En Contexto
La Cámara de Diputados aprobó, el último 17 de abril, la apertura del proceso de impeachment contra Dilma Rousseff. La causa pasó a los 81 miembros del Senado, que por mayoría simple decidirán si se abre el juicio político contra la presidenta. Si así fuera, la mandataria deberá separarse del cargo por un lapso de 180 días, el tiempo que tendrá la Cámara alta para el desarrollo del proceso. En ese caso, la presidencia será asumida durante ese período por el vicepresidente Michel Temer, del Partido del Movimiento Democrático Brasileño (PMDB), quien también enfrenta un pedido de impeachment.

Após reunião com Skaf, Temer se encontra com Serra em Brasília

O senador José Serra (PSDB-SP) chegou, por volta das 21h deste domingo (24), ao Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente, para um encontro com Michel Temer (PMDB).

O tucano tem sido apontado como um possível ocupante de cargos no ministério de Temer, caso ele assuma a Presidência com o afastamento de Dilma Rousseff –a votação no Senado que pode tirá-la do cargo por até 180 dias está prevista para o mês que vem.

Serra está no grupo do PSDB que defende o apoio ao eventual governo Temer com o partido assumindo cargos. Outro grupo do partido, liderado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, quer apoiar o governo sem assumir cargos.

O senador tucano deixou a residência de Temer pouco antes da meia-noite, sem dar declarações.

APOIO

Neste sábado (23), Serra publicou nas redes sociais mensagem dizendo que o partido “deve participar do governo”, se for apoiá-lo “e for convidado”.

“Seria bizarro o PSDB ajudar a fazer o impeachment de Dilma e depois, por questiúnculas e cálculos mesquinhos, lavar as mãos e fugir a suas responsabilidades com o país”, escreveu em sua conta no Facebook.

Amigo pessoal de Temer, Serra já foi cotado para assumir pastas de peso em um eventual governo do vice –entre elas, Fazenda, Planejamento e Educação.

Alckmin, por sua vez, lidera uma ala no PSDB que deve exigir o licenciamento de tucanos que venham a integrar uma gestão Temer.

O presidente do partido, senador Aécio Neves (MG), ainda não se manifestou sobre o assunto. O PSDB só deve definir a questão em reunião no próximo dia 3. Serra, Alckmin e Aécio ambicionam a candidatura do partido na eleição presidencial de 2018.

FIM DE SEMANA

Temer passou o fim de semana dando continuidade à série de encontros que tem realizado com políticos e economistas que o aconselham na montagem de seu eventual governo.

Mais cedo neste domingo, ele recebeu, por mais de seis horas, o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf.

O empresário disse que o vice se mostrou contrário ao aumento de impostos, mas evitou firmar compromissos até que ocorra a votação do impeachment no Senado.

Segundo Skaf, Temer “ouviu atentamente” as propostas da Fiesp, que incluem a realização de um ajuste fiscal sem que haja aumento de impostos -o que, para ele, esfriaria ainda mais a economia.

No sábado (23), o vice esteve com o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles e o ex-ministro do governo Dilma Gilberto Kassab, presidente do PSD.

Como Meirelles é filiado à sigla, Kassab foi chamado para acompanhar as conversas. O senador Romero Jucá (RR), presidente do PMDB, também esteve presente.

Folha de S. Paulo


Nuevo “escrache” a vicepresidente Michel Temer en Brasilia

El denominado grupo Levante Popular de la Juventud realizó el sábado una nueva protesta contra el el vicepresidente Michel Temer frente al Palacio de Jaburu, la residencia oficial de la Vicepresidencia de Brasil, en la que lo acusó de golpista y conspirar contra la democracia.

El grupo había realizado una protesta similar el jueves, ante la residencia particular de Temer en el barrio de Alto Pinheiros, en la ciudad de Sao Paulo.

“Al lado de (el diputado) Eduardo Cunha, procesado en el STF (Supremo Tribunal Federal), y de sectores financieros y económicos del país, Temer es protagonista del desplazamiento de una presidente que no cometió ningún delito de responsabilidad fiscal y no carga ninguna denuncia de corrupción”, dijo el movimiento en una nota.

Agregó que “no aceptaremos un gobierno ilegítimo, conquistado por golpistas. Para nosotros, este momento de la coyuntura política brasileña, nuestra joven democracia está amenazada, una Presidente legítimamente electa por más de 54 millones de personas y que no es acusada de ningún delito, sea de corrupción o de responsabilidad fiscal, está corriendo el riesgo de ser desplazada en un golpe orquestado por estos traidores de la patria, como Temer, Cunha y otros”.

