Cresce mobilização em SP contra reajuste de tarifas do transporte público

Dividido em manifestações espalhadas em quatro diferentes pontos da cidade, o quarto ato contra o reajuste das tarifas do transporte público em São Paulo, reuniu um total de cerca de 30 mil pessoas, segundo o Movimento Passe Livre (MPL) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), organizadores da mobilização. Todos chegaram ao fim de seus roteiros sem incidentes, apesar da ostensiva presença da Polícia Militar. Um novo ato foi marcado para a próxima quinta-feira (21). “Se não baixar, a cidade vai parar”, cantaram os manifestantes durante as passeatas.

O MPL iniciou a concentração no cruzamento das avenidas Faria Lima e Rebouças, na zona sul da capital e o ato foi dividido em dois blocos. Um rumou para o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual. O outro subiu em direção ao centro, caminhando até a prefeitura.

Já o MTST organizou manifestações na zona leste – a partir da estação Itaquera da linha 3-Vermelha que seguiu até a estação Guilhermina Esperança do mesma linha do metrô – e na zona sul, saindo da estação Capão Redondo da linha 5-Lilás do Metrô e chegando ao Terminal João Dias.

“Boladão! Não vou deixar o Geraldo Aumentar tarifa não. Não vou deixar o Haddad aumentar o meu busão”. Cantos e fanfarra animaram os manifestantes, chamou a atenção dos que observavam e chegou a atrair a solidariedade de moradores de vários prédios residenciais e comerciais nos trajetos das passeatas.

Mensagens lidas em formato jogral encerraram as manifestações. Por volta das 21h30, o ato em frente à Prefeitura foi encerrado, fechando o dia de protestos contra o reajuste da tarifa de ônibus, metrô e trens para R$ 3,80.

Tensão armada

No centro, o fechamento das portas de estações do metrô provocou início de tumulto, principalmente na República, onde quem tentava era impedido de entrar e quem desembarcava era proibido de sair. Em frente às catracas, seguranças do metrô fizeram um cordão de isolamento.

Houve tensão quando, por volta das 22h20, algumas dezenas das pessoas que queriam entrar na estação tentaram bloquear a rua e travar a passagem de veículos e ônibus. “Quero voltar para casa, exercer meu direito de ir e vir, mas o Metrô está desrespeitando meu direito”, protestou uma usuária, que não se identificou.

O Metrô manteve a recusa de abrir a estação, a tensão aumentou, com as pessoas querendo ir embora e sendo impedidas. A polícia foi chamada e chegou a disparar morteiros.

A manifestação terminou com cinco pessoas detidas. Dois rapazes estariam com martelo, máscaras, luvas e um estilingue na mochila. Eles foram ouvidos na delegacia e liberados em seguida. Outros três suspeitos foram liberados ainda no local.

Rede Brasil Atual