Crisis política en Brasil: Temer autoriza el uso del ejército ante las masivas protestas en su contra

Contexto Nodal
El diario O Globo reveló que, en una grabación, el presidente Michel Temer avaló la compra del silencio del ex jefe de la Cámara de Diputados, Eduardo Cunha, para ocultar la corrupción en Petrobras. Cunha está condenado a 15 años de prisión por su participación en el caso de la petrolera estatal. La oposición pide la renuncia del mandatario y que se convoque a elecciones.

Forças Armadas cercam Planalto; ministro da Defesa anuncia chegada de novas tropas

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, realizou um pronunciamento em que afirma que está sendo realizada “uma ação de garantia da lei e da ordem”, em Brasília (DF), na tarde desta quarta-feira (24). O ministro afirmou que tropas federais encontram-se no Palácio do Planalto e do Itamaraty, e que tropas estarão chegando para assegurar que os prédios dos ministérios sejam mantidos incólumes. O anúncio ocorre em meio aos protestos do “Ocupa Brasília”, que pedem a saída do presidente golpista Michel Temer, eleições diretas para Presidência da República e a retirada das reforma trabalhista e previdenciária da pauta do Congresso.

Uma confusão no plenário da Câmara dos Deputados suspendeu a sessão, logo após o anúncio do ministro. Segundo Jungmann, o pedido pela ação com as Forças Armadas teria partido do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) ao presidente da República, Michel Temer (PMDB). Questionado por deputados da oposição, que estava ausente do plenário, mas que retornou após a confusão, disse negou que havia feita esta solicitação. “Eu quero deixar claro que o meu pedido ao governo foi do apoio da Força Nacional”, afirmou, jogando a responsabilidade para Temer: “A decisão tomada pelo governo certamente tem relação com aquilo que entendeu relevante para garantir a segurança”.

Antes da declaração do ministro, a Polícia Militar (PM) reprimiu com violência o ato do Ocupa Brasília, que reúne 150 mil pessoas na capital federal. Os oficiais tentaram dispersar os manifestantes que marchavam em direção ao Congresso Nacional. Do carro de som, organizadores do protesto afirmam que um senhor que se manifestava levou um tiro de arma letal. Ainda não há informações oficiais sobre o caso.

Em entrevista ao Brasil de Fato, o advogado e membro da Consulta Popular Ricardo Gebrim analisou que “nesta situação política, o [governo] Temer pode querer manter o emprego das Foças Armadas para impedir novas manifestações”. E que esta movimentação por parte do Executivo “é uma péssima sinalização” e que isso “representa uma medida repressiva para tratar manifestações sociais”.

O advogado ainda aponta que o governo busca “se aproveitar de uma situação [específica] para retomar medidas repressivas que podem se expandir para outras cidades, o que é muito perigoso”. O fato específico levantado por Gebrim é o incêndio em frente ao Ministério da Agricultura, o qual ainda não tem informações claras sobre a autoria do ato.

“Temos que observar o uso das Forças Armadas, o que isso significa, se apenas uma área será cercada, se vai ficar de forma permanente”, indica como leitura para o seguimento desta ação.

Edição extraordinária do Diário Oficial da União foi divulgado autorizando o emprego das Forças Armadas.

Brasil de Fato


Polícia reprime ato contra Temer; Governo convoca tropas federais

A Polícia Militar do Distrito Federal reprimiu de forma violenta a marcha que reuniu centrais sindicais e movimentos sociais nesta quarta-feira 25 em Brasília. Os manifestantes pedem a saída do presidente Michel Temer e eleições diretas, além de serem contra as reformas trabalhista e da Previdência que tramitam atualmente no Congresso Nacional.

A PM ou o Corpo de Bombeiros ainda não confirmam números, mas há dezenas de feridos entre os manifestantes, principalmente atingidos por balas de borracha, e seis policiais feridos. De acordo com o portal UOL, há pelo menos um ferido grave, que perdeu parte da mão.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou que o presidente Michel Temer decretou a “ação de garantia da lei e da ordem” na Esplanada dos Ministérios e, com isso, tropas federais passarão a reforçar a segurança na região.

