El bloque regional tiene un sistema de presidencias rotativas, y a Nicolás Maduro le corresponde asumir como representante de Venezuela en la cumbre agendada para el 12 de julio, en Montevideo.

El presidente Michel Temer y su canciller José Serra han avisado la cancillería uruguaya que no comparecerán a la ceremonia, y los gobiernos de Argentina y Paraguay presionaron para postergar el encuentro, pero el gobierno de Tabaré Vazquez se resiste a cambiar la fecha.

La reunión está pautada en medio de una fuerte presión diplomática regional sobre el gobierno de Maduro, que se niega a que durante este año se celebre un referéndum en el cual la población podría revocar su mandato. La semana pasada, en Brasilia, Serra dijo respecto de Venezuela que “un país que tiene presos políticos no puede ser considerado democrático”.

El presidente interino Michel Temer y el canciller José Serra informaron al gobierno de Uruguay que no comparecerán el mes próximo a la cumbre de presidentes del Mercosur que se celebrará en Montevideo.

Según informó este viernes Folha de S. Paulo, Temer y Serra no están dispuestos a participar de la ceremonia de asunción de Nicolás Maduro como presidente rotativo del bloque regional; según los estatutos del Mercosur, la presidencia la ejercen los países miembros en períodos alternados de seis meses.

Los gobiernos del argentino Mauricio Macri y del paraguayo Horacio Cartes también se muestran reacios a participar de la ceremonia de asunción de Maduro como presidente pro-tempore del bloque sureño, al que Venezuela ingresó como miembro pleno en 2012. “Los tres países (Brasil, Argentina y Paraguay) intentaron postergar el encuentro, pero el presidente de Uruguay, Tabaré Vázquez, se resiste”, informó Folha este viernes (24).

La puja diplomática coincide con una fuerte presión regional sobre el gobierno de Maduro, que se niega a que durante este año se celebre un referéndum en el cual la población podría revocar su mandato. El secretario general de la Organización de Estados Americanos, Luis Almagro, dijo el jueves en Washington en su informe sobre Venezuela, que en ese país el orden constitucional está roto, que la separación de poderes no existe y que la crisis humanitaria requiere de la cooperación de la comunidad internacional. “Ustedes decidirán sobre los presos políticos en Venezuela”, dijo a los representantes de los estados miembros.

Brasil quiere que Venezuela se manifieste en relación a su oferta de ayuda humanitaria en forma de donación de fármacos para la población venezolana. El gobierno de Maduro se resiste a aceptar la ayuda humanitaria en forma de fármacos, aduciendo que se trataría de una injerencia en asuntos internos del país, que vive una grave crisis sanitaria, según organizaciones no gubernamentales.

Recientemente, el líder opositor venezolano Henrique Capriles dijo en Brasilia que “sería inaceptable” que el mandatario de su país  “asuma la presidencia del Mercosur”. Capriles, quien se reunió con el canciller brasileño Serra, aludió así a que Venezuela está a cargo de la presidencia rotativa de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) y que en el segundo semestre de este año también asumirá esa posición en el bloque Mercosur.

Según el también gobernador del estado venezolano de Miranda, en ambos bloques suramericanos “hay cláusulas democráticas” y “ha llegado la hora de defenderlas”. Serra dijo en tanto, respecto a Venezuela, que “un país que tiene presos políticos no puede ser considerado democrático”.


Educadores das Fábricas de Cultura entram em greve e protestam na sede da gestora

Arte-educadores das Fábricas de Cultura administradas pela Organização Social (OS) Poiesis iniciaram ontem (23) greve por tempo indeterminado contra a demissão de trabalhadores, cortes salariais e redução no tempo de atividades desenvolvidas com crianças e jovens nas cinco unidades do programa criado pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB). Neste momento, eles estão realizando uma manifestação na sede da OS, na Luz, região central de São Paulo, e devem ser recebidos nesta tarde pela direção da Poiesis.

“Querem reduzir nosso salário diminuindo a carga horária de trabalho de 80 para 64 horas, reduzir o tempo e o número de atividades – chamadas ateliês. Ontem (22), 12 educadores que participavam da mobilização foram demitidos”, relatou a educadora Ana Sharp, uma das demitidas. As cinco Fábricas – Capão Redondo, Jardim São Luís, Vila Nova Cachoeirinha, Jaçanã e Brasilândia – mantêm oficinas gratuitas como circo, teatro, e dança. Essas atividades têm carga de três horas, mas a entidade quer reduzir para duas horas e meia, segundo os educadores.

Dos demitidos, quatro são da unidade Jardim São Luís, seis do Capão Redondo, um da Vila Nova Cachoeirinha e outro do Jaçanã.

“Eu estou na Fábrica de Cultura do Jardim São Luís desde a abertura, em 2012. Nunca tive reclamação sobre o meu trabalho. Minhas atividades estavam sempre cheias. Fui demitida sem nenhuma justificativa que não seja ter participado da mobilização”, disse Ana.

Segundo ela, desde o início do ano, os educadores estão tentando diálogo com a Poiesis para saber como ficaria o regime de trabalho e funcionamento das cinco Fábricas de Cultura, já que no meio do ano haveria uma nova licitação. “Infelizmente, sabemos que no sistema de gestão por OS a cada nova licitação aumenta a precarização do serviço, corta-se verbas. A Poiesis sempre negou. Até que no dia 20 deste mês mudaram o discurso e anunciaram as mudanças”, explicou Ana.

No final de maio, os aprendizes da unidade Capão Redondo ocuparam a Fábrica. Além dos problemas estruturais, os jovens reclamam do autoritarismo do coordenador da unidade. Segundo os ocupantes, a gestora proibiu os educadores de realizar as atividades e determinou o fechamento da biblioteca. Mesmo assim, os aprendizes vêm realizando várias atividades do cronograma da unidade, inclusive a abertura da biblioteca para a comunidade. O rapper Mano Brown, do grupo Racionais MCs, participou de um bate-papo e fez um pequeno show no local.

“A Poiesis está fazendo terrorismo contra a comunidade, ligando para as famílias dos aprendizes e dizendo que está havendo depredação, que os educadores estão fazendo a cabeça dos jovens. O que queremos é evitar que o programa seja sucateado e o atendimento a essas comunidades perca qualidade e variedade de atividades”, ressaltou Ana.

A Poesis não retornou atendeu à reportagem. Além das Fábricas de Cultura, a entidade administra 15 Oficinas Culturais do governo estadual e os espaços culturais Casa das Rosas e Museu Casa Guilherme de Almeida. A OS tem como diretor executivo o fundador do PSDB e ex-ministro da Casa Civil do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Clóvis de Barros Carvalho.

Rede Brasil Atual