En Contexto
Tras la aprobación en la Cámara de Diputados, la apertura del proceso de impeachment contra Dilma Rousseff se encuentra en trámite en el Senado, donde se espera la votación para el 11 o 12 de mayo. Si 41 de los 81 senadores votan a favor, se abrirá el juicio político a la presidenta, que será suspendida de su cargo por un lapso máximo de 180 días, el tiempo que tendrá la Cámara alta para el desarrollo del proceso. En ese caso, la presidencia será asumida durante ese período por el vicepresidente Michel Temer, del Partido del Movimiento Democrático Brasileño (PMDB), quien también enfrenta un pedido de impeachment.

‘PSDB está conversando bem’, diz Temer sobre negociação com tucanos

O vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta terça-feira (26) que o “PSDB está conversando bem” com ele. A declaração foi dada na saída do gabinete do peemedebista, no anexo do Palácio do Planalto, após ele ser questionando se aceitou conversar institucionalmente com o partido da oposição.

Michel Temer deverá assumir a presidência da República caso os senadores aprovem processo de impeachment iniciado na Câmara e em tramitação atualmente em comissão especial do Senado. No últimos dias, ele tem se reunido com lideranças de diversos partidos, além de entidades da sociedade civil e economistas.

“O PSDB está conversando bem, viu… Está conversando bem”, declarou Temer após ser questionado por jornalistas. À tarde, o vice de Dilma se reuniu com o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), que afirmou, ao chegar no Palácio do Planalto, que o partido pode apoiar um eventual governo Temer, mesmo sem ocupar cargos no Executivo.

“O PSDB não entra nesse tipo de composição de ‘toma lá, dá cá’, com cargos e ministérios. Não faremos esse tipo de discussão. O que queremos, de forma muito clara, é um relacionamento institucional, e o que o PSDB deseja é que o PMDB não faça conosco o que o PT fez com eles, porque temos propostas que precisam ser discutidas”, disse o senador.

Nesta terça, mais cedo, depois de reunião com a bancada do PSDB na Câmara, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente nacional do partido, afirmou que a “tendência” da direção do partido é não se opor a que integrantes da legenda ocupem ministérios em um eventual governo de Michel Temer (PMDB). “Se amanhã, o presidente Michel optar por considerar o nome de membros do PSDB, obviamente ele deverá fazer isso conversando com a direção do partido, cuja tendência é não se opor a isso”, declarou.

A fala de Aécio contrasta com a opinião do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que na segunda-feira disse que é contra a nomeação de membros do partido para o primeiro escalão em um eventual governo de Temer. “Temos a responsabilidade de ajudar [eventual governo Temer]. Então, é nosso dever apoiar. Agora, não precisamos ter pasta e nem cargo para poder fazer isso. Sou contra a nomeação de ministros, já externei isso”, disse.

Ao longo da terça-feira, sem agenda oficial, o vice-presidente da República recebeu em seu gabinete parlamentares de ao menos seis partidos: PTB, PSDB, PMDB, PR, PSC e Solidariedade. Ao sair das reuniões, Temer também foi perguntado sobre como foram os encontros. “Foi muito bem, muito bem… Boas conversas”, afirmou.

Entre os congressistas que estiveram com Temer nesta terça, estão os senadores Fernando Collor (PTB-AL), Marta Suplicy (PMDB-SP), Magno Malta (PR-ES) e Blairo Maggi (PMDB-MT), além dos deputados Mara Gabrilli (PSDB-SP), André Moura (PSC-SE), Paulinho da Força (Solidariedade-SP) e Jovair Arantes (PTB-GO).

O Globo


Aécio recua, e PSDB decide dar apoio integral a eventual governo Temer

Após mais de uma semana de embates públicos entre algumas das principais lideranças do partido, o PSDB decidiu nesta terça-feira que dará apoio integral ao governo de Michel Temer, inclusive com a participação em ministérios caso haja convite. A unidade tucana só saiu após o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso aderir à linha que vinha sendo defendida pelos senadores José Serra (SP) e Aloysio Nunes Ferreira (SP) e defender publicamente o apoio integral da legenda ao governo peemedebista. Assim, acabou sendo derrotada a posição de apoio apenas parlamentar, que vinha sendo propagada pelos dois principais pré-candidatos da legenda à presidência: o senador Aécio Neves (MG) e o governador Geraldo Alckmin (SP).