Jungmann fez um pronunciamento por volta das 16h30. “O senhor presidente decretou, por solicitação do senhor presidente da Câmara, a ação de garantia da lei e da ordem e, nesse instante, tropas federais se encontram nos palácios do Planalto e do Itamaraty e logo mais estarão chegando tropas para assegurar que os prédios dos ministérios sejam mantidos incólumes”, anunciou o ministro da Defesa.

Segundo o ministro, a manifestação era pacífica, mas “degringolou na violência, no vandalismo, no desrespeito, na agressão ao patrimônio público e na ameaça às pessoas”.

Incêndio em Ministério

Imagens mostradas pelo canal a cabo GloboNews mostraram um incêndio dentro do prédio do Ministério da Agricultura. O fogo só foi extinto por volta das 16h. Segundo a emissora, todos os ministérios da Esplanada dos Ministérios foram evacuados e há danos também nos ministérios do Turismo, Fazenda, Planejamento e Minas e Energia. Há notícias ainda de uma invasão no Ministério da Cultura, onde manifestantes teriam roubado documentos e computadores e os jogado na rua, e de um novo foco de incêndio no Ministério da Fazenda.

De acordo com a organização do ato, cerca de 800 ônibus com manifestantes de todo o Brasil chegaram a Brasília até a manhã de hoje e o ato se concentrou no Estádio mané Garrincha. Por volta das 11h30 a passeata teve início com o objetivo de chegar ao Congresso e à Praça dos Três Poderes.

Um forte esquema de segurança, porém, impedia o avanço dos manifestantes, que forçaram a passagem já nas proximidades do Congresso, por volta das 13h30. Em retaliação, a polícia usou bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha para conter a multidão. Há forte divergência entre os números, uma vez que a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal fala em 35 mil pessoas e os organizadores do evento falam em 150 mil.

Durante a marcha, líderes sindicais anunciaram no carro de som que nenhum mascarado ia entrar no movimento. “Estamos de olho”, anunciaram e pediam que quem estiver com o rosto coberto que tirasse a máscara. No entanto, imagens veiculadas pelos meios de comunicação e nas redes sociais mostram vários manifestantes com os rostos cobertos e armadas com pedaços de madeira.

Prédios da Esplanada dos Ministérios foram danificados durante o ato. Um manifestante com o rosto coberto pichou “Diretas Já” na fachada do prédio de Minas e Energia. No Ministério da Fazenda, vidros foram quebrados e os servidores, dispensados. Banheiros químicos e grades dispostas ao longo da via também foram derrubados.

Mesmo após dispersar boa parte do ato, por volta das 15h a Polícia continua jogando bomba contra os manifestantes nas vias S1 e N1, nos arredores da Esplanada dos Ministérios. Mesmo assim, novos grupos continuavam a chegar no gramado central da Esplanada.

Congresso Nacional

Parlamentares de partidos da oposição se juntaram à marcha por volta de 13h e subiram em um dos carros de som que cruzava a Esplanada dos Ministérios, mas disseram que só iam discursar quando estiverem na frente do Congresso. No momento de confronto, alguns deles – como os deputados Chico Alencar (Psol-RJ) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e os senador Paulo Paim (PT-RS) – sofreram os efeitos da forte repressão policial ao serem atingidos pelo gás lacrimogênio.

Dentro do Senado, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) anunciou em Plenário que vai formalizar pedido para que a Presidência do Senado solicite da Polícia Militar do Distrito Federal mais respeito no tratamento com os manifestantes. A senadora contou que estava em um carro de som no início desta tarde e presenciou o início dos confrontos entre pessoas presentes à manifestação e os policiais.

“Podíamos ver uns 50, 60 homens mascarados com paus na mãos. Eu falei do caminhão, pedi para que não usassem máscara porque ali só tinha pais e mães de família, só tinha trabalhadores”,  relatou a senadora. Vanessa acredita que essas pessoas foram infiltradas na manifestação para causar confusão e a polícia respondeu imediatamente de forma violenta.

