Brasil: tras la sentencia, Lula relanza su precandidatura presidencial 

Lula: “Quiero ser candidato para ganar las elecciones”

Ante un plenario del Partido de los Trabajadores (PT), el ex presidente brasileño aceptó la ratificación de su candidatura a pesar de la condena en segunda instancia aplicada ayer por el Tribunal Regional de Porto Alegre. “Ellos saben que condenaron a un hombre inocente”, expresó Lula, quien igualmente pidió al PT “seguir adelante” en caso de que ocurra un “hecho indeseado”, como su inhabilitación política.

El ex presidente brasileño Luiz Inácio Lula da Silv confirmó que buscará ser el candidato presidencial del Partido de los Trabajadores, luego de que esa formación política ratificara su postulación. Lula reiteró que la condena en su contra fue “una decisión política” y aseguró: “Dudo de que quienes me juzgaron tenga la conciencia tranquila”.

Antes del congreso, el ex mandatario se reunió con la plana mayor del PT, incluida la expresidenta Dilma Rousseff, en un acto celebrado en Sao Paulo en “Defensa de la Democracia y de Lula”. Al grito de “Brasil urgente, Lula presidente” y “Lula guerrero del pueblo brasileño”, el exmandatario fue recibido por la militancia en la sede de la Central Única de los Trabajadores (CUT).

El ex presidente brasileño Luiz Inácio Lula da Silv confirmó que buscará ser el candidato presidencial del Partido de los Trabajadores, luego de que esa formación política ratificara su postulación. Lula reiteró que la condena en su contra fue “una decisión política” y aseguró: “Dudo de que quienes me juzgaron tenga la conciencia tranquila”.

Antes del congreso, el ex mandatario se reunió con la plana mayor del PT, incluida la expresidenta Dilma Rousseff, en un acto celebrado en Sao Paulo en “Defensa de la Democracia y de Lula”. Al grito de “Brasil urgente, Lula presidente” y “Lula guerrero del pueblo brasileño”, el exmandatario fue recibido por la militancia en la sede de la Central Única de los Trabajadores (CUT).

“Yo acepto la indicación de precandidato del Partido de los Trabajadores “, afirmó Lula durante una reunión en Sao Paulo de la comisión ejecutiva nacional de esa formación, que aprobó por unanimidad su postulación para las elecciones de octubre. Sin embargo, instó a la militancia a continuar en caso de que ocurra un “hecho indeseado”, como su inhabilitación política.

“Tenemos otros candidatos y van a intentar crear obstáculos. Espero que la candidatura no dependa de Lula. Solo tiene sentido si ustedes son capaces de hacerla, aunque haya un hecho indeseado”, expresó.

La ratificada precandidatura de Lula quedará ahora en manos del Tribunal Superior Electoral (TSE), luego de que los tres magistrados del Tribunal Regional Federal de Porto Alegre votaran por unanimidad a favor de elevar a doce años y un mes la pena de Lula frente a los nueve años y medio que le había impuesto el juez de primera instancia Sergio Moro.

Los jueces fueron unánimes al concluir que quedó comprobado que Lula recibió el derecho a disfrutar de un apartamento en la playa de Guarujá como soborno de la constructora OAS por el favorecimiento en contratos con Petrobras. Lo hicieron a pesar de que reconocieron que no hay pruebas materiales que demuestren que el imputado sea dueño del departamento que habría recibido.

Página 12

Lula: “Não sou candidato para me proteger, sou candidato para governar”

“O que eu posso oferecer a todos vocês é a minha inocência. Eu não estou querendo ser candidato para me proteger. Não aceito a pré-candidatura por isso. A minha proteção é a minha inocência, e se for para ser candidato é para governar”.

Com essas palavras o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceitou a proposta do Partido dos Trabalhadores (PT) de se tornar pré-candidato à presidência da República nas eleições de 2018. O pronunciamento se deu durante uma reunião da Comissão Executiva Nacional do PT na manhã desta quinta-feira (25), na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo.

O pronunciamento se deu um dia após Lula ser condenado em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) de Porto Alegre, que manteve a condenação do ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro referente ao caso do triplex do Guarujá, na tarde desta quarta-feira (24).

“Hoje é um dia especial, dentre tantos que já vivi, e me dá orgulho. Durante tantos anos de perseguição, os juízes se pronunciaram por horas, mas a imprensa hoje não pode falar de corrupção, porque eu não cometi nenhum crime. Ontem não vi eles [juízes] me acusarem de nenhum crime. Acho que estavam efetivamente tentando condenar uma parcela grande do povo brasileiro, que teimam em reconhecer no PT e no Lula a possibilidade desse país voltar a ser bem governado e do povo voltar a viver feliz”, disse o ex-presidente ao longo de seu discurso.

Lula afirmou, no entanto, que sua candidatura não depende apenas dele, mas que só fará sentido se colocar “o povo brasileiro em movimento”.

O início da reunião foi marcada por uma análise jurídica da decisão do TRF-4, feita pelo ex-Ministro da Justiça Eugênio Aragão. Em sua fala, Aragão destacou as fases que ainda serão enfrentadas por Lula no processo, e questionou as irregularidades da decisão.

O evento reuniu diversas lideranças políticas, sindicais e de movimentos populares, como o presidente da CUT, Vagner Freitas, a senadora e presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, o dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), João Pedro Stedile, e a ex-presidenta Dilma Rousseff.

Em sua fala, Vagner Freitas criticou a condenação de Lula e alertou para os impactos da decisão para os trabalhadores brasileiros.

“O Brasil vive uma crise política e econômica sem precedentes. Ontem o TRF-4 aumentou a crise ainda mais. Eles trouxeram ainda mais a insegurança política e social no Brasil, porque vamos enfrentá-los na rua e desautorizar o TRF-4”, disse.

Já Stedile defendeu o apoio dos militantes do MST e da Via Campesina a Lula. “O Lula não é o candidato do PT, é o candidato do povo. A classe trabalhadora já escolheu e por isso o MST está com o Lula. O povo não se engana, o Poder Judiciário não tem o menor compromisso com o povo brasileiro”, afirmou.

Dilma Rousseff lembrou que faz parte de todo os processos de golpe a radicalização de seus métodos antes dele acabar, ao lembrar os das torturas, prisões e o Ato Institucional 5 (AI-5) utilizados na ditadura militar brasileira. “Não temos culpa se transformaram o combate à corrupção em uma forma de destruição de um partido. Mas eles tem um grande problema: nós não fomos destruídos. Sobrevivemos aos pixulecos, patos amarelos e destruição do meu mandato. A grande disputa não foi ontem, será em outubro”, destacou.

Gleisi Hoffmann, por sua vez, destacou mais um motivo pelo qual pretendem inviabilizar a candidatura de Lula. “Querem uma eleição sem Lula porque é simples: mudam os rostinhos e continuam aplicando o golpe. Quero reafirmar aqui que não temos plano B e que Lula é o nosso candidato. Disseram que estamos isolados, como alguém que tem mais de 40% de intenção de voto está isolado?”, ironizou em relação à popularidade do ex-presidente, segundo as últimas pesquisas de intenções de votos.

Edição: Luiz Felipe Albuquerque

Brasil de Fato