Brasil: lanzan campañas para combatir el odio hacia la comunidad LGBT

Campanhas mobilizam a sociedade contra o ódio aos LGBT´s

O Brasil recebe 5 denuncias de violência homofóbica por dia, mas esses números podem ser muito maiores, como aponta o o terceiro relatório apresentado pelo extinto Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Recentemente, uma mãe matou o seu filho e um jovem foi assaltado e logo depois espancado. O motivo: ambos eram homossexuais.

Para combater tais situações, campanhas foram lançadas para denunciar o preconceito e alertar a sociedade sobre os efeitos das agressões.

“Estamos aqui para viver” mobiliza sociedade para o combate a LGBTfobia na Universidade Federal do Amazonas (Ufam)

Dar um basta à violação de direitos e afirmar a liberdade da manifestação de orientação sexual, identidade de gênero e combate a violência na Universidade Federal do Amazonas (Ufam): este é o objetivo da manifestação “Estamos aqui para viver”. O ato, que vai acontecer nesta quarta-feira, (18), das 9h às 12h no hall do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) da Ufam, contará com representatividades de todas bandeiras relacionadas a identidade de gênero e orientação sexual. Também fazem parte da programação colaborativa um arrastão LGBT no ônibus integração e uma carreata com saída do mini-campus em direção ao ICHL, local escolhido para realização da atividade. Ainda participam performances de Drags, intervenções artísticas, esquetes teatrais, exposição de artes visuais, discotecagem, projeções e oficinas com a temática LGBT.

O caso

A Ufam tem sido território de propagação para discurso do ódio e opressão aos LGBTs. Na semana passada o banheiro do ICHL recebeu uma pichação com a frase “Morte aos Gays”. O estudante de Artes Visuais Walteric Juur fez a denúncia amplamente propagada nas redes sociais sobre o caso de homofobia na universidade. Devido a repercussão na internet o caso chegou na última sexta-feira (13) no Conselho Universitário. Por decisão unânime o conselho lançou uma moção de repúdio. A nota em favor da livre manifestação de orientação sexual e identidade de gênero foi proposta pela professora Patrícia Sampaio, conselheira representante docente do ICHL e integrante do Conselho de Representantes da ADUA (Crad). “Este Conselho se posiciona em defesa intransigente da diversidade sexual e da identidade de gênero e reafirma seu compromisso em defesa dos direitos e da cidadania de todos e todas”, diz trecho da nota.

Embora exista uma ampliação do acesso de LGBTs nas nas universidades o desafio colocado é bem maior, como por exemplo, a formação de servidores e professores, além dos estudantes, para abordar tais questões.

Campanha “disque 100”:

O Grupo Gay da Bahia (GGB) lançou a campanha “Nós, por exemplo”, de reafirmação das identidades LGBT e combate ao ódio. Segundo o presidente do grupo, Marcelo Cerqueira, o projeto é para exaltar a diversidade. “A ideia é colocar gente de verdade na campanha, a prioridade é colocar a cara de ativistas”, afirma.

O material da campanha, que circulará por redes sociais e em publicidade de ônibus, traz o Dsique 100, ligado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, para incentivar denúncia de casos de intolerância. Segundo Cerqueira, o GGB já trabalha em Salvador de modo a encaminhar denúncias recebidas para órgãos de apoio, ajudando também no acompanhamento.

Vermelho