Na Câmara, a sessão deliberativa do plenário foi suspensa e encerrada apósprotesto dos partidos de oposição ao governo que criticavam a ação da policial durante manifestação que ocorre na Esplanada dos Ministérios. Alguns líderes partidários ocuparam a mesa do plenário da Câmara gritando “Diretas Já, o povo quer votar”.

O líder da minoria, deputado José Guimarães (PT-CE), disse que a polícia agrediu inclusive parlamentares que participavam do protesto e pediu o fim da sessão do plenário. “A força bruta não pode substituir a democracia (….) Por isso, eu peço o encerramento da sessão”, declarou.

Na tribuna, o líder do DEM, Efraim Filho (PB), rebateu as críticas e disse que a polícia também foi agredida. Ele pediu que os parlamentares voltassem a trabalhar. Ao ocupar a mesa do plenário, os oposicionistas estenderam uma faixa com a frase “Fora Temer”. O deputado Mauro Pereira (PMDB-RS) arrancou a faixa das mãos dos deputados, o que provocou certo tumulto. Durante a confusão ouviu-se também no plenário gritos de “Lula na cadeia”, em referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente da sessão, deputado André Fufuca (PP-MA), tentou manter o andamento dos trabalhos, mas decidiu suspender e depois encerrar os trabalhos.

Carta Capital


Oposição ocupa Mesa do plenário da Câmara dos Deputados

POR CRISTIANE JUNGBLUT 

BRASÍLIA – O plenário da Câmara foi tomado pela confusão na tarde desta quarta-feira. Parlamentares da oposição ocuparam a Mesa da sessão, com cartazes, faixas e aos gritos de “Fora Temer”. A sessão foi suspensa duas vezes.

Houve empurra-empurra. A deputada Luíza Erundina é uma das mais exaltadas. O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), aliado do governo, tentou arrrancar os cartazes que tapavam o presidente da sessão, André Fufuca. Houve empurra-empurrra. O governo quer votar Medidas Provisórias.

LADO DE FORA

Enquanto isso, do lado de fora, manifestantes e policiais entraram em conflito em protesto que marcava posição contra o governo do presidente Michel Temer e as reformas da Previdência e Trabalhista propostas por ele.

A situação ficou tão tensa que todos os ministérios do governo federal acabaram liberando seus servidores e funcionários após vários prédios serem depredados por manifestantes.

Houve vidros quebrados, pichações e prédios na Esplanada invadidos. O Ministério da Agricultura teve um foco de incêndio que teria sido provocado pelos manifestantes, que colocaram fogo também em placas e pneus no meio das ruas. Próximo ao ministério da Saúde, outro foco de incêndio.

O Globo


Em protesto contra governo, #OcupaBrasília reúne mais de 150 mil pessoas

Mais de 150 mil pessoas se concentram no começo da tarde desta quarta (24) no entorno do estádio Mané Garrincha, na capital federal, na preparação para o início do movimento #OcupaBrasília. Os dados são da Polícia Militar.

Com cerca de mil ônibus vindos de diversas partes do país, os manifestantes se unem numa marcha unificada pela deposição de Michel Temer (PMDB) e pela realização de eleições diretas para presidente.

A ação é organizada pelas centrais sindicais e pelas Frentes Brasil Popular (FBP) e Povo sem Medo. No começo da tarde, os manifestantes iniciaram uma marcha pela Esplanada dos Ministérios rumo ao Congresso Nacional.

“Hoje é um dia decisivo para a classe trabalhadora. Nossos direitos estão ameaçados pelos golpistas e não há o menor respeito à nossa dignidade. Estamos sendo assaltados”, disse Roberto Sousa e Silva, professor da rede pública do Rio Grande do Norte, que veio em caravana para participar do protesto.

A luta popular tem sido impulsionada pelo agravamento da crise que circunda a figura de Michel Temer (PMDB), envolvido em escândalos de corrupção relacionados à empresa JBS, uma das investigadas na operação Lava Jato, da Polícia Federal. Com as denúncias trazidas na semana passada pelos irmãos Batista, proprietários do grupo, os segmentos populares acreditam na derrocada do governo e promovem o “Ocupa Brasília” na expectativa de barrar a tramitação das reformas.

