MAIA E ROSSO DISPUTARÃO 2º TURNO DA CÂMARA

A disputa pela presidência da Câmara Federal será decidida pelos deputados Rodrigo Maia (DEM) e Rogério Rosso (PSD); Maia obteve 120 votos enquanto Rosso foi votado por 106 deputados e irão ao segundo turno, que ocorrerá ainda hoje; 13 candidatos disputaram a sucessão do ex-presidente Eduardo Cunha (PMDB), que renunciou ao cargo na semana passada.

Para ser eleito em primeiro turno, o candidato mais votado teria de obter metade mais um do total de votos (maioria absoluta), observado o quórum mínimo de 257 votantes. No segundo escrutínio, será eleito o que obtiver maioria simples. Em ambos os casos, os votos em branco serão contados para efeito de quórum. No caso de empate, prevalecerá o candidato com maior número de legislaturas. Se ambos tiverem o mesmo número de mandatos, prevalecerá o mais idoso.

Abaixo o quantitativo de votos de cada candidato:

Carlos Henrique Gaguim (PTN-TO) – 13

Carlos Manato (SD-ES) – 10

Cristiane Brasil (PTB-RJ) – 13

Esperidião Amin (PP-SC) – 36

Evair Vieira de Melo (PV-ES) – 5

Fábio Ramalho (PMDB-MG) – 18

Giacobo (PR-PR) – 59

Luiza Erundina (Psol-SP) – 22

Marcelo Castro (PMDB-PI) – 70

Miro Teixeira (Rede-RJ) – 6

Orlando Silva (PCdoB-SP) – 16

Rogério Rosso (PSD-DF) – 106

Rodrigo Maia (DEM-RJ) – 120

Brasil 24/7


Temer diz que escolha de Castro mostra que governo não vai interferir na Câmara

O presidente interino Michel Temer disse nesta terça-feira (12) que a escolha do deputado Marcelo Castro (PI) como candidato único do PMDB na eleição à presidência da Câmara dos Deputados é uma demonstração de que não vai se envolver na disputa.

“É uma demonstração de que nós não entramos na questão da Câmara”, afirmou Temer, após ser perguntado se iria apoiar a candidatura de Castro. Temer deu a declaração depois de um almoço com parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária.

Depois de mais de uma hora de reunião a portas fechadas, o PMDB escolheu o deputado e ex-ministro da Saúde do governo de Dilma Rousseff, Marcelo Castro, para ser o candidato único do partido na eleição à presidência da Câmara.

Antes do almoço com a Frente Parlamentar, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, afirmou que a indicação do PMDB é “demonstração inequívoca de que o governo não está se envolvendo no processo” de eleição na Casa.

“O processo está em andamento. Minha expectativa continua sendo a de que possamos ter ao fim um número menor de candidatos. Se não, todos disputam e no segundo turno vamos ver quem é o presidente da Câmara”, acrescentou Geddel, responsável pela articulação política do Palácio do Planalto com o Congresso.

“Preferíamos e se pudéssemos influir era para que houvesse um entendimento global na base. Se não há, qualquer movimento nosso pode ser interpretado como preferência por A ou B e aí sim causar racha”, destacou o ministro.

Mais cedo, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que “o governo trabalha com a ideia da base ter um candidato único” para a presidência da Câmara dos Deputados.

“Nós estamos trabalhando para que se tenha um sócandidato. É possível construir [candidatura única]. Não tem por que nós criarmos a possibilidade de ter qualquer arranhão na base. Nós temos o projeto de um novo Brasil e esse novo Brasil passa por a gente ter condições de ter na Câmara a base que nós temos hoje. Não podemos correr riscos”, disse o ministro.

“Queremos a unidade da base, portanto, na eleição, não podemos ter divisão. Queremos que tenha unidade. Se não for possível, pelo menos que, logo que encerre a votação, se tenha selada a unidade da base independentemente do resultado. O governo não tem predileto e também não tem vedação a ninguém”, acrescentou Padilha.

O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, afirmou que “o governo torce até o final para que se chegue a uma redução do número de candidatos”. Geddel, que é responsável pela articulação política do Palácio do Planalto com o Congresso, não acredita que mais de um candidato à presidência da Câmara vai trazer um racha na base. “Isso se supera. O problema seria se houvesse uma intervenção do governo. Acho que alguém poderia se queixar”, disse Geddel.

Câmara define regras e horário para eleição de novo presidente da Casa

O presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), marcou para as 16 horas da próxima quarta-feira (13) a eleição para a Presidência da Casa. Maranhão e os integrantes da Mesa Diretora assinaram nesta segunda-feira (11) o ato com os detalhes que deverão ser respeitados na escolha do sucessor.

O parlamentar a ser eleito cumprirá, até fevereiro de 2017, o mandato do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou na última quinta-feira (7) à Presidência da Casa.

Conforme o ato divulgado há pouco, serão admitidas candidaturas oriundas de qualquer bancada representada na Câmara e também candidaturas individuais. A ordem em que os nomes dos candidatos aparecerão na urna eletrônica será sorteada às 13 horas da quarta-feira. Cada candidato terá 10 minutos para fazer um discurso no Plenário apresentando as suas propostas.

Se nenhum deputado obtiver a maioria dos votos da Câmara (257) no primeiro turno, o segundo turno entre os dois mais bem votados acontecerá uma hora depois do encerramento da primeira votação, e cada candidato terá novamente 10 minutos para falar.

Em caso de empate, será eleito o candidato mais idoso dentre os de maior número de legislaturas na Casa.

Jornal Do Brasil