Brasil: un motín en la cárcel de Manaos deja decenas de muertos

Motín en una cárcel de Brasil deja más de 60 muertos

Más de 60 presos murieron en un motín en una prisión de Manaos, en el estado de Amazonas, en el noroeste de Brasil, según las autoridades.

El capellán del Centro Penitenciario Anisio Jobim dijo a medios locales que los disturbios comenzaron el domingo por la tarde, después de una pelea entre bandas rivales.

Según el secretario de Seguridad Pública del Estado, Sergio Fontes, las pandillas que operan dentro y fuera de la cárcel han estado luchando por el control del narcotráfico.

Durante la revuelta, seis cuerpos sin cabeza fueron arrojados sobre la cerca perimetral del penal.

La violencia terminó el lunes, 17 horas después, según la policía, cuando los internos entregaron sus armas y liberaron ilesos a los últimos 12 guardias que habían tomado como rehenes.

Según informes, algunos reclusos escaparon.

Fontes agregó que el enfrentamiento parecía ser un mensaje de la Familia del Norte, una poderosa pandilla local, para sus rivales del Primer Comando de la Capital (PCC), una de las bandas más grandes de Brasil, cuya base está en Sao Paulo, en el sureste.

El funcionario calificó el hecho como “la masacre más grande” jamás cometida en una prisión del estado de Amazonas.

Sobrepoblación

La cárcel Anisio Jobim tiene capacidad para 454 presos, pero se cree que alberga a casi 600. Las últimas cifras disponibles, que datan de octubre, sugieren que había 585 internos.

Brasil tiene la cuarta mayor población carcelaria del mundo.

Hay unos 600.000 presidiarios y la superpoblación es un problema serio.

Las peleas entre bandas rivales a menudo causan decenas de internos asesinados y, a veces, desmembrados.

Los miembros de pandillas detrás de los disturbios frecuentemente provienen de Río de Janeiro y Sao Paulo, y han sido trasladados a prisiones en estados remotos para desarticular a las bandas.

Sin embargo, el número de disturbios en estos estados parece indicar que esta estrategia no ha funcionado según el plan, dicen los corresponsales.

En octubre, al menos 25 prisioneros murieron en una cárcel de Boa Vista, en el estado de Roraima, y ​​siete jóvenes también murieron en un motín en Caruaru, en el estado de Pernambuco.

BBC


Pelo menos 80 pessoas morreram durante a rebelião do Compaj, diz PM

Pelo menos 80 pessoas morreram durante a rebelião de detentos que ainda acontece no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), localizado no Km 8 da BR-174. A informação foi confirmada comandante do Policiamento Especializado (CPE), tenente-coronel Cleitman Rabelo. Até o momento, sete funcionários da Umanizare ainda são mantidos reféns pelos detentos. Há informações de que o ex-policial Moacir Jorge da Costa, o “Moa”, está entre os mortos.

As negociações serão retomadas a partir das 7h desta segunda-feira (2). De acordo com a PM, a água que alimenta o presídio foi cortada e a principal exigência dos presos é que seja mantida a integridade física dos rebelados, que seus processos criminais sejam revistos e que alguns presos do semiaberto voltem ao regime fechado.

Durante toda a madrugada a movimentação em frente ao Compaj foi intensa. Viaturas da polícia e IML estiveram durante toda a noite no local, assim como os familiares.

Em coletiva de imprensa na noite deste domingo, o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, revelou que uma guerra interna entre as facções Família do Norte (FDN) e Primeiro Comando da Capital (PCC) causou o que Fontes chamou de massacre. “Eu digo massacre porque seis mortos pra mim já é um massacre”.  “Tudo indica que foi ataque de uma facção maior contra uma menor, para eliminar a concorrência”, contou.

Buscas por foragidos

De acordo com o secretário, um grande esforço está sendo empreendido na tentativa de recapturar os presos que fugiram. O Exército vai colaborar nas buscas. Serão feitos sobrevoos na mata que fica em torno do Compaj e do Ipat, onde houve fuga em massa no início da tarde, para tentar encontrar os detentos. Equipamentos que identificam focos de calor serão utilizados nas buscas. Até o momento, 20 presos já foram recapturados.

Acrítica


Mortes no Compaj. A tragédia anunciada

A bomba estava armada e explodiu ontem. O resultado é essa tragédia estampada em toda a imprensa: fuga e mortes em presídio do Amazonas.

Como lidar com 1.300 presos somente no Compaj, e outros 5 mil espalhados nas demais unidades prisionais do Amazonas?

É dificil responder

O problema talvez esteja em várias instâncias de poder e na facilidade com que se decreta prisão no País. Prende­se demais, muitas vezes sem culpa provada.

A prisão provisória dura tempo demais, e a cautelar não tem prazo.

O individuo entra em um inferno do qual ou sai morto ou contaminado pelas novas e velhas companhias.

Muitas vezes o preso tem como culpa apenas o fato de ter atrasado a pensão alimentícia. Motivo de prisão? Sim, é o que diz a Lei, mas essa mesma lei não leva em conta a falta de emprego que esse mesmo individuo enfrenta.

Culpa dos legisladores, que olham os problemas sociais pelo avesso.

A solução apontada é a criação de novos presídios, quando a lei é que precisa ser modificada urgentemente.

O que ocorreu ontem no Compaj não é novo e se repetirá. A segregação não é a saída para todos os conflitos, mas a norma é criminalizar, especialmente parcela da população que já vive no inferno das favelas, com fome, sem a proteção do estado, sem emprego e sem futuro.

Ah, mas alguns traficantes foram mortos (e isso é bom…). Mas se mortes ocorrem em ambiente onde há a tutela do Estado, não importa quem morreu. Importa que o Estado, no caso, deixou de cumprir seu papel, de proteger o indivíduo segregado.

Segregar apenas revela o quanto a sociedade é injusta. Continuar como está, menos dramático e mais civilizado é legalizar a pena de morte, que na prática já existe. (RH)

QG DA CRISE

O secretário Sérgio Fontes montou QG no Centro Integrado de Comando e Controle, da Secretaria de Segurança na noite de ontem para acompanhar e prestar esclarecimentos sobre a rebelião e fuga nos presídios de Manaus. As disputas intestinas nos presídios do Complexo Anísio Jobim acontecem periodicamente e embora ocorram ‘vazamentos’ de informações dos comandos criminosos, a Sejus não tem conseguido impedir os acontecimentos.

Portal do Holanda