“Estamos en lucha y continuaremos en las calles para denunciar este golpe”, dijo el grupo, que participó del acto junto al MST, el Movimiento de los Trabajadores Rurales Sin Tierra.

El Levante Popular de la Juventud está activo desde 2012, cuando comenzó a “escrachar” toruradores de la última dictadura militar.

Entre sus últimas acciones se encuentran el lanzamiento de una lluvia de papeles con formato de billetes de dólares hacia Eduardo Cunha y de purpirina rosa al diputado de ultraderecha Jair Bolsonaro, defensor de la tortura, declarado homofóbico y favorable al uso de armas por particulares.

Brasil 247


Senado elege nesta segunda comissão do impeachment

O plenário do Senado elege, a partir das 14h desta segunda-feira (25), os 21 membros titulares e 21 suplentes da comissão especial que analisará as acusações contra a presidente Dilma Rousseffno processo de impeachment.

Nos últimos dias, os partidos indicaram nomes para compor o colegiado, de acordo com o tamanho das bancadas (veja ao final desta reportagem cada um dos indicados). O PMDB, por ter mais senadores, terá 5 integrantes. Os blocos do PSDB e do PT terão 4 cada um.

A eleição ocorre, porém, em meio à polêmica sobre quem deverá assumir a relatoria. O PMDB indicou o senador Raimundo Lira (PMDB-PB), para a presidência da comissão — nome que foi bem aceito por oposição e governo. Mas o PSDB, que integra o segundo maior bloco do Senado, quer indicar o senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) para a relatoria.

O tucano ficaria responsável por elaborar parecer pela admissibilidade ou não do processo. Se for instaurado o procedimento de impeachment, Dilma terá que se afastar da Presidência por 180 dias. Também cabe ao relator elaborar parecer final sobre o mérito das acusações, recomendando ou não a cassação do mandato.

Desde que a indicação de Anastasia foi anunciada pela liderança do PSDB, petistas vieram a público criticar a escolha. Para o senador Jorge Viana (PT-AC), a relatoria não pode ficar nem com PT nem com PSDB.

“O pior caminho é o PSDB bater o pé e o Aécio Neves indicar a relatoria. O ideal é que tivéssemos alguém que fosse de outra força política. Que não fosse do PT nem do PSDB. Queremos um colega senador ou senadora que tenha isenção”, afirmou Jorge Viana.

Mas o líder do PSDB no senado, Cássio Cunha Lima (PB), insiste que a relatoria fique com o partido e defende que Anastasia atuará com “equilíbrio”.

“Não compete ao PT opinar sobre isso [indicação de Anastasia] Vamos submeter a voto. Existe um entendimento de que será respeitada a proporcionalidade. E nesse critério cabe ao PMDB a presidência e ao PSDB a relatoria. Mais uma vez o que o PT tentará fazer é impedir as investigações e obstruir o processo”, disse, na semana passada.

Instalação
A expectativa é de que a instalação da comissão especial, com eleição do presidente e relator, ocorra ainda na segunda. A partir desse momento, o relator terá dez dias úteis para elaborar um parecer pela admissibilidade ou não do processo de impeachment. O relatório é votado na comissão e depois submetido ao plenário. A oposição quer concluir a votação no plenário entre os dias 11 e 15 de maio.

Para que Dilma seja afastada por até 180 dias, basta o voto da maioria — 41 dos 81 senadores. Se isso ocorrer, inicia-se a fase de coleta de provas, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, assumirá a condução do processo e Dilma terá direito de apresentar defesa. Para cassar o mandato da presidente, o quórum exigido é maior — dois terços, ou 54 dos 81 senadores.

Veja a lista completa de senadores indicados para a comissão do impeachment:

PMDB (5 vagas)
– Titulares
Raimundo Lira (PB)
Rose de Freitas (ES)
Simone Tebet (MS)
José Maranhão (PB)
Waldemir Moka (MS)
– Suplentes
Hélio José (DF)
Marta Suplicy (SP)
Garibaldi Alves (RN)
João Alberto Souza (MA)
Dário Berger (SC)

Bloco da oposição (PSDB, DEM e PV, 4 vagas)
– Titulares
Aloysio Nunes (PSDB-SP)
Antônio Anastasia (PSDB-MG)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Ronaldo Caiado (DEM-GO)
– Suplentes
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)

Bloco de Apoio ao Governo (PT e PDT, 4 vagas)
– Titulares
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Gleisi Hoffmann (PT-PR)
José Pimentel (PT-CE)
Telmário Mota (PDT-RR)
– Suplentes
Humberto Costa (PT-PE)
Fátima Bezerra (PT-RN)
Acir Gurgacz (PDT-RO)
João Capiberibe (PSB-AP)*
*O PT cedeu uma vaga de suplência ao PSB.