Um dia após o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PMDB) ser contra a nomeação de integrante do partido, o tucano disse não ver o menor problema “se houver convite”. Para ele, o partido deve ajudar o país, principalmente na questão econômica.

— O que nos parece importante é o modelo político brasileiro, que se esgotou. É preciso recuperar a atividade política do país. O PSDB vai colaborar, vai participar deste novo trabalho, nessas reformas que são importantes. A participação de membros do partido, se houver convites e alguém quiser participar, não vejo o menor problema. Mas essa não é a questão central. Ninguém vai brigar para participar do governo — disse ele, após presença na inauguração do centro de convenções São Paulo Expo.

Presidente nacional do partido, Aécio passou o dia em reuniões com deputados e senadores tucanos. Além da posição de FH, influenciaram no recuo a avaliação de que a preocupação com as eleições de 2018 e a crescente evidência do racha partidário haviam repercutido negativamente na sociedade. Pelo acordo costurado nesta terça em Brasília, os tucanos apresentarão na próxima semana uma agenda emergencial de medidas com as quais Temer deverá se comprometer a adotar e os eventuais convites para ministérios precisarão se dar de “forma institucional”. Eles ocorreram logo após o anúncio do acordo. À noite, Temer chamou para a primeira reunião os líderes tucanos no Senado e na Câmara, Cássio Cunha Lima (PB) e Antônio Imbassahy (BA).

— De ontem para hoje a ficha caiu. As discussões do fim de semana não foram felizes. Discutir 2018 no momento em que o país sangra apequena a participação do PSDB no momento de enfrentar a crise. A fala do Fernando Henrique (em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”) reflete a evolução desse raciocínio de que o PSDB deve participar de corpo inteiro, de forma institucional. Discutir 2018 agora é covardia — explicou o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES).

A ideia da cúpula tucana é não tomar iniciativa de sugerir nomes, e jogar para Temer a decisão de chamar o PSDB para discutir eventuais convites, como o que provavelmente será feito ao senador José Serra (SP), com quem o vice já conversou. Só que Temer não deve convidá-lo para ocupar a pasta que o senador deseja, a Fazenda. Ao GLOBO, Temer sinalizou que já está fechado com o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles.

— Houve uma evolução com a costura desse acordo. No partido ficou pacificado que, se Temer quiser convidar alguém, deverá discutir isso institucionalmente, sem veto. Mas eu ainda não decidi se vou para o governo — disse Serra.

Outra decisão dos tucanos é de fazer ampla divulgação, inclusive no programa de TV do partido que irá ao ar dia 17, do documento com agenda de reformas que o PSDB entregará a Temer. Para se blindar de um eventual fracasso do futuro governo, o PSDB quer condicionar o apoio ao compromisso de Temer de apoiar essa agenda que inclui apoio integral a Operação Lava-jato, redução do tamanho do estado e reformas política e da Previdência.

— Caberá ao Michel (Temer), se assumir, procurar a direção do partido para discutir isso. Se ele colocar esse assunto, vamos debater, não depende de nós. O que vamos fazer é lhe entregar um conjunto de propostas emergenciais e vamos cobrar um compromisso com o país — afirmou Aécio.

Aécio ligou para os governadores, entre eles Geraldo Alckmin, de São Paulo, contrário à participação do governo com cargos para discutir a saída negociada. Semana que vem a Executiva Nacional do partido irá bater o martelo, fechar uma agenda emergencial de medidas com as quais Temer deverá se comprometer a adotar.

Outra decisão nas reuniões é que, mesmo que Temer nomeie alguém do partido, o PSDB ficará à vontade para não assinar embaixo de todas as medidas do eventual governo Temer.

— Estamos abertos, mas o Temer tem que chamar o PSDB em caráter institucional para mostrar o que quer fazer, que governo vai montar. Se colocar o Meirelles na Fazenda, ele vai adotar uma política econômica que apoiamos? Não sei — observa o senador Tasso Jereissatti (CE).

— Vamos discutir o que vier de lá, mas não temos obrigação de apoiar todas as propostas — completa Aécio.

O Globo


Vice Temer ya montó núcleo duro de nuevo gabinete ministerial

El vicepresidente Michel Temer ya definió casi la totalidad de los principales puestos del que será su gabinete de ministros en caso de que el Senado vote la suspensión de la presidente Dilma Rousseff al frente del Poder Ejecutivo.

La Cámara alta se pronunciará sobre la salida de Dilma del poder el 11 o el 12 de mayo.

El ex banquero central Henrique Meirelles venció la disputa interna contra el senador José Serra y será ministro de Hacienda.

