Brasil: en un acto convocado por artistas, cerca de 100 mil personas exigen elecciones directas

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Contexto Nodal
El diario O Globo reveló que, en una grabación, el presidente Michel Temer avaló la compra del silencio del ex jefe de la Cámara de Diputados, Eduardo Cunha, para ocultar la corrupción en Petrobras. Cunha está condenado a 15 años de prisión por su participación en el caso de la petrolera estatal. La oposición pide la renuncia del mandatario y que se convoque a elecciones directas.

Carnaval en Sao Paulo aumenta presión sobre Temer

Miles de personas participaron ayer en un acto lúdico y reivindicativo en Sao Paulo para exigir la dimisión del presidente brasileño, Michel Temer, acorralado por las crecientes acusaciones y evidencias de corrupción.

La fiesta, organizada por asociaciones de carnaval, contó con la participación de diversas bandas y de populares artistas de la región, que se concentraron en la plaza Largo da Batata, en la capital estatal.

Entre banda y banda se escuchaban unánimes gritos de “Fuera Temer”, el lema que ha acompañado al mandatario desde el primer día en que llegó al poder, en agosto de 2016, tras un juicio político que destituyó a la ex presidenta Dilma Rousseff.

El público también se pronunció en favor de la convocatoria a una elección presidencial directa, pese a que ello sólo está previsto para octubre de 2018, para que “el pueblo pueda decidir quién va a gobernar”, como dijo en medio de ovaciones el cantante Chico Cesar.

El acto de ayer se suma a uno mucho más multitudinario, con hasta 50 mil asistentes, organizado la pasada semana en la playa de Copacabana de Río de Janeiro por activistas de izquierdas.

ACECHADO. Las acusaciones de corrupción que acorralan a Temer se basan en las confesiones hechas a la Justicia por directivos del gran grupo cárnico JBS. Estas confesiones, enmarcadas en un acuerdo con los investigadores, aseguran que sobornaron al mandatario a cambio de “maniobras políticas” para favorecer a JBS desde 2010.

Joesley Batista, dueño de la empresa, incluso entregó el audio de una reunión que tuvo con Temer en su residencia oficial este pasado marzo, en el que se le escucha relatar una serie de hechos rayanos con la ilegalidad frente al silencio y hasta la complacencia del gobernante.

Desde la divulgación de esos audios, hace dos semanas, Temer ha sufrido una enorme presión para que renuncie, algo a lo que se ha negado reiteradamente.

CAMPAÑA DE 2014. Además, a partir de mañana, Temer deberá atender otro frente judicial. En este caso, el Tribunal Superior Electoral retomará un proceso en su contra en el que se busca esclarecer si en la campaña electoral de 2014, en la que el presidente figuraba como número dos de Rousseff, recibió dinero de la trama corrupta de Petrobras.

Si así se comprobara, la victoria de hace tres años de Rousseff y Temer quedaría anulada, lo que llevaría a la destitución del actual presidente, en caso de que no prosperaran diversas apelaciones que están contempladas.

Crónica


Ato-show por Diretas Já atrai 100 mil manifestantes em São Paulo

Uma multidão de artistas, sindicalistas, militantes e cidadãos uniram-se neste domingo 4 no Largo da Batata, em São Paulo, para pedir a saída de Michel Temer e a realização de eleições diretas para a escolha de seu sucessor. Segundo estimativa da PM no local, o ato-show reuniu cerca de 100 mil manifestantes.

Organizado por artistas e pelo produtor musical Daniel Ganjaman, o ato contou com apresentações de nomes de peso como Chico César, Tulipa Ruiz, Péricles, Criolo e Mano Brown. Participaram também da manifestação diversos blocos de carnaval da cidade, além de integrantes de partidos como o PT e o PSOL, de movimentos sociais, de sindicatos e das frentes Povo sem Medo e Brasil Popular.

Com grande presença do público e dos manifestantes, a apresentação do rapper Mano Brown encerrou o ato político-musical de forma apoteótica. “Há um motivo muito maior que nós nessa noite: Diretas Já”, declarou o rapper, antes de iniciar a rima de “Diário de um Detento”, maior sucesso do grupo Racionais MC’s. (assista ao vídeo abaixo)

Em discurso no palco, Mano Brown afirmou que ou “vamos juntos” ou “eles” vão continuar a mandar. “Se a maioria escolheu, assim será. Não era isso? A conta do trouxa é essa, a maioria manda. Mas se eles escolhem, eles mandam. O comandante não é mais meu, é dos caras, então vamos juntos. De repente, o comandante dos caras é o mais corrupto. foi pego com a mão na cumbuca, mano”, afirmou, em referência à gravação de Joesley Batista e Temer.

