Nueve muertos y 14 heridos en un motín en una prisión de Goiás

Escalofriante motín en una cárcel de Brasil: al menos 9 muertos

Un motín en una prisión del estado brasileño de Goiás este lunes causó al menos nueve muertos y catorce heridos, según informó la prensa nacional.

La Superintendencia Ejecutiva de Administración Penitenciaria precisó que después del mediodía un grupo de detenidos invadió el ala de presos rivales, ocasionando un enfrentamiento que derivó en incendio y dejó un saldo de nueve muertos, 14 heridos y 106 prófugos, informó el portal de noticias G1.

El cuerpo de bomberos de Goiás controló el incendio y trasladó los heridos a un hospital, en tanto que la Policía Militar confirmó que 29 prófugos ya habían sido recapturados y que la situación en el Complejo de Aparecida de Goiania fue controlada a mediados de la tarde.

Brasil suma la tercera mayor población carcelaria del mundo con 726.712 presos hasta junio de 2016, según los últimos datos oficiales disponibles. La cifra casi duplica la capacidad penitenciaria del país calculada para 2016 en 368.049 cupos.

Minuto Uno


Rebelião deixa nove mortos e 14 feridos em presídio de Goiás

Nove presos foram assassinados e 14 ficaram feridos nesta segunda-feira, 1º, durante um confronto entre detentos do regime semiaberto no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, em Goiás. Segundo a Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap) do Estado, 77 presos estão foragidos.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de Aparecida de Goiânia (SSPAP) informou que o confronto aconteceu depois que detentos da ala C invadiram as alas A, B e D, dando início a um confronto. Os presos também incendiaram a unidade prisional e corpos ficaram carbonizados. Os feridos receberam atendimento médico e voltaram em seguida para a unidade.

Ao Estado, o superintendente da SSPAP, coronel Edson Costa Araújo, minimizou o confronto, caracterizando-o como um “choque interno”, e não uma rebelião.

“Não foi para fuga, eles entraram em choque interno. São no mínimo duas alas que se confrontaram e resultou nesses homicídios. Não foi um ato de fuga, não foi bem uma rebelião, mas uma ação de uma ala contra a outra. Rebelião geralmente é para reivindicar alguma coisa”, disse. Segundo o coronel, o confronto foi controlado pela intervenção de policiais.

Segundo Araújo, os presos também depredaram as celas. O coronel afirmou que equipes de peritos estão no local para fazer a análise dos corpos, do local dos crimes e levantar danos ao estabelecimento prisional.

Segundo a Seap, agentes do Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (Gope), com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar, retomaram o presídio por volta das 16h. O Grupo de Radiopatrulha Aérea (GRAer) da PM também atua para conter possíveis fugas e tentar recapturar foragidos. Durante toda a tarde, familiares dos detentos ficaram aguardando por informações na porta do presídio.

Cenário. Mesmo um ano após as chacinas que vitimaram mais de uma centena de presos, a realidade das cadeias ainda é marcada pela precariedade. Organizações criminosas estendem a atuação pelo território, com confrontos mais frequentes fora dos presídios.

A morte de 119 pessoas em um intervalo de duas semanas, em massacres em cadeias de três Estados – AM, RN e RR – não foi suficiente para que o sistema penitenciário passasse por um choque de gestão.

Um ano depois dos assassinatos marcados pela crueldade, com decapitações e esquartejamentos, a superlotação e as condições precárias ainda são uma realidade quase intocada nos presídios, em meio ao fortalecimento das facções e uma violência que avança.

Estadão