Temer evalúa que Meirelles, quien estuvo al frente del Banco Central durante los ocho años del gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva, inspira confianza ante el mercado financiero. Meirelles tendrá libertad para designar al jefe del Banco Central.

El actual vicepresidente pondría en su gabinete de ministros a sus principales aliados del Partido del Movimiento Democrático Brasileño (PMDB) para concretar el impeachment. Así, Eliseu Padilha sería jefe de Gabinete (Casa Civil), y por lo tanto responsable de la articulación política.

Wellington Moreira Franco comandaría el superpoderoso Ministerio de Infraestrutura, en el que se fundirían las carteras de Transportes, Puertos y Aviación Civil.

Romero Jucá, a su vez, sería ministro de Planificación, mientras que Henrique Eduardo Alves debe volver a ocupar el Ministerio de Turismo.

De los partidos aliados, el Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB) designaría al senador José Serra para el Ministerio de Educación, pese a las resistencias de otros dos caciques de la agrupación, el gobernador de Sao Paulo, Geraldo Alckmin, y el senador Aécio Neves.

Los diputados Ricardo Barros y Cacá Leão, ambos del Partido Progresista, ocuparían los ministerios de Salud e Integración Nacional.

El de Desarrollo, Industria y Comercio Exterior (MDIC) quedaría en manos del jefe de la Federación de las Industrias del Estado de Sao Paulo (FIESP), Paulo Skaf.

Brasil 247


Opositores dirigirán comisión de impeachment en Senado

La oposición brasileña obtuvo el martes los dos principales cargos de la comisión de 21 senadores que analizará si la presidenta Dilma Rousseff debe responder a un juicio político con miras a su probable destitución.

La comisión celebró este martes su primera reunión y decidió que la presidencia será ejercida por Raimundo Lira, del Partido del Movimiento Democrático Brasileño (PMDB), disidente del Gobierno y liderado por el vicepresidente Michel Temer, quien asumiría el poder en caso de una destitución de Rousseff.

El cargo de miembro informante (relator), que elaborará un informe que recomendará juzgar a Dilma Rousseff o archivar el caso, recayó en Antonio Anastasia, del opositor Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB), quien fue elegido pese a la queja generalizada del oficialismo.

Anastasia, ex gobernador de Minas Gerais, es mano derecha del senador Aécio Neves, ex candidato presidencial.

Brasil 247


Dilma: “Querem chegar e sentar na minha cadeira, mas sem voto”

A presidente Dilma Rousseff reiterou, nesta terça-feira (26), durante entrega de 2.600 moradias do programa Minha Casa Minha Vida, o discurso de que a oposição quer uma eleição indireta para a Presidência da República e, por isso, patrocinam o seu impeachment — que ela classificou como “golpe” — no Congresso Nacional.

“Esse impeachment sem crime, esse impeachment que é golpe. Na verdade, ele é uma tentativa de fazer uma eleição indireta por aqueles que não têm voto. Se eles querem chegar ao poder e não tem crime, só tem um caminho: disputem eleições, vão para a frente do povo e digam o que vocês querem. O que eles querem é chegar e sentar na minha cadeira, mas sem voto. Isso é muito confortável. Você não tem que prestar conta para o povo brasileiro. Não tem que explicar o que vão fazer os programas sociais”, afirmou, duramente, a presidente, alertando para cortes em programas sociais em eventual governo do vice Michel Temer.

Dilma disse, também, que é acusada por algo praticado no país desde 1994. “Essa conta que a gente faz — eu pago para a Caixa e ela paga para mim — existe desde 1994. Passou 1995, 1996, chegamos nos anos 2000, 2001. Entrou no meu governo, não era crime. Aí em 2014, em 2015 virou crime. E isso significa o que? Dois pesos e duas medidas. Significa injustiça”, argumentou a presidente, sendo aplaudida e recebida com flores nos condomínios Residencial Coração de Maria e Lagoa da Paixão, onde fez a entrega das habitações.

A presidente disse achar estranho que não há acusações contra ela, enquanto há crimes de corrupção contra os que a acusam. “O mais estranho é que quem me julga é corrupto. Essa pessoa, que é o presidente da Câmara, é uma pessoa que todo mundo sabe no Brasil que tem conta no exterior, é acusado pela Procuradora-geral da República”, disse Dilma, em referência a Eduardo Cunha, réu no Supremo Tribunal Federal (STF) na operação Lava Jato.

Jornal do Brasil