Vea el mapa con los resultados de la segunda vuelta de las elecciones municipales – Haga click aquí


Crivella eleito no Rio: a vitória política da Universal

O senador Marcelo Crivella (PRB) foi eleito prefeito do Rio de Janeiro com 59,37% dos votos válidos, contra 40,63% de Marcelo Freixo (PSOL). O “não voto” (abstenções, brancos e nulos) somou 46,92% do eleitorado carioca. Crivella recebeu 1,7 milhão de votos, numa eleição em que mais de 2 milhões de eleitores optaram por se abster ou apertar branco ou nulo na urna eletrônica. Ele o primeiro prefeito do partido da Igreja Universal do Reino de Deus a vencer numa capital brasileira.

A estratégia eleitoral da igreja foi esboçado pelo bispo Edir Macedo, tio de Crivella, em livro publicado em 2008, quando defendeu um “projeto de nação” para os evangélicos e a defesa do engajamento dos fiéis na conquista de espaço no terreno político nacional.

O líder da universal lançou naquele ano o livro “Plano de Poder”, obra obra que servia ainda como capítulo ideológico à parte do estatuto do PRB, partido criado por lideranças da Universal em 2005, com o apoio do então presidente Lula e seu vice, José Alencar, primeiro presidente de honra da legenda.

Enquanto o estatuto do PRB apresentado à Justiça Eleitoral se concentrava em questões pragmáticas – como determinar o repasse de 5% a 10% do salário de filiados da legenda ao ocupar cargos públicos (comissionados ou eletivos) -, o texto de Macedo se apresentou como um testamento político para o alicerce de uma militância político-partidária vocacionada “para que o plano de Deus se realize” sem “pudor de mexer com a política”.

Macedo afirmava que “tudo é uma questão de engajamento, consenso e mobilização dos evangélicos” para viabilizar candidatos alinhados com a Universal. “Nunca, em nenhum tempo da história do evangelho no Brasil, foi tão oportuno como agora chamá-los de forma incisiva a participar da política nacional”, defendeu o bispo.

Neste domingo 30, o senador e bispo licenciado da Universal Marcelo Crivella conseguiu o feito de se eleger prefeito do Rio de Janeiro e, com isso, concretizou parcialmente o projeto político de sua igreja.

Polêmicas

No decorrer da campanha, Crivella assumiu uma postura moderada. Evitou se apresentar como representante da Universal. A estratégia foi importante para acessar o eleitorado de outras correntes religiosas, como o catolicismo, e para fugir de polêmicas.

O prefeito eleito não conseguiu, porém, evitá-las, como a divulgação pelo jornal O Globo de trechos de seu livro “Evangelizando a África”, em que atacou a homossexualidade e chamou o catolicismo de “doutrina diabólica”.

A resposta de Crivella a cada crise foi uma bem elaborada estratégia de marketing que o apresentava como um homem falho, não imune aos erros, mas que havia mudado de pensamento e defendia “o Rio sem preconceito”.

A cientista política Isabel Veloso acredita que Crivella deve governar moderadamente para ampliar o espectro de eleitoral da Universal e evitar a rejeição ao PRB, cuja meta é colocar na Presidência da República um líder religioso. “O objetivo da Igreja Universal é muito maior do que alcançar a prefeitura do Rio de Janeiro”, avalia.

De acordo com Isabel, que desenvolve doutorado sobre o avanço evangélico na política pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a Universal mudou de estratégia para eleger Crivella. A igreja utilizava a estrutura partidária do PRB até essas eleições com foco no Legislativo, em apoios a candidaturas de vereador e deputados. “Essa estrutura se concentrou nesse ano em Crivella”.

A campanha aberta também ficou de lado para evitar processos, como ocorreu em 2014, quando a Justiça Eleitoral notificou a Universal após circular pela internet um vídeo no qual um pastor pedia em um templo votos para Crivella, então candidato a governador.

A pregação direta foi substituída por campanhas de orações. “Uma coisa que vi na pesquisa de campo foi uma oração antes da eleição pela política, pelos candidatos (evangélicos)”, relata. “Isso ocorre de forma bem sutil”.

A militância discreta, conforme dados trabalhados por pela doutoranda da UERJ e pesquisadora da FGV-Rio, ajudou o PRB a crescer 33,64% em número de vereadores em todo o País, de 1.207 em 2012 para 1.613 em 2016. “Houve um crescimento de 66% em número de votos do PRB para prefeito e 69% para o cargo de vereadores”, contabiliza.

