Terceiro protesto contra aumento das tarifas de transporte termina sem violência em SP

Ocorreu de forma tranquila o terceiro ato convocado pelo Movimento Passe Livre (MPL) contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo. O protesto desta quinta-feira (14) foi realizado de forma simultânea em duas partes da cidade, um ato iniciou em frente ao Teatro Municipal, região central, e outro no Largo da Batata, zona oeste.
Após convocar uma manifestação que sequer saiu da concentração por conta da repressão policial na última terça-feira (12), o movimento decidiu divulgar o trajeto dos atos para evitar que o ocorrido se repetisse. A Secretaria de Segurança Pública (SSP), justificou a atuação da PM pela ausência de comunicação prévia do percurso que seria seguido. Na ocasião, manifestantes queriam se dirigir ao Largo da Batata, mas foram impedido pela polícia, que passou a reprimir os presentes.

A partir de dois pontos de encontro, o Teatro Municipal e o Largo da Batata, os manifestantes seguiram dois percursos distintos. O trajeto iniciado na região central passou pela Prefeitura e Secretaria de Segurança Pública, subiu a Avenida Brigadeiro até a Paulista e terminou no Masp. A marcha na zona oeste tomou a Avenida Faria Lima, passou pela Praça Panamericana, atravessou a ponte da Cidade Universitária e terminou no Metrô Butantã, após se dirigir pela Vital Brasil.

Contexto

Às 16h30, quando a reportagem do Brasil de Fato chegou ao Teatro Municipal, um grande efetivo da Polícia Militar, incluindo um caminhão da tropa de Choque, já se encontrava no viaduto do Chá, em frente ao prédio da Prefeitura e na Praça da Sé, onde um grupo de manifestantes fizeram uma caminhada até o Teatro para denunciar a violência policial ocorrida na terça-feira.

Matheus Preis, militante do MPL, explicou que a tática de dividir o ato em duas concentrações foi “provocar mais travamentos na cidade e tentar fugir do cerco policial”.

Sob garoa, o ato saiu pelas ruas do centro as 18h30. A Policia Militar escoltou os manifestantes desde o início, ditando o ritmo da caminhada. O mesmo procedimento foi adotado no Largo da Batata. Lá, antes do começo da concentração, todos usuários e usuárias do metrô passaram por revista ao saírem da estação Faria Lima.

Sem violência

Em frente à Secretaria de Segurança Pública, manifestante fizeram um jogral lembrando das vítimas da violência da PM na terça-feira e afirmando não iriam “sair das ruas”.

Um momento de tensão aconteceu no meio da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, quando foi ouvido um barulho de bomba. Logo os manifestantes gritaram “sem violência” em direção aos policiais. O ato seguiu normal após isso. Na mesma via, moradores batiam panelas contra os presentes no ato e uma moradora jogou um ovo no protesto, acertando um cinegrafista.

Chegando ao final sem tumultos, no jogral de encerramento o Movimento Passe Livre já definiu que o próximo ato acontecerá na terça-feira (19) no cruzamento da Avenida Brigadeiro Faria Lima com a Rebouças, a partir das 17h.

Confusão após o fim

Após o MPL ter encerrado o protesto, alguns participantes se dirigiram até a estação Consolação do Metrô, por onde muitos dos manifestantes iriam embora, e iniciou uma tentativa de “catracaço”, pular as roletas sem pagar. A polícia fechou as portas e soltou bombas. Um manifestante tentou quebrar um dos portões de entrada.

Brasil de Fato