Lava Jato detiene a ex ministro de Lula y Dilma Paulo Bernardo

El ex ministro Paulo Bernardo Silva, dirigente del Partido de los Trabajadores (PT), fue detenido este jueves en una nueva operación de la Policía Federal contra la corrupción asociada a la estatal Petrobras, denominada “Costo Brasil”.

Paulo Bernardo fue ministro de Planificación en el gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva, y ocupó la cartera de Comunicaciones durante la gestión de Dilma Rousseff, suspendida de sus funciones desde el pasado 12 de mayo.

El ex ministro está casado con la senadora del PT Gleisi Hoffmann, quien también fue ministra de Dilma y es una de las más activas figuras de la defensa en el proceso que una comisión del Senado realiza contra la mandataria suspendida.

Tanto Silva como su esposa fueron denunciados en marzo pasado como supuesto beneficiarios de la red de corrupción que operó en la petrolera estatal, pero la justicia aún no se ha pronunciado sobre el asunto.

Según fuentes de la investigación, Silva fue detenido en su domicilio en Brasilia, al tiempo que agentes de la Policía Federal también se dirigían hacia una residencia que la pareja posee en la ciudad de Curitiba, en el sur del país, con el objeto de hacer un allanamiento.

Asimismo, medios locales han confirmado que otros agentes de la Policía Federal se han desplazado hacia la sede de la dirección nacional del PT, situada en la ciudad de Sao Paulo.

La senadora Hoffmann, quien también ha sido salpicada por ese escándalo, viajó esta semana a Montevideo para participar en unas reuniones del Parlamento del Mercosur.

Brasil 247


PT afirma que sempre esteve à disposição das autoridades e que nada tem a esconder

O PT divulgou na tarde de ontem (23) nota sobre a Operação Custo Brasil, deflagrada pela Polícia Federal. A ação, que consiste em um dos desdobramentos da Lava Jato, teve como destaques a prisão do ex-ministro Paulo Bernardo, que foi titular das pastas de Planejamento e Comunicações nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, e na condução coercitiva do ex-ministro da Previdência Social Carlos Gabas, para tomada de depoimentos, além de busca e apreensão de documentos na sede do partido, em São Paulo. No documento, a legenda afirma que sempre esteve à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos e que nada tem a esconder.

O PT também condena a forma como foi realizada a ação e define a busca e apreensão de documentos realizada na sede nacional da legenda como “desnecessária e midiática”. Em relação aos integrantes do partido conduzidos pela PF, o diretório nacional petista ainda afirma que “a respeito das acusações assacadas contra filiados do partido, é preciso que lhes sejam assegurados o amplo direito de defesa e o princípio da presunção de inocência”.

A nota transmite o sentimento expressado nesta quinta-feira por muitos parlamentares petistas que comentaram o caso na Câmara dos Deputados e no Senado. Para um dos mais enfáticos, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), a prisão de Paulo Bernardo consistiu em uma forma de tentar constranger um ex-ministro do governo anterior. De acordo com o senador, a iniciativa está sendo vista pelos parlamentares como uma maneira encontrada pelo governo interino de fazer nova “espetacularização” nas ações da Polícia Federal para tirar o foco das denúncias contra peemedebistas.

“Enganam-se os que acham que o episódio vai enfraquecer os trabalhos da comissão do impeachment, pois cada vez mais tem sido comprovada a ausência de crime por parte da presidenta Dilma Rousseff. E não serão esses tipos de ataque que vão constranger e atrapalhar a atuação dos petistas na defesa da presidenta”, disse Lindbergh.

Empresa de tecnologia

No total, foram expedidos 65 mandados judiciais entre prisões, tomadas de depoimentos e buscas e apreensões de documentos no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Pernambuco, na madrugada de hoje. A ação apura pagamento de propina para funcionários públicos e agentes políticos do Ministério do Planejamento entre 2010 e 2015, em esquema que envolvia contratos do Executivo com uma empresa de tecnologia, a Consist.

A defesa do ex-ministro Paulo Bernardo afirmou que o Ministério do Planejamento se limitou a fazer um acordo de cooperação técnica com a referida empresa e que a questão nem sequer precisou passar pela aprovação do ministro, uma vez que o assunto foi totalmente tratado pela área de Recursos Humanos do ministério. A prisão de Bernardo também foi considerada ilegal pelos seus advogados, que argumentam não existir, no caso, o preenchimento de requisitos legais que a justifiquem.

Já o ex-ministro Carlos Gabas disse que nada tem a ver com a questão e pretende esclarecer tudo. De acordo com Gabas, durante a sua gestão na pasta, o Ministério da Previdência não teve qualquer ligação com a empresa citada na operação.

Conforme a denúncia em apuração, a Consist teria pago propinas após vencer uma licitação para prestar serviços de informática no âmbito de acordo entre o Ministério do Planejamento, a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e o Sindicato das Entidades Abertas de Previdência Privada (Sinapp) para gestão de margem consignável em folha de pagamento dos servidores públicos federais.

O entendimento dos petistas é de que, sempre que surgem novos fatos envolvendo peemedebistas e integrantes de outros partidos como o PSDB e o PSB (citados nos últimos dias em denúncias e fatos tidos como comprometedores, inclusive o presidente da República em exercício, Michel Temer), coincidentemente e de forma estranha, é realizada alguma operação envolvendo nomes do PT, em iniciativas que são apontadas como “seletivas e espetacularizadas”.

Leia a nota na íntegra:

“Nota Oficial do PT

O Partido dos Trabalhadores condena a desnecessária, midiática, busca e apreensão realizada na sede nacional de São Paulo. 

Em meio à sucessão de fatos e denúncias envolvendo políticos e empresários acusados de corrupção, monta-se uma operação diversionista na tentativa renovada de criminalizar o PT.

