Múltiples protestas de gremios y organizaciones sociales contra las reformas laborales de Temer

Demonstrators march holding a banner that reads in Portuguese "Temer Out," during a protest organized by the workers roofless movement, against Brazil's acting President Michel Temer, and in support of Brazil's suspended President Dilma Rousseff, in Sao Paulo, Brazil, Thursday, May 12, 2016. In his first words to Brazilians as acting president, the former vice president promised to beef up the fight against corruption, and in particular said he will support the sweeping investigation into a mammoth kickback scheme at state oil company Petrobras. Temer himself has been implicated by witnesses in the probe, though he has not been charged. (AP Photo/Andre Penner)

No AP, centrais sindicais fazem protestos contra reformas de Temer

Manifestantes realizam ato na tarde desta quinta-feira (29) no Centro de Macapá, contra propostas em discussão pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB). A manifestação faz parte da agenda nacional de paralisação e mobilização das categorias.

O ato foi convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Amapá contra perda de direitos trabalhistas e a reforma da Previdência. A manifestação conta com apoio dos movimentos Conlutas, Levante Popular e RUA, além de outras centrais sindicais, estudantes de escolas públicas e Sindicato dos Servidores Públicos do Amapá (Sinsepeap).

De acordo com os organizadores, cerca de 1,5 mil pessoas estiveram presentes. A Polícia Militar fez estimativa de 500 manifestantes. O ato iniciou na Veiga Cabral por volta das 17h e percorreu as ruas do centro comercial.

Para a secretaria geral da CUT Amapá, Ivanéia Alves, o ato é em detrimento as possíveis alterações na legislação que tramitam no Senado Federal, entre elas a PEC 241, que cria um novo regime fiscal e congela os gastos públicos em 20 anos, a PL 257, que permite o arrocho salarial dos servidores públicos, a redução drástica dos concursos e a privatização de empresas estatais, e a PL 2567, que vai por um fim na exclusividade da Petrobrás na produção do pré-sal.

“O ato faz parte de uma agenda nacional de mobiliazção contra as reformas do governo Temer que ataca diretamente os diretos da classe trabalhadora (…) Como é o caso da PEC 241 que prevê o congelamento do orçamento, por 20 anos, e que vai ingessar principalmente os serviços públicos como saúde e educação. Isso é um ataque frontal a classe trabalhadora”, disse.

O presidente do Sinsepeap, Aroldo Rabelo, informou que a categoria de professores participou do protesto como forma de incluir os problemas enfrentados pela educação estadual, como o fim do contrato dos vigilantes, que resultou em invasões em escolas públicas. Outras pautas seriam a falta de merenda e a deficiência no transporte escolar.

“O Sinsepeap participa do ato que é uma pauta nacional nessas reformas políticas, no ensino médio, previdência, reforma administrativa. E também pautamos o arrocho do governo estadual que não consegue dá o mínimo de segurança para os profissionais de educação e para aquele que estuda. Não há merenda escolar, o transporte está deficitário, a demissão dos vigilantes, falta de atualização de salários dos serventes, merendeiros e profissionais da educação. Tirou os vigilantes, não colocou nova segurança, e professores e alunos sofrem violências toda semana, porque a escola é invadida.

O manifesto percorreu as ruas Cândido Mendes e São José e a Avenida Feliciano Coelho. Ao fim do percurso, o grupo se concentrou na Praça Veiga Cabral, onde iniciou o ato.

O Globo


No Paraná, 30 mil metalúrgicos protestam contra cortes de direitos trabalhistas

Contra a retirada de direitos trabalhistas, pela democracia e pela construção de uma greve geral, cerca de 30 mil metalúrgicos cruzam os braços nesta quita-feira (29), no Paraná. A estimativa é da imprensa da Força Sindical, Central que congrega os sindicatos dos trabalhadores do ramo no estado.

A paralisação começou nas trocas de turno da madrugada de hoje e se mantém durante todo o dia. Ela ocorre em Curitiba e Região Metropolitana, Paranaguá, Cascavel, Maringá, Londrina, Guarapuava, Pato Branco e Irati, em pelo menos 14 fábricas espalhadas pelo Paraná. Na capital paranaense e na Região Metropolitana, trabalhadores da Volvo, Volkswagen, Renault, CNH, Bosch, WHB, Brafer, Aker Solutions, Trox, Perkins e Ibratec participam da mobilização.

Com o mote “Cortar Direitos Não Gera Emprego! Retomada da Economia Já!”, a ação é articulada nacionalmente e paralisa cerca de 600 mil trabalhadores. O movimento é organizado pelas Confederações, Federações e cerca de 500 Sindicatos de metalúrgicos do Brasil, ligados à Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas).

“Com essas paralisações, os trabalhadores mostram seu descontentamento com as propostas do governo que cortam direitos trabalhistas e sociais com a desculpa de que essas medidas acabarão com a crise”, explica o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Sérgio Butka.

Para o sindicalista, a retirada de direitos não é solução para os problemas econômicos, e sim a redução de juros, impostos mais baixos e fortalecimento da renda e do crédito para os trabalhadores. “Essas ações é que irão tirar o Brasil do buraco”, garante Butka.

Segundo a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), a paralisação nacional acontece em pelo menos 15 estados do país.

BrasildeFato


Mais de 50 atos contra Michel Temer acontecem entre quinta e sábado

Contra as medidas do presidente Michel Temer (PMDB), 52 manifestações acontecem em todo o país entre esta quinta-feira (29) e sábado (1º). Entre as principais pautas estão as reformas do ensino e da Previdência.

Entre as ações que acontecem nestes três dias estão debates sobre o ensino e questões trabalhistas e paralisações de vias públicas, greves e atividades culturais.

Para acompanhar todos os atos contra as medidas do presidente não eleito, a página Eventos Fora Temer monitora diariamente manifestações agendadas.

BrasildeFato