa.

Se espera que la reforma de gabinete sea anunciada este jueves. El rediseño de los cargos daría mayor espacio en el gobierno al Partido del Movimiento Democrático Brasileño (PMDB), que deberá recibir siete ministerios.

Brasil 247

Mercadante deixa a Casa Civil e assume a Educação

Entre as diversas concessões feitas pela presidenta Dilma Rousseff para a reforma ministerial a ser anunciada nesta quinta-feira 1º está a saída de um de seus homens de confiança, Aloizio Mercadante, do núcleo do governo. O ministro deixará a Casa Civil para reassumir o Ministério da Educação, ocupado por ele entre 2012 e 2014.

Mercadante reuniu sua equipe na Casa Civil para comunicar a mudança e solicitar um balanço do período em que esteve à frente do ministério. O ex-senador disse aos auxiliares estar animado com a possibilidade de voltar à Educação, pasta na qual poderá comandar os projetos da “Pátria Educadora”, a maior bandeira do segundo mandato de Dilma.

A saída de Mercadante da Casa Civil representa a vitória da tese da unanimidade contra. Filiado ao PT, pelo qual foi duas vezes candidato ao governo de São Paulo, em 2006 e 2010, Mercadante não tinha mais defensores em seu partido ou no PMDB, que deverá ganhar um papel de destaque no novo ministério de Dilma.

A Casa Civil deve ficar aos cuidados do ex-governador da Bahia Jaques Wagner, atualmente no Ministério da Defesa. O nome de Wagner para a Casa Civil era defendido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o início do segundo mandato de Dilma e conta com o apoio do PT – o partido se sente mais representado por Wagner do que por Mercadante.

Na manhã desta quarta-feira 30, Wagner esteve na Câmara dos Deputados, onde participou de uma audiência pública. Em conversa com jornalistas, ele confirmou ter recebido um telefonema com um recado de Dilma, que desejava conversar com ele. O ministro deixaria a Câmara para ir até seu gabinete e se informar sobre o teor do diálogo com Dilma.

Carta Capital

Dilma demite ministro da Educação, Renato Janine

Antes de completar seis meses no cargo, o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, foi demitido nesta quarta-feira pela presidente Dilma Rousseff, como parte da reforma ministerial que ela conduz para angariar apoio político. Aloizio Mercadante, que já ocupou a cadeira entre 2012 e 2014, deixará a Casa Civil para retornar como terceiro ministro da pasta no segundo mandato de Dilma, que tem como lema “Pátria Educadora”. Antes de Janine, o titular da Educação era Cid Gomes, ex-governador do Ceará que fez uma passagem ainda mais meteórica, de apenas dois meses e meio no ministério.

Janine foi chamado para uma reunião com Dilma, que começou por volta das 15h20 no Palácio do Planalto. De acordo com interlocutores do ministro, a conversa foi somente entre os dois, sem a presença de auxiliares. A presidente agradeceu a Janine pelos serviços prestados enquanto esteve à frente do MEC e, rapidamente, mencionou que o momento atual exige uma nova composição na Esplanada dos Ministérios.

A reforma para agradar aos setores do PMDB, em troca de apoio político, também culminou na saída do ministro da Saúde, Arthur Chioro. Com ele, porém, Dilma nem chegou a convocar uma reunião no Planalto. Ela demitiu Chioro por telefone, o que teria deixado o ministro chateado. O Ministério da Saúde será ocupado por algum indicado do PMDB, que tende a ficar com sete pastas. Hoje, o partido do vice-presidente, Michel Temer, está no comando de seis ministérios.

Enquanto Janine se reunia com Dilma, o secretário-executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa, estava no Planalto conversando com Mercadante. Entre outros assuntos, eles trataram da volta do ministro à Educação e dos problemas que atingem a pasta. Desde o início do ano, programas que são vitrine da gestão Dilma vêm passando por contenções, como o Fies, Pronatec e Ciência sem Fronteiras. Houve atrasos em pagamento de bolsas, como as do programa de alfabetização. Greves atingem a maior parte das universidades federais.

Janine chegou ao posto, em abril, como “uma feliz novidade”. Foi essa a definição da presidente Dilma ao dar posse ao ministro, comparando-o com educadores brasileiros como Paulo Freire e Anísio Teixeira. Embora tenha sido diretor de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Janine foi escolhido mais pelo simbolismo de ser um nome importante da pesquisa na área de educação do que pela experiência gerencial.

Ironicamente, quem sugeriu à presidente Dilma o nome de Janine para o ministério foi Mercadante. Agora, no xadrez da política, o padrinho tomará o lugar do apadrinhado na condução de uma das mais importantes pastas da Esplanada, que só perde em volume de orçamento para a Saúde.

O Globo