Brasil en crisis: difunden el audio del escándalo y miles exigen en las calles la renuncia de Temer y elecciones directas

Contexto Nodal
El diario O Globo reveló que, en una grabación, el presidente Michel Temer avaló la compra del silencio del ex jefe de la Cámara de Diputados, Eduardo Cunha, para ocultar la corrupción en Petrobras. Cunha está condenado a 15 años de prisión por su participación en el caso de la petrolera estatal. La oposición pide la renuncia del mandatario y que se convoque a elecciones.

Milhares vão às ruas nesta quinta para pedir renúncia de Temer e Diretas Já!

Segundo levantamento realizado pelo Brasil de Fato, nesta quinta-feira (18) foram realizadas manifestações em 23 estados, exigindo a realização imediata de eleições diretas, além da renúncia também imediata do presidente golpista, Michel Temer (PMDB). As organizações que compõem as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo chamam mobilizações, em todos os estados, desde esta quinta-feira (18) até domingo (21).

Minas Gerais

Em Belo Horizonte, a estimativa é de que mais de 50 mil pessoas, segundo os organizadores, se concentraram na Praça 7. Alexsandra Maranho, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), falou sobre a importância de realizar cada vez mais protestos nas ruas: “Estamos chamando toda a população para também vir para as ruas, porque só assim é que de fato o Temer e a corrupção vão cair no Brasil. Enquanto eles fizerem conchavos, enquanto continuarmos tendo golpe em cima de golpe, não vai haver mudança na estrutura do país”.

Rio de Janeiro

O centro do Rio esteve lotado de manifestantes. Cerca de cem mil pessoas, de acordo com os organizadores, fecharam as duas principais avenidas do centro da cidade. Às 19h, teve início uma marcha em direção à Praça da Cinelândia, palco de protestos históricos como as Diretas Já em 1988.

Cerca de uma hora depois do início da manifestação, a polícia dispersou a multidão com bombas de gás lacrimogêneo.

O líder do MTST desse estado, Vitor Guimarães, disse que não é possível confiar o futuro do país ao Congresso ou mesmo STF: “Não adianta achar que o Rodrigo Maia, que esse Congresso, cheio de corruptos e golpistas, vai poder resolver alguma coisa ou que o Judiciário pode conduzir alguma melhora. O povo tem que decidir o futuro do Brasil!”

Distrito Federal

A defesa da democracia e realização de novas eleições, com participação popular, foram as principais reivindicações dos manifestantes em Brasília. Indígenas, servidores públicos, trabalhadores rurais, artistas, entre outros, marcharam pela Esplanada em direção ao Congresso Nacional.

Alexandre Conceição, dirigente do MST, foi uma das lideranças que se somaram à massa de manifestantes que protestaram na porta do Palácio do Planalto, na capital federal. Conceição foi um dos signatários do pedido de impeachment protocolado conjuntamente por partidos de oposição e pela sociedade civil organizada no final da tarde desta quinta (18).

“O áudio comprova a corrupção deste governo, e comprova aquilo que os movimentos sociais denunciavam, que foi um governo ilegítimo, e que estava tentando implementar uma pauta ilegítima, de retirada de direitos dos trabalhadores. Portanto, agora é rua!”, afirmou Conceição.

Pará

Já a organização do ato em Belém, capital paraense, estima que participaram pelo 5 mil pessoas das manifestações. Mobilizados pelas frentes Povo sem Medo e Frente Brasil Popular, os manifestantes, durante todo o percurso da marcha, conclamaram as palavras de ordem foram “Fora Temer”, “Fora Zenaldo” (atual prefeito de Belém), “Fora Jatene” (governador do Pará), e “Diretas Já!”.

Tata Kinampoji, do movimento negro, disse que as gravações em que Temer pede suborno para calar Eduardo Cunha, “evidenciam que o governo é contra todos os direitos sociais da população brasileira, principalmente do povo negro e das mulheres”.

