Uruguay y Brasil acuerdan abandonar el dólar y utilizar monedas locales para sus transacciones

Las autoridades de los bancos centrales de Uruguay y Brasil llegaron a un acuerdo para que el comercio entre ambos países se realice en moneda local. El acuerdo fue firmado por los presidentes del Banco Central del Uruguay, Alberto Graña, y su par de Brasil, Alexandre Antonio Tombini, durante la XXVIII “Reunión de Presidentes de Bancos Centrales de América del Sur” realizada en Lima, Perú.

Según anunciaron, la integración del Sistema de Pagos en Monedas Locales estará operativa a partir del primero de diciembre. Las autoridades adelantaron que están buscando un acuerdo similar con otros países de la región.

Dentro de la Unión Sudamericana de Naciones (Unasur) ya hay una comisión que estudia una medida al respecto, aunque todavía no se han llegado a acuerdos.

Según un comunicado del BCU, el Sistema de Pagos en Monedas Locales se basa en un acuerdo bilateral mediante el cual las personas físicas y jurídicas residentes pueden realizar pagos y cobros en sus respectivas monedas.

El mismo será optativo y complementario del actual Convenio de Pagos y Créditos Recíprocos de la Aladi (CPCR).

Tanto importador como exportador pagan y cobran en sus respectivas monedas. Los Bancos Centrales no asumen riesgo de crédito significativo con su contraparte (excepto por el margen de contingencia y semanal) ni riesgo de crédito con las entidades financieras.

Este sistema implicará cambio de estándares de comunicación, por lo que el BCU ya informa y trabaja junto a los agentes del mercado para la puesta en funcionamiento del software que se utilizará.

El sistema permitirá realizar pagos de operaciones de comercio de bienes, servicios y gastos relacionados con éstas así como pagos de operaciones de servicios, transferencias unilaterales clasificadas como jubilaciones y pensiones y envío de remesas.

Tiene como finalidades reducir los costos transaccionales, minimizar plazos para el procesamiento de operaciones, facilitar el proceso de inclusión financiera a personas físicas, pequeñas y medianas empresas y mejorar la calidad de los procesos para las que ya participan en estas operativas.

La República

 

Brasil e Uruguai passam a fazer transação em moeda local

Depois da Argentina, as transações comerciais entre o Brasil e o Uruguai poderão ser feitas na moeda local dos dois países. O sistema de pagamento em real e peso uruguaio entrará em operação em dezembro, conforme o Banco Central (BC).

Os testes de informática para a implantação estão sendo concluídos. O convênio para o início das transações foi assinado durante uma reunião dos presidentes de bancos centrais da América do Sul. O encontro foi realizado na sexta-feira passada, em Lima, no Peru.

O Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML), como é chamado, substitui as transações em dólares e deve facilitar o comércio de bens e serviços entre o Brasil e o Uruguai. Pelo convênio, importadores e exportadores brasileiros e uruguaios poderão realizar pagamentos e receber em suas respectivas moedas, dispensando o contrato de câmbio. Também será possível a utilização do sistema para o pagamento de aposentadorias e pensões, além de remessas de pequeno valor.

De acordo com o BC, o mecanismo vai aumentar o nível de acesso dos pequenos e médios agentes e aprofundar o mercado em real e peso uruguaio, com redução de custos das transações. O uso do SML é voluntário.

Sistema deve ser expandido para outros países

O BC brasileiro informou que o sistema com o Uruguai é semelhante ao da Argentina, mas inclui avanços decorrentes da experiência adquirida ao longo dos anos. Entre esses avanços, o BC cita a possibilidade de os agentes brasileiros não apenas exportarem, mas também importarem em reais, e a inclusão de serviços não relacionados ao comércio de bens.

O sistema de pagamentos com a Argentina foi criado em 2008, mas com a crise do país vizinho as operações têm recuado. O sistema deve ser expandido para outros países, como o Paraguai. Outras nações como Rússia, Índia e China já demonstraram interesse em adotar o sistema no comércio bilateral com o Brasil.

Zero Hora