Primeiro artista a se apresentar, Chico César celebrou a união daqueles presentes ao ato. “Inclusive, há gente que equivocadamente trabalhou pelo impeachment, e agora de certa forma faz um mea culpa e vem, se junta ao povo”, diz, antes de lembrar do movimento original das Diretas Já, que levou milhões de brasileiros às ruas no fim da ditadura. “Eu estava me lembrando, há mais de 30 anos, no começo dos anos 1980, eu garotinho participando da luta por Diretas Já. De novo estamos aqui nas ruas, o Brasil quer votar, não aceita uma eleição indireta e quer escolher seu próximo presidente.”

Em sua apresentação, o rapper Emicida ressaltou que a luta contra o “sistema” não pode deixar de lado a periferia. “Democracia, população, a base somos nós como cidadãos. Temos que derrubar esse sistema da porra, que só serve pra nos destruir. E tem que derrubar não só aqui onde a bala é de borracha, mas lá nas bordas onde a bala é de verdade.”

O sambista Péricles saudou o engajamento da classe artística em favor das eleições diretas. “Eu acredito na mudança, chega desse negócio de ficar alheio à política, ao que acontece. A gente não está tomando rumo da nossa própria existência, da nossa vida. Chega disso.”

Outra artista que subiu ao palco do ato-show foi a cantora Tulipa Ruiz. A CartaCapital, ela alertou para a atual “manipulação midiática” no País.

O cantor Otto afirmou que o objetivo do ato é restituir a democracia no Brasil. “Com essa assembleia e esses deputados e senadores, não dá. Ou o povo escolhe agora o seu, ou a gente está perdido nesse mar de lama podre do Brasil.”

A escritora Clara Averbuck lembrou as absurdas declarações de Temer a respeito do papel das mulheres na sociedade e a falta de representatividade delas no governo. “A gente precisa de diretas, precisa votar e derrubar esse governo golpista, que não tem mulher, que acha que a gente tem de saber o preço do supermercado, que trata mulher feito adereço. A gente precisa barrar essas reformas, precisa tirar esse homem do poder.”

Clara Averbuck

A advogada Eliane Dias, produtora de Mano Brown, disse que estamos em pleno golpe e na iminência de “perdermos todos os nossos direitos”. “Temos quase 100 anos de direitos do trabalho, tudo para perder em um ano? O povo tem que saber que quem manda em tudo isso aqui é ele.”

A atriz e cantora Elisa Lucinda comentou que a civilização que nos faz esquecer dos povos indígenas e dos negros “nos faz colher” o atual momento. “A coisa está péssima, é uma família de bandidos brancos no poder. Vale lembrar que não tem um negro na Lava Jato. Temos que ser abolicionistas contemporâneos. Nós (se referindo aos negros presentes como Emicida) falamos pela quebrada, por quem não é escutado.”

Paulo Miklos, ex-Titãs, afirmou que os manifestantes “querem decidir o próprio destino”. “Tomamos um golpe parlamentar e agora vivemos em uma ditadura parlamentar. Nós queremos resolver quem vai decidir o nosso futuro.”

criolo

Além de artistas, o ato contou com a presença de intelectuais e líderes de movimentos sociais. A economista Laura Carvalho alertou para necessidade de o País libertar-se do “parlamentarismo de ocasião”. “Só vamos resolver isso indo às urnas, não interessa qual é o seu partido, quem é o seu candidato, o que interessa é voltar a ter democracia, e, se possível, uma nova democracia, com mais direitos e não com menos.”

Guilherme Boulos, Coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e colunista de CartaCapital, afirmou que as Diretas são a única bandeira democrática para o País sair da crise. “O Congresso não tem moral para pedir eleições indiretas. Diretas Já é a saída capaz de mudar o governo e a agenda política. Ninguém votou em reforma da Previdência, corte de gastos por 20 anos.”

Ele entende que a antecipação de eleições é possível.”Há uma PEC (das Diretas) tramitando no senado. Há caminhos constitucionais. Está na mão das ruas a gente ter essa força necessária.