Rio Grande do Sul

Em Porto Alegre, cerca de 2 mil pessoas participaram do ato convocado na Esquina Democrática. Carlos Musselini, do MST RS, reforçou que o povo brasileiro quer Fora Temer e Diretas Já: “Não vamos aceitar a eleição indireta que o Congresso Nacional, aonde o próprio Cunha, apesar de estar preso, afirma que manipula mais de cem deputados, quer impor. Queremos eleições diretas já, para podermos escolher o nosso novo presidente da República”,

Pernambuco

No Recife, os manifestantes se concentraram na Praça do Derby para marchar pela Avenida Conde da Boa Vista. A estimativa é de que cerca de dez mil pessoas estiveram presentes.

São Paulo

Em São Paulo, mesmo sob chuva, mais de duas mil pessoas protestaram em frente à Secretaria da Presidência, na Avenida Paulista, pedindo o impeachment do presidente Temer.

Brasil de Fato


Ouça áudio da conversa de Temer que foi gravada por delator

Foi liberada na noite desta quinta-feira, 18, a gravação de Joesley Batista, um dos donos da JBS, com o presidente Michel Temer. O conteúdo do encontro seria o pagamento de “mesada” a Eduardo Cunha para mantê-lo calado. O ex-presidente do Congresso Nacional está preso desde outubro de 2016, condenado a mais de 15 anos na Lava Jato.

Joesley Batista encontrou Temer em 7 de março deste ano, no Palácio do Jaburu. Na ocasião, o empresário informou a Temer que pagava “mesada”, além de Cunha, ao doleiro Lúcio Funaro, presos na Lava Jato. Ao ouvir a informação, Temer teria incentivado: “Tem que manter isso, viu?”, em frase que teria sido captada por um gravador escondido no paletó de Joesley.

O Supremo Tribunal Federal (STF) enviou à Presidência da República, no fim da tarde desta quinta-feira, 18, as gravações que integram a delação premiada da JBS. No fim da tarde, o conteúdo também foi liberado para a imprensa.

Liberação da gravação ocorre menos de 24 horas após vir a público a participação do presidente em uma tentativa de obstruir investigações da Lava Jato. Em gravação feita pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, Temer aparece dando aval para a “compra” do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O Povo


Temer no renuncia, y dice no tener miedo de perder el foro privilegiado

El presidente golpista Michel Temer (PMDB) declaró en la tarde de hoy (jueves,18) que no renunciará al cargo de presidente y que no teme perder el foro privilegiado. Su declaración contradice las expectativas de algunos sectores de la prensa, que llegaron a difundir la noticia de que dejaría su cargo.

Luego de difundida la noticia de que el presidente dio su aval para que la empresa frigorífica JBS comprase el silencio del ex presidente de la cámara de Diputados Eduardo Cunha – lo que implica obstrucción de la justicia –, movimientos populares reaccionaron pidiendo elecciones “Directas ya” y convocaron manifestaciones en todo el país para hoy.

A pesar de los vídeos grabados por la Policía Federal, Temer afirmó que “no compró el silencio de nadie” y que “no teme a las delaciones”. Además, calificó las grabaciones como “clandestinas” y exigió que el Supremo Tribunal Federal compruebe los hechos. “Si fueron rápidas las grabaciones, no pueden ser lentas las investigaciones y las aclaraciones”, enfatizó.

Para Temer, esta noticia “trajo de vuelta el fantasma de la crisis política”.

Brasil de Fato


Veja e leia a íntegra do discurso de Michel Temer

O presidente Michel Temer afirmou na tarde desta quinta-feira (18) no Palácio do Planalto que não renunciará. Ele fez um pronunciamento motivado pela delação premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS.

As delações já foram homologadas pelo Supremo Tribunal Federal. Nesta quinta, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente.

Veja a íntegra do discurso acima e leia abaixo:

“Ao cumprimentá-los, eu quero fazer uma declaração à imprensa brasileira. E uma declaração ao país.

