Michel Temer não vai à cerimônia de encerramento da Rio 2016

Após ser vaiado durante sua rápida participação na cerimônia de abertura da Olímpiada, o presidente interino Michel Temer não deve comparecer no encerramento dos Jogos Olímpicos Rio 2016, na semana que vem. A solenidade terá a presença do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e da nova prefeita de Tóquio, Yuriko Koike, pois a cidade japonesa vai sediar a próxima edição da Olimpíada.

Interlocutores de Temer dizem que ele tomou a decisão depois de consultar o Ministério das Relações Exteriores sobre a participação dos chefes de Estado locais nas últimas cerimônias que encerraram os jogos, em Londres (2012), Pequim (2008) e Atenas (2004). Em resposta, o Itamaraty informou que não é praxe dos presidentes dos países comparecerem ao encerramento e apenas da abertura.

Na última sexta-feira (12), em entrevista a jornalistas, o presidente interino disse que “deveria ir” à cerimônia. Para representá-lo, Temer deve convidar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O evento está marcado para domingo (21), às 19h15, no Maracanã. Apesar de não comparecer ao estádio, o presidente interino poderá ter um encontro bilateral com o primeiro-ministro japonês durante a rápida passagem de Abe pelo Brasil.

EBC


Trabalhadores vão às ruas em todo o país nesta terça contra retirada de direitos

As oito centrais sindicais que representam os trabalhadores no país realizam hoje (16) atos nas capitais contra a perda de direitos trabalhistas e previdenciários, pretendidos pelo governo interino de Michel Temer e pelas bancadas conservadoras do Congresso Nacional. A mobilização será em frente às sedes das principais entidades patronais do país.

Em São Paulo, a concentração será às 10h, na porta da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro, a concentração também será às 10h, no Boulevard Olímpico da Praça Mauá. Em Salvador, o ato começará às 9h, em frente à sede da Federação das Indústrias da Bahia (confira agenda completa abaixo).

“A luta contra a perda de direitos trabalhistas e previdenciários faz parte de uma agenda comum em que as centrais sindicais estão trabalhando juntas”, afirmou hoje (15) o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio à Rádio Brasil Atual. “As mobilizações de amanhã visam justamente a construir um posicionamento unitário contra a redução de direitos. As centrais e os movimentos são favoráveis ao aperfeiçoamento da lei, a uma melhoria das condições gerais da legislação, mas nunca à redução, à retirada de direitos. Elas estão atuando juntas para poder avançar e conquistar esses direitos.”

Segundo Clemente, a unidade surge “para fazer o enfrentamento de uma agenda que será bastante difícil”. Entre os projetos que estão na mira do governo e do Congresso estão a reforma da Previdência, em que se cogita a adoção de uma idade mínima de 70 anos, a terceirização ilimitada e a prevalência do negociado sobre o legislado, o que ameaça os direitos previstos na CLT, e também o fim da política de valorização do salário mínimo.

As centrais que participam da mobilização de amanhã são CUT, CTB, CSP, CGTB, Força Sindical, Intersindical, NCST e UGT. Além das mobilizações nas sedes de entidades patronais, haverá paralisações nos locais de trabalho como bancos e fábricas – de uma, duas horas ou a manhã inteira.

“Os empresários financiaram o golpe de Estado e agora estão cobrando a conta. Acham que nós é que vamos pagar. Estão enganados. Esse pato não é nosso”, disse o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas.

Segundo Freitas, o Dia Nacional de Mobilização é um alerta ao governo e aos empresários. “Vamos resistir, vamos lutar para impedir o aumento da exploração e a retirada de direitos. A mobilização do dia 16 é um dos passos dessa resistência rumo a uma greve geral.”

Para ele, não é possível aceitar qualquer retrocesso nos direitos sociais. Uma das principais ameaças do momento é a tentativa de implantar o negociado sob o legislado. Neste caso, as relações entre empregado e patrão ditam as regras que ficarão acima dos direitos garantidos pela CLT.

“Não é porque os sindicatos têm medo de negociação ou são acomodados com a legislação. É porque o empresário brasileiro não avança para ter uma relação de igual para igual, muito pelo contrário. O que acontece hoje é uma campanha mundial contra os sindicatos”, argumentou Freitas.

“Aceitamos o negociado sob o legislado, desde que seja negociado com o trabalhador mais do que está na CLT. Aceitamos desde que seja uma proposta melhor para o trabalhador, nada mais do que isso”, alertou o presidente da CUT.

Manifestações pelo país

Alagoas
8h – Casa das Indústrias de Alagoas

Bahia
9h – Em frente à Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) com todas as centrais

Mato Grosso
17h – Ato na Praça Ipiranga, centro de Cuiabá

Mato Grosso do Sul
9h – Paralisação e ato em Campo Grande.
13h – Audiência Pública na Assembleia Legislativa

Pará
8h – Concentração com café da manhã na Escadinha (Próximo à Estação das Docas).
9h – Caminhada pela Avenida Presidente Vargas, fazendo paradas em frente a bancos e agência dos correios. Termina com um ato em frente à agência do INSS de Nazaré.

Paraíba
15h – Parque Solon de Lucena, centro João Pessoa

Pernambuco
8h – Ato da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do estado (Fetape) na Secretaria de Agricultura
17h – Ato com a Frente Povo Sem Medo e Conlutas na Praça da Independência, centro do Recife

Piauí
Ato será no dia 23, às 8h, na Praça do Marques

Rio de Janeiro
10h – Bancários vão lançar a campanha salarial e a CUT vai se incorporar na atividade, no Boulevard Olímpico, praça Mauá

Rondônia
Plenária das Mulheres Cutistas do estado em Ji-Paraná

Rio Grande de Sul
7h – Ato estadual unificado em defesa da CLT e da Justiça do Trabalho e contra a Reforma da Previdência, em frente à Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), na Avenida Assis Brasil, zona norte de Porto Alegre

Sergipe
Ato antecipado para esta segunda-feira (15) por conta da visita do ministro interino da Saúde, em frente ao Hospital Universitário. Com CTB e Conlutas

Santa Catarina
13h – Ato em frente à Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Florianópolis, com todas as centrais

São Paulo
10h – Ato em frente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista

Rede Brasil Atual