Los conceptos vertidos en esta sección no reflejan necesariamente la línea editorial de Nodal. Consideramos importante que se conozcan porque contribuyen a tener una visión integral de la región.

As mensagens de Temer

Ainda que o pronunciamento feito ontem pelo presidente Michel Temer na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas contraste com hesitações e recuos de sua curta administração, é inequívoco que ele disse o que a comunidade internacional precisava ouvir a respeito do Brasil. O mandatário brasileiro não se omitiu nem mesmo em relação ao recente processo de impeachment que o levou ao poder, de forma indireta e questionada até mesmo no Exterior, como demonstraram os representantes de seis delegações latino-americanas (Equador, Costa Rica, Bolívia, Venezuela, Cuba e Nicarágua) que se recusaram a ouvi-lo. Temer justificou-se: “O Brasil acaba de atravessar processo longo e complexo, regrado e conduzido pelo Congresso Nacional e pela Suprema Corte brasileira, que culminou em um impedimento. Tudo transcorreu, devo ressaltar, dentro do mais absoluto respeito constitucional”.

Depois de reafirmar os compromissos do Brasil com a democracia, com os direitos humanos, com o uso de energia nuclear apenas para fins pacíficos, com o diálogo diplomático na solução de conflitos, com a solidariedade aos refugiados e migrantes — pontos em comum com seus antecessores —, o presidente abordou o grande desafio de seu governo: “Nossa tarefa, agora, é retomar o crescimento econômico e restituir aos trabalhadores brasileiros milhões de empregos perdidos”. Reafirmou que o caminho a seguir será o da responsabilidade fiscal e social, com parcerias em investimentos, em comércio, em ciência e tecnologia, para o que convidou países de todos os continentes.

Foi, sem dúvida, um bom discurso, objetivo e centrado em pontos essenciais, sem críticas vazias nem projetos mirabolantes.

Mas os brasileiros esperam de seu governo mais do que palavras bem colocadas. Esperam ações firmes e imediatas contra a crise e favoráveis ao desenvolvimento.

Zero Hora