Onda liberal

Para o estudioso das raízes políticas e religiosas na economia Valter Duarte Ferreira Filho, professor de ciência política da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da UERJ, a pregação crescente de uma menor participação do Estado na vida das pessoas nos últimos anos potencializou a ascensão política de candidatos evangélicos.

Segundo ele, o viés liberal ampliado pela crise econômica experimentada desde 2014 tornou mais eficiente o “corpo a corpo” das igrejas com os eleitores. “No Brasil se tem uma pressão para quebrar a presença governamental em todos os níveis, quebrar a proteção social”, diz. “Essa ausência do governo dá margem para esses empreendimentos comunitários de arrebentamentos coletivos, que oferecem a proteção que o governo não dá, com uma sensação de acolhimento”.

Ferreira Filho aponta a fragilidade do discurso da esquerda no Rio como outro vórtice da transformação do “arrebatamento” religioso em votos, restaurando uma versão do “voto de cabresto”. “Está faltando à esquerda do Rio uma teoria. O que se tem agora são alguns apelos morais, que não estão vingando por causa das acusações morais aos petistas”, avalia. “O PT prejudicou toda a esquerda no Brasil”.

A rejeição à esquerda, representada por Freixo, favoreceu Crivella quando este decidiu adotar o estilo Moreira Franco de recusar participar de debates na reta final da campanha, emenda o professor da UFRJ e da UERJ. O hoje secretário de Programa de Parceria de Investimentos do governo de Michel Temer se ausentou dos debates na campanha ao governo do Rio em 1987.

Ao perceber que venceria a disputa, Franco evitou os debates para não ser atacado e, com isso, ver sua imagem arranhada. Venceu a eleição. “O Moreira tinha perdido para o Brizola em 1982. Ele saiu, então, do PSD que apoiava a ditadura e foi para o PMDB. Ganhou com 48% dos votos”, recorda.

Carta Capital


PSDB conquistou 14 prefeituras no 2º turno; PT perdeu nas 7 cidades que disputou

O segundo turno das eleições municipais mostrou crescimento do PSDB e queda do PT na conquista de prefeituras.

O desempenho petista no segundo turno confirmou a tendência de queda que já havia sido apontada no primeiro turno. O partido não elegeu nenhum dos sete candidatos com os quais disputou ontem (30). Na região do ABC, onde nasceu o partido, nenhum dos dois candidatos conseguiram vitória.

No Recife, única capital em que disputou a prefeitura no segundo turno, o PT viu o atual prefeito Geraldo Júlio (PSB) vencer João Paulo (PT) por uma grande margem de votos, quase 200 mil. Já na gaúcha Santa Maria, a disputa foi apertada: o petista Valdeci Oliveira perdeu para o tucano Pozzobom por apenas 226 votos.

Candidatos petistas também disputaram em Mauá (SP), Anápolis (GO), Juiz de Fora (MG) e Vitória da Conquista (BA).

PSDB

Por outro lado, o maior rival do Partido dos Trabalhadores, o PSDB conseguiu eleger 14 das 19 prefeituras que disputou em segundo turno. Os tucanos concorreram em oito capitais e venceram em cinco delas: Porto Alegre (RS), Belém (PA), Maceió (AL), Porto Velho (RO) e Manaus (AM).

Além disso, embora tenham sido derrotados em Belo Horizonte (MG), residência eleitoral do presidente do partido, senador Aécio Neves, os tucanos tiveram bom desempenho no ABC paulista. Em São Bernardo do Campo (SP), cidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Orlando Morando (PSDB) ganhou com 59% dos votos válidos.

Em Santo André, Paulo Serra (PSDB) teve 78% dos votos, enquanto o petista Carlos Grana alcançou apenas 21%. Os tucanos levaram ainda Ribeirão Preto, cidade do ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci, com Duarte Nogueira sendo eleito por 56% dos votos válidos.

PMDB

Já o PMDB, maior partido do país, elegeu prefeitos de três das seis capitais que disputou: Goiânia (GO), com Iris Rezende sendo eleito prefeito pela quarta vez; Florianópolis (SC), com Gean Loureiro; e Cuiabá (MT), com Emanuel Pinheiro.

No total, o partido levou oito das 15 cidades que disputou no segundo turno. Em Macapá (AP), residência eleitoral do ex-presidente da República e uma das principais lideranças peemedebistas, José Sarney, o partido perdeu a disputa da prefeitura para a Rede.

