Se trata del tercer ministro que debe salir del gobierno por estar citado en denuncias de corrupción con dinero público. Henrique Alves (PMDB) fue citado en la delación premiada del ex presidente de Transpetro, Sergio Machado, y este jueves decidió renunciar al Ministerio de Turismo para no crear desgaste a la gestión interina de su copartidario Michel Temer. Antes de Alves, salieron del gabinete Romero Jucá (Planificación) y Fabiano Silveira (Transparencia), tras la divulgación de audios en los cuales ambos criticaban la operación Lava Jato, que investiga desvíos en la estatal Petrobras.

Tras ser citado en la delación premiada del ex presidente de Transpetro, Sergio Machado, el ministro de Turismo, Henrique Alves (PMDB) renunció a su cargo la tarde de este jueves (16), informó el Palacio de Planalto.

A comienzos de este mes, el Fiscal General de la República, Rodrigo Janot, denunció ante el Supremo Tribunal Federal, STF, que Alves había intermediado y obtenido beneficios de una operación entre la estatal Petrobras y la constructora OAS.

En una delación divulgada el miércoles (15) -y aceptada como válida por el STF- el ex presidente de la subidiaria de Petrobras, Transpetro, dijo que había transferido al hoy ex ministro más de un millón y medio de reales en sobornos entre 2008 y 2014.

Alves, copartidario de Temer, dijo a colaboradores que salía del gabinete para no afectar al gobierno interino. Con éste, ya son tres los ministros de Temer que han debido salir de sus cargos bajo acusaciones o sospechas de estar incursos en hechos de corrupción.

Los posibles sustitutos de Alves cuyos nombres circulan en Brasilia son el ex presidente del ente federal de Turismo Embratur, Vinicius Lummertz, y el ex ministro de Turismo Vinicius Lages, ambos del PMDB.

Brasil 24/7


Machado aponta Temer e outros 20 políticos em propinas da Transpetro

Em sua delação premiada na Lava Jato, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado listou os nomes de 20 políticos que teriam recebido propinas no esquema de corrupção na subsidiária da Petrobrás e também o presidente em exercício Michel Temer (PMDB) que, segundo o delator, teria pedido a ele recursos ilícitos para a campanha de Gabriel Chalita (à época no PMDB) à Prefeitura de São Paulo em 2012.

Segundo o delator, todos os políticos citados por ele “sabiam” do funcionamento do esquema de corrupção capitaneado por ele na estatal e “embora a palavra propina não fosse dita, esses políticos sabiam, ao procurarem o depoente, não obteriam dele doação com recursos do próprio, enquanto pessoa física, nem da Transpetro, e sim de empresas que tinham relacionamento contratual com a Transpetro”. Ainda segundo Machado, nenhuma das doações solicitada por ele às empresas era lícita.

De acordo com Machado, empreiteiras que mantinham contrato com a estatal realizavam pagamentos mensais de propinas para políticos, parte por meio de entrega de dinheiro vivo e parte por meio de doações oficiais como forma de garantir os contratos com a estatal que era área de influência do PMDB. O delator assumiu a presidência da estatal em 2003, por indicação do presidente do Senado Renan Calheiros, dos senadores Jader Barbalho, Romero Jucá e Edison Lobão e do ex-presidente José Sarney, todos da cúpula do PMDB e que foram beneficiados com propinas do esquema .

Ele admitiu ainda que administrava a estatal visando “extrair o máximo possível de eficiência das empresas contratadas pela estatal, tanto em qualidade quanto em preço” e que outros políticos, além dos responsáveis por sua indicação ao cargo, também se beneficiaram do esquema criminoso.

“O depoente também repassou propina, via doação oficial, para os seguintes: Cândido Vaccarezza (PT), Jandira Feghali (PC do B), Luis Sérgio (PT), Edson Santos (PT), Francisco Dornelles (PP), Henrique Eduardo Alves (PMDB), Ideli Salvatti (PT); Jorge Bittar (PT), Garibaldi Alves (PMDB), Valter Alves, José Agripino Maia (DEM), Felipe Maia (DEM), Sergio Guerra (PSDB, morto em 2014), Heráclito Fortes (PSB), Valdir Raupp (PMDB); que Michel Temer pediu ao depoente que obtivesse doações oficiais para Gabriel Chalita, então candidato a prefeito de São Paulo”.