Bloco Moderador (PTB, PR, PSC, PRB e PTC, 2 vagas)
– Titulares
Wellington Fagundes (PR-MT)
Zezé Perrella (PTB-MG)
– Suplentes
Eduardo Amorim (PSC-SE)
Magno Malta (PR-ES)

Bloco Democracia Progressista (PP e PSD, 3 vagas)
– Titulares
José Medeiros (PSD-MT)
Ana Amélia Lemos (PP-RS)
Gladson Cameli (PP-AC)
– Suplentes
Otto Alencar (PSD-BA)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Wilder Moraes (PP-GO)

Bloco socialismo e democracia (PSB, PPS, PC do B e Rede, 3 vagas)
– Titulares
Fernando Bezerra (PSB-PE)
Romário (PSB-RJ)
Vanessa Grazziotin (PC do B-AM)
– Suplentes
Roberto Rocha (PSB-MA)
Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
Cristovam Buarque (PPS-DF)

O Globo


Estudantes protestam contra impeachment de Dilma no centro de São Paulo

Centenas de estudantes reuniram-se, neste final de tarde de sábado (23), no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, para protestar contra o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, que consideram um golpe. O número de manifestantes não foi informado pela Polícia Militar.

O ato foi convocado pela internet. Um dos organizadores é Rafael Reiter, que disse não pertencer a nenhum partido ou movimento social. “Participo de um grupo de universitários, apartidário, nada registrado, onde temos um projeto chamado Plantando Arte. Temos o intuito de fazer conscientização. Nós nos reunimos e montamos o evento e começamos a chamar todo mundo”, disse ele à Agência Brasil.

De acordo com Reiter, a intenção dos manifestantes é permanecer no Vale do Anhangabaú, sem fazer caminhada. Ele dissse que o ato não se encerra e que outras manifestações devem ser marcadas nos próximos dias, principalmente no dia da votação do processo da admissibilidade do processo no Senado.

Os estudantes dançam e cantam “Não vou deixar o golpe acontecer de novo, não” e “não vai ter golpe”. Muitos deles desenharam faixas pretas no rosto, que, segundo Reiter, simbilzam o “luto pela atual situação do país”. Um deles fantasiou-se de Dilma Rousseff, carregando a faixa presidencial. “Eu vou apoiar a Dilma. Calma, calma, burguesia”, cantam eles, em ritmo de marchinhas. Em um momento do ato, eles se deram as mãos, em um círculo, para cantar músicas de apoio à presidenta.

No ato, eles criticam também o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a quem chamam de “ladrão” e “ditador”. “Fora Cunha”, gritam os estudantes. Também houve críticas ao vice-presidente Michel Temer e ao deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), por sua postura na votação da admissibilidade do processo de impeachment, domingo passado (17) na Câmara. Ao votar, o deputado homenageou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi). Ao proclamar o voto, Bolsonaro chamou Brilhante Ustra de “pavor de Dilma Rousseff”.

O protesto no Anhangabaú conta com o apoio e a presença de representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e de outros movimentos estudantis. “Este ato foi convocado por estudantes, pela internet, e a UNE decidiu apoiar o movimento. O ato vocaliza um pouco desse sentimento que está presente na juventude de uma injustiça muito grande que está acontecendo, o impeachment, com a desmoralização do Congresso Nacional no domingo, já que eles não são legítimos para convocar e conduzir o impeachment. Por isso, este impeachment é um golpe”, disse Carina Vitral, presidente da UNE, em entrevista à Agência Brasil.

Embora tenham manifestado, inicialmente, a intenção de permanecerem no Anhangabaú, de lá eles caminharam até a Avenida Paulista, no início da noite, e fizeram parada em frente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde manifestantes de um grupo pró-impeachment estão acampados desde meados de março. O encontro deu-se, porém, de forma pacífica.

Jornal do Brasil