E, desde logo, ressalto que só falo agora dos fatos de ontem porque tentei conhecer primeiramente o conteúdo de gravações que me citam. Solicitei, aliás, oficialmente ao Supremo Tribunal Federal acesso a esses documentos.

Mas até o presente momento não o consegui.

Quero deixar muito claro dizendo que meu governo viveu nesta semana seu melhor e seu pior momento. Os indicadores de queda da inflação, os números de retorno do crescimento da economia e os dados de geração de empregos criaram esperança de dias melhores. O otimismo retornava e as reformas avançavam no Congresso Nacional.

Ontem, contudo, a revelação de conversas gravadas clandestinamente trouxe de volta o fantasma de crise política de proporção ainda não dimensionada.

Portanto, todo o imenso esforço de se tirar o país de sua enorme recessão pode se tornar inútil. Nós não podemos jogar no lixo a história tanto trabalho feito em prol do país.

Ouvi realmente o relato de um empresário, que por ter relações com um ex-deputado, auxiliava a família do ex-parlamentar. Não solicitei que isso acontecesse e só tive conhecimento deste fato nesta conversa que tive com este empresário.

Repito e ressalto, em nenhum momento autorizei que pagassem a quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém. Por uma razão singelíssima exata e precisamente porque não tenho relação.

Não preciso de cargo público e nem de foro especial. Nada tenho a esconder. Sempre honrei meu nome, na universidade, na vida pública, na vida profissional, nos meus escritos, nos meus trabalhos.

E nunca autorizei, por isso mesmo, que utilizasse o meu nome indevidamente. Por isso, quero registrar enfaticamente: a investigação pedida pelo Supremo Tribunal Federal será território onde surgirão todas as explicações. E no Supremo, demonstrarei não ter nenhum envolvimento com estes fatos.

Não renunciarei. Repito. Não renunciarei. Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos.

Exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro.

Essa situação de dubiedade ou de dúvida não pode persistir por muito tempo. Se foram rápidas nas gravações clandestinas, não podem tardar nas investigações e na solução respeitantemente a essas investigações.

Tanto esforço e dificuldades superadas, meu único compromisso, meus senhores e minhas senhoras, é com o Brasil. E só este compromisso que me guiará. Muito obrigado e muito boa tarde a todos”.

O Globo


Congresso ja tem 8 pedidos de impeachment contra Temer

As denúncias feitas pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, contra o presidente Michel Temer desencadearam a apresentação de oito pedidos de impeachment para afastar o peemedebista da presidência da República. A delação premiada de Batista foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte, autorizou a abertura de inquérito para investigar Temer.

Os dois primeiros pedidos foram protocolados ainda na noite de ontem (17,) quando foi publicada pelo jornal O Globo a denúncia de que Temer teria dado o aval para o empresário pagar uma mesada ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba, em troca de seu silêncio. Ontem (18), mais seis pedidos foram apresentados, sendo que o último foi assinado por representantes da sociedade civil e entregue com o apoio de todos os líderes de partidos da oposição, além de alguns parlamentares da base aliada. Ao todo, há 12 pedidos de impeachment apresentados contra Temer, sendo que quatro foram ainda em 2016.

O pedido protocolado nesta quinta-feira é assinado pelos professores universitários Beatriz Vargas e Marcelo da Costa Pinto, pela servidora pública Maria Perpétua de Almeida, pelo agricultor Alexandre José da Conceição, pelo advogado Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB, e por Raimundo Luiz Silva Araújo.

O pedido afirma que o presidente cometeu crime de responsabilidade ao tomar ciência dos pagamentos a Cunha, “omitir-se, dar aval e, ainda, ordenar a continuidade de pagamentos de ‘mesada a Eduardo Cunha e Lúcio Funaro’ para que ambos não colaborem com o Poder Judiciário, no âmbito de investigações da Operação Lava Jato, constitui direta oposição ao livre exercício do Poder Judiciário”, diz a peça.