Carta Capital


Temer enfrenta en TSE semana definitoria para permanencia en cargo

El presidente brasileño, Michel Temer, comienza a desandar hoy una semana definitoria para sus intenciones de preservar el cargo, con el reinicio en el Tribunal Superior Electoral (TSE) de un juicio que puede decidir la casación del mandato.

La reanudación de la vista en el TSE, en la cual es juzgado por presunto delito electoral el binomio triunfador en 2014, está prevista para este martes, después que a comienzos de abril último fuera aplazada a pedido de la defensa de Dilma Rousseff, la otra integrante de la fórmula junto a Temer.

Para analistas aquí, el juzgamiento pudiera constituir una ‘salida decorosa’ del Palacio de Planalto para Temer, contra quien el Supremo Tribunal Federal (STF) autorizó la apertura de una investigación por obstrucción de la justicia, corrupción y asociación ilícita.

La decisión de la Suprema Corte sobrevino tras conocerse una grabación hecha por el empresario Joesley Batista en la residencia oficial (Palacio de Jaburu), en la cual Temer avalaba el pago de sobornos a cambio del silencio del ex líder parlamentario Eduardo Cunha, preso y condenado a más de 15 años de cárcel en la operación Lava Jato.

Sin embargo, el presidente del TSE y amigo íntimo del gobernante, Gilmar Mendes, advirtió ya que ‘no cabe’ a esa instancia resolver la aguda crisis política en la que está inmersa Brasil.

Según Mendes, el juzgamiento será ‘tranquilo’, a pesar de la naturaleza compleja del proceso. Solo el informe del relator de la acción, Herman Benjamin, tiene más de mil páginas, lo cual exige de todos nosotros un gran esfuerzo, comentó.

El ministro rechazó también especulaciones en torno a un posible pedido de vista (más tiempo para el análisis) que pudiera realizar cualquiera de los integrantes del TSE y que respondería a la estrategia de la defensa de Temer, de ganar todo el tiempo posible y prolongar el juicio.

Mendes marcó para el juzgamiento del caso cuatro sesiones (dos ordinarias y otras tantas extraordinarias), las cuales transcurrirán del 6 al 8 de junio.

El pasado mes, dos nuevos juristas pasaron a formar parte de esa Corte, ambos indicados por Temer, quien además hace una semana nombró como nuevo ministro de Justicia a un aliado incondicional, Torquato Jardim, un especialista en derecho electoral que integró el TSE entre 1988 y 1996.

El informe de Benjamin, quien debe pronunciarse por la casación de la fórmula ganadora en las presidenciales de 2014, sostiene que la misma recibió al menos 112 millones de reales (más de 35 millones de dólares) en recursos irregulares, lo cual evidenció abuso de poder económico y comprometió la legitimidad del pleito.

Prensa Latina


Defesa de Temer acusa Janot de tentar pressionar TSE para condená-lo

O advogado do presidente Michel Temer, Gustavo Guedes, acusou neste domingo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de tentar pressionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que anule seu mandato no julgamento que deve começar na terça-feira.

“Temos indicativos de que virão movimentos e iniciativas de Janot às vésperas do julgamento do TSE na tentativa de constranger o tribunal a condenar o presidente”, disse Guedes à Folha de S. Paulo.

O TSE julgará a partir das 19h00 locais de terça-feira se a eleição de 2014 – na que foi eleita a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer – teve financiamento ilegal proveniente do escândalo da Petrobras.

O julgamento, que está previsto para durar três dias mas que pode se prolongar se algum dos juízes pedir vista para revisar o caso, poderia anular o mandato de Temer, que assumiu o cargo há um ano, após o impeachment de Dilma.

Em 17 de maio foi divulgada uma gravação, incluída nas delações premiadas dos executivos do frigorífico JBS, em que Temer parece dar aval ao pagamento de propina.

Em meio a pedidos de renúncia e impeachment, o Supremo Tribunal Federal (STF) investiga Temer, depois de que Janot o acusou de corrupção, organização criminosa e obstrução da justiça.

Uma das provas que Janot usou para sustentar sua acusação foi essa gravação realizada pelo dono da JBS, Joesley Batista.

“Nos preocupa muito o procurador-geral da República se valer de toda a estrutura que tem para tentar constranger um tribunal superior”, afirmou Guedes à Folha.

O advogado disse que chegaram informações ao Palácio do Planalto de que Janot tem mais gravações comprometedoras em seu poder e que poderia torná-las públicas neste domingo ou na segunda-feira, antes do julgamento no TSE.