A respeito das acusações assacadas contra filiados do partido, é preciso que lhes sejam assegurados o amplo direito de defesa e o princípio da presunção de inocência.

O PT, que nada tem a esconder, sempre esteve e está à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos.

São Paulo, 23 de junho de 2016.

Comissão Executiva Nacional do PT”

Rede Brasil Atual


Não há a menor possibilidade de interferência na Lava Jato, reitera Temer

O presidente em exercício, Michel Temer, afirmou nesta quinta-feira, 23, que tem reiterado que “não há a menor possibilidade” de o governo interferir na Operação Lava Jato. “Ao contrário, o que deve haver sempre é o apoio”, afirmou Temer, após participar de cerimônia de entrega de carta credenciais de embaixadores no Planalto.

Temer disse ainda que o apoio dado pelo governo tem que ser apenas “verbal”, pois caso ele colocasse o executivo trabalhando “nesta matéria estaria invadindo uma competência que na verdade é do Judiciário de um lado e do Ministério Público de outro lado, com apoio da Polícia Federal”. “Então, pelo princípio da separação de atividades governamentais, o Executivo não deve participar desta matéria”, afirmou.

Questionado sobre o atraso do calendário do impeachment em mais ou menos uma semana e se isso afetaria o seu governo em exercício, Temer diz que tem trabalhado como presidente definitivo. “A essa altura não está em pauta quem dirige o país, mas o destino do povo brasileiro, que não pode ficar paralisado”, afirmou. Ontem, a Comissão Especial do Impeachment aprovou novo calendário de trabalho e a previsão é que o julgamento final deve acontecer até 26 de agosto.

Temer disse ainda que em apenas “40 dias de presidência” seu governo tem produzido “feitos extraordinários”. “Basta verificar o grande apoio que temos no Congresso Nacional em primeiro lugar”, disse.

O presidente destacou a proposta do teto dos gastos e sua extensão também aos Estados e ressaltou que a negociação das dívidas destes é um “grande acordo federativo”. “Porque afinal nós precisamos garantir a sobrevivência dos Estados”, concluiu.

Temer chegou a dizer que a proposta da dívida dos Estados seria estendida aos municípios, mas depois sua assessoria de imprensa esclareceu que ele não se comprometeu com a proposta.

Istoé


Educadores das Fábricas de Cultura entram em greve e protestam na sede da gestora

Arte-educadores das Fábricas de Cultura administradas pela Organização Social (OS) Poiesis iniciaram ontem (23) greve por tempo indeterminado contra a demissão de trabalhadores, cortes salariais e redução no tempo de atividades desenvolvidas com crianças e jovens nas cinco unidades do programa criado pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB). Neste momento, eles estão realizando uma manifestação na sede da OS, na Luz, região central de São Paulo, e devem ser recebidos nesta tarde pela direção da Poiesis.

“Querem reduzir nosso salário diminuindo a carga horária de trabalho de 80 para 64 horas, reduzir o tempo e o número de atividades – chamadas ateliês. Ontem (22), 12 educadores que participavam da mobilização foram demitidos”, relatou a educadora Ana Sharp, uma das demitidas. As cinco Fábricas – Capão Redondo, Jardim São Luís, Vila Nova Cachoeirinha, Jaçanã e Brasilândia – mantêm oficinas gratuitas como circo, teatro, e dança. Essas atividades têm carga de três horas, mas a entidade quer reduzir para duas horas e meia, segundo os educadores.

Dos demitidos, quatro são da unidade Jardim São Luís, seis do Capão Redondo, um da Vila Nova Cachoeirinha e outro do Jaçanã.

“Eu estou na Fábrica de Cultura do Jardim São Luís desde a abertura, em 2012. Nunca tive reclamação sobre o meu trabalho. Minhas atividades estavam sempre cheias. Fui demitida sem nenhuma justificativa que não seja ter participado da mobilização”, disse Ana.

Segundo ela, desde o início do ano, os educadores estão tentando diálogo com a Poiesis para saber como ficaria o regime de trabalho e funcionamento das cinco Fábricas de Cultura, já que no meio do ano haveria uma nova licitação. “Infelizmente, sabemos que no sistema de gestão por OS a cada nova licitação aumenta a precarização do serviço, corta-se verbas. A Poiesis sempre negou. Até que no dia 20 deste mês mudaram o discurso e anunciaram as mudanças”, explicou Ana.

No final de maio, os aprendizes da unidade Capão Redondo ocuparam a Fábrica. Além dos problemas estruturais, os jovens reclamam do autoritarismo do coordenador da unidade. Segundo os ocupantes, a gestora proibiu os educadores de realizar as atividades e determinou o fechamento da biblioteca. Mesmo assim, os aprendizes vêm realizando várias atividades do cronograma da unidade, inclusive a abertura da biblioteca para a comunidade. O rapper Mano Brown, do grupo Racionais MCs, participou de um bate-papo e fez um pequeno show no local.

“A Poiesis está fazendo terrorismo contra a comunidade, ligando para as famílias dos aprendizes e dizendo que está havendo depredação, que os educadores estão fazendo a cabeça dos jovens. O que queremos é evitar que o programa seja sucateado e o atendimento a essas comunidades perca qualidade e variedade de atividades”, ressaltou Ana.

A Poesis não retornou atendeu à reportagem. Além das Fábricas de Cultura, a entidade administra 15 Oficinas Culturais do governo estadual e os espaços culturais Casa das Rosas e Museu Casa Guilherme de Almeida. A OS tem como diretor executivo o fundador do PSDB e ex-ministro da Casa Civil do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Clóvis de Barros Carvalho.

Rede Brasil Atual