El mandatario interino de Brasil busca además reducir el presupuesto del grupo Empresa Brasileña de Comunicaciones (EBC).

El presidente interino de Brasil, Michel Temer, ordenó el cierre de la estatal TV Brasil, y además presentará ante el Congreso un proyecto de ley para reducir el presupuesto del grupo Empresa Brasileña de Comunicaciones (EBC).

EBC es el grupo estatal responsable de la administración de TV Brasil nacional e internacional, de NBR TV (otro canal de TV estatal federal), las emisoras de radio estatales y la agencia de noticias brasileña.

El anuncio se conoció luego de que el Supremo Tribunal Federal (STF) cancelara la solicitud de Temer para la destitución del presidente de la EBC, Ricardo Melo, quien fue nombrado por la presidenta brasileña, Dilma Rousseff, como la máxima autoridad del grupo, para un período de cuatro años.

Según revelan medios locales, la medida de cierre de TV Brasil es producto de la frustración del mandatario interino al no lograr sacar a Melo de la presidencia del EBC.

Asimismo, aseguran que se trata de un intento desesperado de hacer callar cualquier voz discordante sobre su Gobierno.

En el proyecto también se estipula diluir el Consejo de la EBC, compuesto por 22 miembros independientes, acción con la que se prevé busca mayor facilidad para manipular políticamente lo que resta de la EBC, sin que le sea necesario depender de la aprobación de un consejo curador, compuesto por miembros de la sociedad civil.

Publicado en Telesur

Michel Temer vai fechar TV Brasil

O presidente interino Michel Temer enviará ao Congresso nos próximos dias um projeto de lei reduzindo a atuação e os custos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Na prática, a proposta é fechar a TV Brasil,responsável hoje por metade dos custos da companhia. A informação é da Folha de S.Paulo.

Temer tem pressa de rever a lei da EBC, criada em 2007 pelo ex-presidente Lula para fortalecer o sistema público de comunicação, já que o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) pode julgar a qualquer momento a liminar que permitiu a Ricardo Melo voltar ao comando da empresa, depois de ter sido trocado pelo presidente interino.

A ideia é extinguir a TV Brasil e manter as demais linhas de negócios, como a agência de notícias, produção independente de conteúdo, monitoramento de mídia, o portal, entre outras.

À Folha, a presidente do conselho da EBC, Rita Freire, disse que as mudanças pretendidas por Temer não se justificam e que o caráter público da emissora se revela em programas como o Estação Plural, ligados à diversidade sexual, e o Caminhos da Reportagem, conteúdos que não se veem em redes privadas. “O que a EBC precisa é desvinculação da Presidência da República”, afirmou Freire.

Publicado en JB

Projeto de Temer para fechar TV Brasil fortalece monopólio da mídia

A abordagem da matéria do jornal dos Frias mostra o jogo duplo da Folha, que alardeia as delações contra Temer, para posar de isenta junto à população, enquanto tenta reduzir a um simples jogo de interesses os ataques à tv Brasil. Não é de se estranhar visto que a própria Folha defende o fechamento da EBC desde que ela foi criada.

Na opinião de jornalistas que atuam pelo direito à comunicação, a intenção do presidente golpista Temer, levado à essa condição com a apoio da imprensa empresarial, é destruir uma experiência de 8 anos voltada para a construção, de maneira inédita no Brasil, de uma prática de comunicação balizada pelo interesse público.
“É a luta pela comunicação pautada pelo interesse público com uma programação que se distingue da programação da comunicação comercial privada, que está voltada para os interesses comerciais e para a venda de anúncio”, afirmou Renata Mielli, coordenadora do Fórum Nacional pela
Democratização da Comunicação em reportagem para o Portal Vermelho, no início de junho.
No artigo “Valor da comunicação pública é maior que os interesses do governo da vez”, publicado nesta quinta-feira (16) no portal do FNDC, o jornalista Lalo Leal reforça que existem outras formas de fazer rádio e televisão diferentes daquelas que vendem produtos ou arrecadam dinheiro para as igrejas.
Lalo lembrou que a EBC surgiu para completar o tripé de modelos de radiodifusão no Brasil, dominada pelos modelos privado e estatal. “O privado é o dominante há décadas, o estatal sobrevive com a Voz do Brasil no rádio e a TV NBR e o público, de caráter nacional, começa a ser construído com a EBC que administra hoje duas emissoras de televisão, oito de rádio, duas agências de notícias e uma prestadora de serviços externos”, explicou.
Renata declarou que o agravamento da crise política e econômica no Brasil desviou o foco de alguns progressos obtidos pela tv pública.
“O seu formato (EBC) é uma iniciativa que está em construção. Existem críticas em relação à abordagem de temas que carecem mais de diálogo com o movimento social e de se distanciar mais da grade da comunicação privada, mas isso é um processo de construção política. A EBC só tem oito anos”, lembrou Renata.
“Na TV Brasil, por exemplo, os programas infantis hoje banidos das emissoras comerciais alcançam as maiores audiências”, lembrou Lalo. Ele destacou ainda na grade da TV Brasil o programa de samba, único na tv aberta brasileira e o espaço para o debate sobre concessões das emissoras, a presença do negro na televisão, a ditadura da imagem da mulher e ainda sobre a onda de intolerância, que estimula a violação aos direitos humanos alimentada pelos programas de tv policialescos.
“Coube à TV Brasil, recentemente, colocar no ar o primeiro programa LGBT da televisão brasileira, mostrando com seriedade e respeito um mundo excluído e ridicularizado em outras emissoras. Personagens da vida pública, com algum compromisso com as lutas sociais mais amplas, só encontram espaço nos programas de entrevistas e nos telejornais da TV Brasil”, enfatizou Lalo.
Publicado en Vermelho