Comparação com 2012

Em 2012, quando a ex-presidenta Dilma Rousseff ainda governava, o desempenho do PT nas eleições municipais foi muito superior ao de agora. O partido tinha eleito, naquele ano, 630 prefeitos em primeiro tuno, e levou 21 para o segundo turno. Desses, oito foram eleitos.

Mantendo a tendência de crescimento já apresentada no primeiro turno desta eleição, o PSDB continuou em trajetória ascendente neste segundo turno em relação a 2012. Nas últimas eleições, o partido elegeu 686 prefeitos em primeiro turno e enviou 17 para o segundo turno, tendo eleito oito prefeitos na segunda fase. Este ano, foram eleitos 14 dos 19 candidatos tucanos que disputaram o segundo turno.

Nas eleições municipais passadas (2012), o PMDB elegeu 1.015 em primeiro turno e disputou com 16 candidatos o segundo turno, elegendo mais seis. Agora, o partido disputou o segundo turno com 15 candidatos e conquistou oito prefeituras.

EBC


Brancos, nulos e abstenções voltam a ser maioria nas principais capitais

O percentual de abstenções, votos brancos e nulos em importantes capitais no segundo turno das eleições para prefeito, neste domingo (30), chama a atenção e acende o sinal de alerta para os prefeitos eleitos.

Em Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS) foi eleito com 52,9% dos votos válidos – um total de 627.903 votos. A soma dos brancos, nulos e abstenções chega a 741.872, num total de 1.927.456 eleitores.

Em Porto Alegre, Nelson Marchezan Junior (PSDB) foi eleito com 60,5% dos votos válidos – um total de 402.165 votos. A soma de brancos, nulos e abstenções chega a 433.751, num total de 1.098.517 eleitores.

No Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB) venceu com 59,3% dos votos válidos – 1.700.030 votos. A soma de brancos, nulos e abstenções chega a 2.034.352, num total de 4.898.044 eleitores.

Estado do Rio

Em seis dos oito municípios do Rio de Janeiro onde houve segundo turno, os votos brancos, nulos e abstenções somaram mais eleitores do que os candidatos vitoriosos. A situação ocorreu na capital e em Niterói, São Gonçalo, Belford Roxo, Duque de Caxias e Petrópolis. As exceções foram Volta Redonda e Nova Iguaçu.

Em Niterói, a soma de quem não escolheu nenhum dos candidatos também superou o percentual do vencedor, Rodrigo Neves (PV), que recebeu 58,59% dos votos válidos. A abstenção chegou a 22,31% do total de eleitores, com 18,08% de votos nulos e 4,65% em branco. Assim, os eleitores que não escolheram nenhum candidato somaram 148 mil, enquanto o vencedor Neves recebeu 130 mil votos.

O fenômeno se repetiu em Duque de Caxias, em que mais de 226 mil eleitores não votaram ou votaram branco e nulo e o prefeito eleio Washington Reis (PMDB) teve o apoio de 217.800 eleitores. Em Belford Roxo, a soma da abstenção e dos votos nulos e brancos somou 122 mil pessoas, superando o candidato eleito Waguinho, que venceu com cerca de 117 mil votos.

Em Petrópolis, o vencedor, Bernardo Rossi (PMDB) teve cerca de 79 mil votos, contra 94 mil eleitores que não escolheram nenhum candidato. O segundo maior colégio eleitoral do estado, São Gonçalo, repetiu o resultado, com 272 mil abstenções, brancos e nulos e 221 mil votos para o vencedor, Dr José Luiz Nanci (PPS).

Exceções

Volta Redonda teve o segundo turno com o menor percentual de votos nulos do estado (4,75%) e uma abstenção de 21,96%. Os eleitores que não optaram por nenhum candidato somaram 60 mil, enquanto o candidato venceror, Samuca Silva (PV), recebeu 89 mil votos.

Em Nova Iguaçu, os 238 mil votos dados ao prefeito eleito Rogério Lisboa (PR), também superaram os mais de 211 mil eleitores que se abstiveram, votaram branco ou nulos.

Jornal do Brasil


Veja os resultados das eleições nas 57 cidades com segundo turno

Os resultados do segundo turno já são conhecidos nas 57 cidades do País onde houve votação neste domingo (30). Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), as eleições envolveram cerca de 32,9 milhões de eleitores.

