Falta de recursos para investigación amenaza el futuro de la ciencia en Brasil

Pesquisadores brasileiros têm chamado a atenção para um desafio gigantesco que a ciência vem enfrentando: a falta recursos.

Quando a aula é no laboratório, o interesse parece aumentar e os sorrisos também. A ciência vai, assim, conquistando corações.

Mas a notícia de que a ciência brasileira está com pouco dinheiro entristeceu os estudantes.

Muitos deles também já foram crianças fascinadas pelo funcionamento da vida, das coisas, pelas descobertas dos homens. Hoje, os pesquisadores brasileiros sofrem com a falta de verbas. São profissionais e estudantes que pedem socorro.

A campanha dos cientistas chama a atenção para o corte profundo no orçamento. Ciência e tecnologia tinham R$ 8,7 bilhões em 2014. O que já era pouco despencou para R$ 3,7 bilhões este ano, e pode ser ainda menor no ano que vem.

A situação que já é difícil pode piorar. Aparelhos parados por falta de conserto se acumulam nos laboratórios do país. Um microtomógrafo que estava sendo usado em uma pesquisa para recomposição de osso na Universidade de São Paulo está quebrado. “O outro que é igual a esse equipamento fica em Araraquara e também está quebrado”, aponta a bióloga Simone Gomes.

Na outra sala, a pesquisadora que estuda zika, dengue e chikungunya anuncia que vai perder a bolsa e ir embora. “Muita tristeza. Dez anos que eu trabalho na pesquisa. E não me enxergo fazendo outra coisa”, lamenta a bióloga pós-doutorada Helena Correa de Araújo.

As dificuldades são imensas de Norte a Sul do país.

“Esses talentos, esses jovens doutores, essas pessoas que adquiriram uma formação muito longa, elas podem deixar o país e ir trabalhar fora do país”, comenta Luis Lamb, pró-reitor de pesquisa da UFRGS.

“Especialmente na região Norte, esse impacto de cortes é bem mais significativo e muito mais sentido”, afirma a professora e pesquisadora da UFPA Guaciara Freitas.

Apesar de tudo, a expectativa é de que o pedido de socorro seja ouvido. “A gente espera realmente que o governo se sensibilize, porque se não se sensibilizar, vai ser o fim da ciência brasileira. Um país que não dá dinheiro para a ciência e tecnologia vai ficar sempre para trás. Vai ser uma geração perdida e vai ser um desastre para o país”, diz Mayara Zatz, coordenadora do Centro de Pesquisas sobre o Genoma Humano e Células-Tronco.

O Ministério do Planejamento declarou que o contingenciamento de recursos não ocorreu apenas no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, mas em todos os órgãos da União. E que, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo é obrigado a fazer cortes sempre que a receita fica abaixo do previsto.

Já o Ministério da Ciência afirmou que continua atuando pela recomposição orçamentária ainda este ano, e pelo cumprimento do orçamento para o ano que vem. O ministério também declarou que os recursos para 2018 ainda estão sendo discutidos.

Jornal nacional