O documento afirma ainda que, ao tomar conhecimento diante dos fatos ilícitos, Temer deveria ter acionado os órgãos competentes para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos. Caberá agora ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aceitar ou não o pedido para dar início a abertura do processo de impeachment do presidente da República. Se for aceito, será criada uma comissão especial da Câmara que irá analisar a admissibilidade do impedimento.

“Queremos que presidente desta Casa dê despacho imediato nesse processo e constitua a comissão especial. Não é possível que o Brasil, que está chocado com todas estas revelações, continue desgovernado. Queremos que Maia abra imediatamente o processo”, disse o líder do PT, Carlos Zaratini (SP).

Mais cedo, o vice-líder do governo na Câmara , Darcísio Perondi (PMDB-RS), disse que os pedidos de abertura de impeachment do presidente Michel Temer “serão todos rejeitados” por Rodrigo Maia e desqualificou o movimento da oposição. “Quem propôs [o impeachment] enterrou o país e agora quer, de novo, propor o impeachment para voltar toda aquela política que destruiu empregos, lojas, sonhos, que piorou o Brasil. É o mesmo pessoal”, disse o deputado.

Eleições diretas

Os deputados da oposição afirmaram ainda que vão obstruir as votações no Congresso enquanto o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), não colocar para deliberação do colegiado uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), que prevê eleições diretas para a Presidência da República, caso o presidente Michel Temer seja cassado ou renuncie ao mandato.

“A sociedade brasileira tem que fazer a sua parte, ocupar as ruas e não admitir, em hipótese nenhuma, a possibilidade de realização de eleições indiretas. Quem tem que escolher o próximo presidente do Brasil é o povo, a eleição tem que ser direta”, afirmou o líder do PDT, Weverton Rocha (MA).

Brasil 247


Sem renúncia de Temer, Freire entrega comando do Ministério da Cultura

O ministro da Cultura, Roberto Freire, presidente do PPS, entregou pessoalmente nesta quinta-feira (18) ao presidente Michel Temer uma carta de demissão do cargo. Ele deixou o Palácio do Planalto por volta das 18h05.

Freire já havia afirmado, por meio de sua assessoria, que deixaria o governo porque o presidente Michel Temer decidiu não renunciar. O Palácio do Planalto também confirmou que ele entregou o cargo.

Em seu primeiro pronunciamento após a revelação, pelo jornal “O Globo”, de que foi gravado pelo dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, dando aval para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o presidente afirmou que não teme delações premiadas e que permanecerá exercendo o mandato.

O PPS ocupava duas cadeiras na Esplanada dos Ministérios. Com o pedido de demissão de Freire, a sigla permanecerá apenas no comando do Ministério da Defesa. Em nota, o ministro Raul Jungmann informou que permanecerá no exercício de suas funções.

Políticos envolvidos na delação da JBS (Foto: Editoria de Arte/G1)

Pronunciamento

Temer fez um pronunciamento motivado pela delação premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS. As delações já foram homologadas pelo Supremo Tribunal Federal. Nesta quinta, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente.

“No Supremo, mostrarei que não tenho nenhum envolvimento com esses fatos. Não renunciarei. Repito: não renunciarei. Sei o que fiz e sei a correção dos meus atos. Exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação de dubiedade e de dúvida não pode persistir por muito tempo”, declarou Temer.

Temer, porém, admitiu que conversou com Batista sobre o pagamento feito a Eduardo Cunha.

“Houve, realmente, o relato de um empresário que, por ter relações com um ex-deputado, auxiliava a família do ex-parlamentar. Não solicitei que isso acontecesse. E somente tive conhecimento desse fato nessa conversa pedida pelo empresário”, disse.

Ele afirmou que nunca autorizou que se pagasse a alguém para ficar calado. “Em nenhum momento autorizei que pagasse a quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém”, declarou.

Temer disse que pediu oficialmente ao Supremo acesso ao conteúdo das delações, mas não conseguiu.

O Globo