Aqueles que não puderam comparecer às urnas e não justificaram o voto hoje, podem preencher o Requerimento de Justificativa Eleitoral (pós-eleição) e entregá-lo em qualquer cartório eleitoral ou enviá-lo, via postal, ao juiz da zona eleitoral na qual é inscrito em até 60 dias após cada turno de votação, acompanhado da documentação comprobatória da impossibilidade de comparecimento ao pleito.

O prazo para que isso seja feito é até 1º de dezembro, com relação ao primeiro turno, e, até 29 de dezembro de 2016, com relação ao segundo turno.

O TSE registrou mais de 300 ocorrências e mais de 80 prisões durante o período de votação. Na maioria dos casos, a Justiça Eleitoral flagrou cabos eleitorais fazendo propaganda para candidatos, a tradicional “boca de urna”. De acordo com os dados, nenhum candidato foi preso.

Após acompanhar o começo da apuração de votos do segundo turno, o presidente da Corte, Gilmar Mendes, disse que a eleição “transcorreu em clima de paz e normalidade” mesmo nos municípios que precisaram de reforço de segurança, como São Luiz, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Confira os resultados em cada Estado:

Alagoas

Maceió: Rui Palmeira (PSDB)

Amapá

Mácapá: Clécio (Rede)

Amazonas

Manaus: Artur Virgilio Neto (PSDB)

Bahia

Vitória da Conquista: Herzem Gusmão (PMDB)

Ceará

Fortaleza: Roberto Cláudio (PDT)

Caucaia: Naumi Amorim (PMB)

Espírito Santo

Vitória: Luciano (PPS)

Vila Velha: Max Filho (PSDB)

Cariacica: Juninho (PPS)

Serra: Audifax (Rede)

Goiás

Goiânia: Iris Rezende (PMDB)

Anápolis: Roberto do Orion (PTB)

Maranhão

São Luís: Edivaldo Holanda Júnior (PDT)

Mato Grosso

Cuiabá: Emanuel Pinheiro (PMDB)

Mato Grosso do Sul

Campo Grande: Marquinhos Trad (PSD)

Minas Gerais

Belo Horizonte: Kalil (PHS)

Contagem: Alex de Freitas (PSDB)

Montes Claros: Humberto Souto (PPS)

Juiz de Fora: Bruno Siqueira (PMDB)

Pará

Belém: Zenaldo Coutinho (PSDB)

Paraná

Curitiba: Rafael Greca (PMN)

Maringá: Ulisses Maia (PDT)

Ponta Gossa: Marcelo Rangel (PPS)

Pernambuco

Recife: Geraldo Julio (PSB)

Caruaru: Raquel Lyra (PSDB)

Jaboatão: Anderson Ferreira (PR)

Olinda: professor Lupercio (SD)

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro: Marcelo Crivella (PRB)

Volta Redonda: Samuca Silva (PV)

Duque de Caxias: Washington Reis (PMDB)

Petrópolis: Bernardo Rossi (PMDB)

São Gonçalo: José Luiz Nanci (PPS)

Belford Roxo: Waguinho (PMDB)

Niterói: Rodrigo Neves (PV)

Nova Iguaçu: Rogerio Lisboa (PR)

Rio Grande do Sul

Porto Alegre: Nelson Marchezan Junior (PSDB)

Canoas: Busato (PTB)

Caxias do Sul: Daniel Guerra (PRB)

Santa Maria: Pozzobom (PSDB)

Rondônia

Porto Velho: Dr. Hildon (PSDB)

Santa Catarina

Florianópolis: Gean Loureiro (PMDB)

Joinville: Udo Dohler (PMDB)

Blumenau: Napoleão Bernardes (PSDB)

São Paulo

Santo André: Paulo Serra (PSDB)

Bauru: Gazetta (PSD)

Sorocaba: Crespo (DEM)

Diadema: Lauro Michels (PV)

Guarulhos: Guti (PSB)

Ribeirão Preto: Duarte Nogueira (PSDB)

São Bernardo do Campo: Orlando Morando (PSDB)

Mauá: Atila Jacomussi (PSB)

Osasco: Rogério Lins (PTN)

Guarujá: Valter Suman (PSB)

Suzano: Rodrigo Ashiuchi (PR)

Franca: Gilson de Souza (DEM)

Jundiaí: Luiz Fernando Machado (PSDB)

Sergipe

Aracaju: Edvaldo Nogueira (PCdoB)

Pará

Belém: Zenaldo Coutinho (PSDB)

R7