Em delação premiada, Sérgio Machado envolveu diretamente o presidente em exercício Michel Temer (PMDB) e outros 20 políticos em propinas da estatal. O delator revelou uma suposta operação de captação de recursos ilícitos, envolvendo Temer e o senador Valdir Raupp (PMDB-RR), para abastecer, em 2012, a campanha do então candidato Gabriel Chalita (PMDB) para a Prefeitura de São Paulo.

“O contexto da conversa deixava claro que o que Michel Temer estava ajustando com o depoente era que este solicitasse recursos ilícitos das empresas que tinham contratos com a Transpetro na forma de doação oficial para a campanha de Chalita”, revelou Machado à Procuradoria-Geral da República.

De acordo com o delator, Michel Temer lhe disse que estava com problema no financiamento da candidatura do Gabriel Chalita e perguntou se ele poderia ajudar.

“O depoente disse que faria um repasse através de uma doação oficial no valor de R$ 1,5 milhão.”

O delator apontou o nome de uma empreiteira que teria feito repasse. “Ambos acertaram o valor, que ficou em R$ 1,5 milhão; que a empresa que fez a doação – no valor ajustado – foi a Queiroz Galvão.”

COM A PALAVRA, MICHEL TEMER

Em toda vida pública, o presidente em exercício Michel Temer sempre respeitou os limites legais para buscar recursos para campanhas eleitorais. Jamais permitiu arrecadação fora dos ditames da lei, seja para si, para o partido e, muito menos, para outros candidatos que apoiou em disputas. É absolutamente inverídica a versão de que teria solicitado recursos ilícitos ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado – pessoa com quem mantinha relacionamento apenas formal e sem nenhuma proximidade.

COM A PALAVRA, GABRIEL CHALITA

O ex-deputado e ex-secretário municipal de Educação de São Paulo Gabriel Chalita (PDT) divulgou nota afirmando que não pediu recursos ou qualquer tipo de auxílio ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado para sua campanha à Prefeitura paulistana em 2012, época em que era filiado ao PMDB. “Esclareço, ainda, que todos os recursos recebidos na minha campanha foram legais, fiscalizados e aprovados pelo Tribunal Regional Eleitoral”, escreveu Chalita.

COM A PALAVRA, A QUEIROZ GALVÃO

A Queiroz Galvão informa que não comenta investigações em andamento. A Queiroz Galvão informa ainda que as doações eleitorais obedecem a legislação.

Estadao


TEMER DICE QUE NO PODRÍA PRESIDIR BRASIL SI HUBIERA DELINQUIDO

El presidente interino Michel Temer calificó el jueves como “irresponsable, mentirosa y delictiva” la acusación de uno de los delatores de la Operación Lava Jato que lo implicó en actos ilícitos.

“No vamos a tolerar afirmaciones de esa naturaleza”, declaró en un discurso en TV, en el que negó de las acusaciones de Sergio Machado, ex presidente de la empresa estatal Transpetro, quien afirmó que en 2012 Temer le pidió dinero procedente de la corrupción para financiar la campaña electoral de un candidato de su partido en Sao Paulo.

El contenido de la delación de Machado causó un sismo político en Brasil, al acusar, además del presidente interino, a más de 20 políticos, entre ellos el presidente del Senado, Renan Calheiros, el ex candidato presidencial Aécio Neves y el ex mandatario José Sarney.

En un discurso de siete minutos en el Palacio del Planalto, Temer dijo también que hablaba con “palabras indignadas” y aseguró que si hubiere cometido ese “delito irresponsable” no tendría condiciones de gobernar.

Machado acusó al presidente interino de combinar con él un aporte de 1,5 millones de reales a la campaña de Gabriel Chalita para la alcaldía de Sao Paulo.

“Alguien que hubiera cometido ese delito irresponsable que el ciudadano Machado apuntó no tendría ni condiciones de presidir el país”, dijo Temer.

“Nada impedirá que continuemos trabajando por el pueblo brasileño. No vamos a tolerar afirmaciones de esta naturaleza”, concluyó.

Brasil 24/7