Guedes também manifestou suas suspeitas sobre a demora na chegada do interrogatório por escrito que Janot autorizou que a Polícia Federal fizesse a Temer, e que o presidente teria só 24 horas para responder.

Janot poderia dar mais um passo no caso e denunciar formalmente o presidente, mas para que isso ocorra, dois terços do Congresso deveriam aceitar essa denúncia, obrigando-o a se afastar do cargo.

Diario de Pernambuco


Ex-assessor de Temer é preso e Planalto teme delação

O ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) foi preso nesta sexta-feira em Brasília e o Palácio do Planalto já teme uma delação premiada do ex-assessor do presidente Michel Temer. A prisão foi decretada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ao atender a um segundo pedido de preventiva feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O Estado apurou que, na avaliação do governo, há uma espécie de “dobradinha” entre Janot e Fachin para desgastar Temer.

Loures foi preso pela manhã, em sua casa no Lago Sul, e encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal. Ele é suspeito de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça no mesmo inquérito em que Temer é investigado. Loures foi flagrado carregando uma mala com R$ 500 mil em uma das ações controladas feitas por investigadores junto aos delatores do Grupo J&F. Para o procurador-geral, o valor recebido era propina que pode ter Temer como destinatário.

O Planalto não se pronunciou oficialmente nesta sexta-feira sobre a prisão do ex-assessor do presidente, mas o governo se preocupa também com o pedido de abertura de um novo inquérito contra Loures que poderia implicar Temer.

Rodrigo Rocha Loures

Anteontem, quando se iniciaram os rumores sobre a ordem de prisão, Temer, que estava em São Paulo, decidiu retornar a Brasília. Ele ficou no Palácio do Jaburu até as 10h30, quando voltou para São Paulo e se reuniu por duas horas com seu advogado, Antônio Claudio Mariz de Oliveira (mais informações na página A6). Ele embarcou para Brasília no fim da tarde.

Já começa a ser cogitada a possibilidade de que Janot possa antecipar a apresentação da denúncia contra o presidente para esta semana. Janot e Fachin não comentaram a “dobradinha” da qual são acusados nos bastidores do Planalto. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ação que pode levar à cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer começa a ser julgada nesta terça-feira.

Segundo Cezar Roberto Bitencourt, responsável pela defesa do ex-deputado, a prisão tem por objetivo constranger seu cliente. “Para que seria preso no sábado? Só pode ter sido preso para delatar”, disse.

Os advogados, porém, dizem que colaboração premiada é uma possibilidade descartada. Em conversas reservadas, os principais auxiliares de Temer no Planalto afirmam que tudo está sendo feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para pressionar o peemedebista e “arrancar” uma delação contra o presidente.

Decisão. A decisão de Fachin foi tomada na noite de anteontem, um dia depois de Loures perder o mandato de deputado. Até quinta-feira, ele ocupava vaga na Câmara como suplente de Osmar Serraglio, então titular do Ministério da Justiça. A saída de Serraglio da pasta, após a indicação de Torquato Jardim para o posto, e o retorno à Câmara deixaram o ex-assessor de Temer sem mandato e sem foro no Supremo.

A preventiva de Loures atende ao segundo pedido feito por Janot – o primeiro fora negado porque ele tinha a prerrogativa de parlamentar de ser preso apenas em flagrante.

Loures é investigado por supostamente agir na condição de “homem de confiança” de Temer e interceder junto à diretoria do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em benefício da JBS. Em áudio gravado pelo empresário Joesley Batista, da J&F, Temer indica Loures como seu interlocutor.

A PGR afirmou que a prisão do ex-deputado “é imprescindível para a garantia da ordem pública e da instrução criminal, diante dos fatos gravíssimos imputados”.

Fachin escreveu que o ex-deputado usou de “métodos nefastos”. “O agente aqui envolvido teria encontrado lassidão em seus freios inibitórios e prosseguiria aprofundando métodos nefastos de autofinanciamento em troca de algo que não lhe pertence, que é o patrimônio público”, afirmou o ministro.

Amanhã, Loures deve ser transferido da carceragem da PF para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde já está preso o doleiro Lúcio Bolonha Funaro, apontado como operador do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em esquemas de corrupção. Funaro negocia com Ministério Público Federal um acordo de delação premiada.

Estadao

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