“O governo Temer já acabou, tanto que a própria imprensa golpista jogou ele na lata do lixo, mas agora está tentando dar o golpe dentro do golpe, o que é mais perigoso ainda, porque tende a aprofundar a retirada de direitos da classe trabalhadora. (..) Ele não tem moral nenhum pra aprovar qualquer lei”, considera Alexandre Conceição, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), uma das entidades que integram a FBP.

Diretas Já

No roteiro da crise política, o “Fora, Temer” não é a única bandeira dos oposicionistas, que se mobilizam para evitar a todo custo uma eventual eleição indireta sequencial à vacância do cargo de presidente, o que poderia ocorrer através de renúncia ou deposição. Com isso, o “Ocupa Brasília” reforça o coro pelas “Diretas já”. Para os movimentos, a saída para a crise política passa essencialmente pela escolha popular.

“Eleições indiretas agora não resolvem o problema da crise, da população, das reformas que esse governo está querendo levar adiante. Esse Congresso que faria a eleição é o mais reacionário da história do Brasil, porque está atrelado aos interesses dos grandes grupos econômicos. Por isso, queremos diretas já”, diz o militante do Levante Popular da Juventude, Caio Picareli, que veio de Porto Alegre para participar do ato.

Além de ter Brasília como ponto central da manifestação, os movimentos realizam atos também em outras partes do país nesta quarta-feira (24), na tentativa de dar mais capilaridade ao movimento pela deposição de Temer e por eleições diretas.

Brasil de Fato


Brasil en llamas: evacúan ministerios en protesta contra Temer

Pablo Giuliano, corresponsal.

La renuncia del presidente Michel Temer convocó hoy a más de 80.000 personas según los organizadores en Brasilia, en una protesta que  tuvo una fase violencia, de represión policial contra manifestantes, algunos de los cuales prendieron fuego la sede varios ministerios.

En una jornada de extrema tensión, en la cual Temer intenta mantenerse en el cargo con sus aliados, las protestas marcaron el tono de la agenda del Congreso: la oposición detuvo la sesión al grito de “Fora Temer”.

“Este gobierno se ha terminado, es hora de llamar a elecciones. Y si no quieren llamar a elecciones el pueblo lo registrará. La solución no es que el sucesor sea elegido por el Congreso”, denunció el diputado Alexandre Molón, del centrista Rede, en la reunión de comisión donde la oposición fracasó por el momento en poder anticipar el calendario electoral.

Desde temprano los principales sindicatos del país se congregaron en torno al estadio Mané Garrincha, desde donde salieron las columnas para protestar enfrente del Congreso Nacional, en la gigantesca Explanada de los Ministerios de Brasilia. La policía estimó el público en 35.000.

Algunos manifestantes intentaron quebrar el bloqueo policial frente al congreso, pero los agentes arrojaron gases lacrimógenos, con lo cual capital brasileña se convirtió en un campo de batalla transmitido en vivo por la televisión. Todos los ministerios fueron evacuados luego de que algunos manifestantes prendieran fuego la planta baja de los edificios públicos. Una nube negra salía del Ministerio de Agricultura hasta que el incendio fue apagado por los bomberos.

El presidente Temer sufrió hoy otra baja entre sus colaboradores, el segundo en una semana: renunció su asesor especial Sandro Mabel, del Partido del Movimiento de la Democracia del Brasil. Parte de la fueza del presidente, el PMDB se rebeló contra el mandatario, sobre todo el jefe del bloque de senadores, Renán Calheiros, quien se opone al modelo económico y ofreció u na “salida negociada” al mandatario.

El acuerdo entre cúpulas para un presidente elegido indirectamente en caso de renuncia es tenido en cuenta por el propio Temer, ya que sin fueros su situación ante la justicia se agravaría, tras la investigación que la Corte abrió en su contra por corrupción, luego de haber sigo grabado avalando sobornos por el empresario delator Joesley Batista, dueño de la multinacional de las carnes JBS.

El Telégrafo