Brasil: policía militar reprime marcha en contra del presidente interino Michel Temer

Polícia atira bombas em manifestação do MTST na Avenida Paulista

Ao todo, oito pessoas foram presas. Depois, ato contra cultura de estupro foi iniciado também na avenida.

A Polícia Militar atirou bombas durante o protesto de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) que ocuparam o prédio da Presidência da República em São Paulo, na Avenida Paulista, na tarde desta quarta-feira (1º). Segundo os manifestantes, o ato é contra o governo do presidente em exercício, Michel Temer (PMDB). Depois do ato, um protesto que já havia sido convocado contra a cultura do estupro foi iniciado na avenida.

Ao todo, oito pessoas foram detidas, entre eles uma mulher. A confusão começou por volta de 16h30 na esquina da Avenida Paulista com a Rua Haddock Lobo, quando a polícia foi prender um manifestante. O homem, que faz parte do MTST, foi abordado após soltar rojões.

Outros manifestantes foram atrás para tentar evitar a detenção. Houve tumulto e a polícia usou bombas de gás e spray de pimenta para dispersar a multidão. Uma guarita móvel da PM foi derrubada. “Os manifestantes não atenderam às ordens policiais e reagiram. Foram detidas seis pessoas por dano, desacato e periclitação da vida”, disse a Secretaria da Segurança Pública (SSP) em nota. Depois, durante ato contra estupros, outras duas pessoas foram detidas por desacato, segundo reportagem da Globo News. Além dos detidos, a PM também apreendeu uma mochila com rojões.

Em nota, o MTST disse que a “Polícia Militar do estado de São Paulo reprime com violência ocupação realizada agora a pouco pela Frente Povo Sem Medo e o MTST no escritório regional da Presidência da República”.

Ocupação

O ato começou pacífico. O grupo estava com bandeiras vermelhas e prometia acampar em frente ao edifício da Presidência, que fica na esquina com a Rua Augusta. Lá também funciona uma agência do Banco do Brasil. A fachada foi pichada.

O G1 procurou a assessoria de imprensa da Presidência, mas não obteve retorno.

Segundo Guilherme Boulos, coordenador do MTST, a ocupação não tem prazo para ser encerrada. “Ocupamos o escritório da Presidência da República, o prédio, por tempo indeterminado até que o governo recue nesse corte irresponsável”, disse.

Ele afirma esperar que a mobilização tenha o mesmo direito que tem sido dado aos manifestantes que ocupam a calçada em frente ao prédio da Fiesp, também na Paulista, há mais de 70 dias.

“Seria uma hiprocrisia sem tamanho a policia querer nos tirar daqui. Ha três meses tem gente acampada na Fiesp, nas mesmas calçadas da Avenida Paulista, sendo tratadas com filé mignon e selfie”, afirmou.

Na Marcha, o MTST estima mais de 7 mil pessoas. No acampamento, entretanto, ainda não há número definido. Eles pretendem fazer um esquema de revezamento para manter a ocupação. A Polícia Militar não informou número de manifestantes.

Globo