Camioneros cumplen tres días de paro nacional por el aumento de combustible

Temer pide “diálogo” a los camioneros en su tercer día de huelga nacional

El presidente de Brasil, Michel Temer, convocó este miércoles a los sindicatos de camioneros para “dialogar” y poner fin a la huelga del sector que ha provocado bloqueos de ruta por todo el país desde hace tres días y que ha dejado a los mercados de alimentos en situación de prácticamente desabastecimiento.

En este sentido, el Ejecutivo de Temer ha informado que los ministros involucrados en este conflicto y representantes de la Asociación Brasileña de Camioneros se reunirán en el Palacio Presidencial para iniciar el diálogo, informa la agencia Ansa.

Según los sindicatos, las tres jornadas de huelga están provocando bloqueos de ruta en 23 estados, con al menos 300.000 trabajadores secundando las manifestaciones.

La protesta fue convocada por 120 sindicatos para expresar “el descontento de la categoría (transportistas autónomos) ante los constantes aumentos del precio del diésel y el insistente cobro de peaje, incluso cuando los camiones transitan vacíos”, expresó en un comunicado la Confederación Nacional de los Transportistas Autónomos.

Notimérica


Temer pede trégua a caminhoneiros que protestam contra alta do diesel

Durante toda a tarde, o governo negociou com os caminhoneiros e eles recusaram o pedido de trégua do presidente Michel Temer.

O presidente Michel Temer fez um apelo.

“Desde domingo nós estamos trabalhando nesse tema para dar tranquilidade não só ao brasileiro, que não quer ver paralisado o abastecimento, mas também tentando encontrar uma solução que facilite a vida, especialmente, dos caminhoneiros. Eu até estou solicitando e pedi que nesta reunião se solicitasse uma espécie de trégua para que em dois, três dias, no máximo, nós possamos encontrar uma solução satisfatória para os caminhoneiros e para o povo brasileiro”.

Nesta quarta, a Petrobras anunciou nova queda no preço do diesel nas refinarias: 1,15%; e na gasolina, 0,62%. Mas disse que não é por causa da pressão dos caminhoneiros. Foi o dólar que caiu.

Ao longo da tarde, dez associações representando caminhoneiros participaram do encontro com ministros e deputados no Palácio do Planalto. Chegaram dizendo que apenas zerar, acabar com a Cide – uma das contribuições que entram no preço do diesel – é muito pouco: R$ 0,05 por litro. Eles querem também a redução do PIS/Cofins, do ICMS e reajustes escalonados.

“O governo não ofereceu nada até agora. Não houve nenhuma proposta efetiva que nós possamos levar para a categoria. A proposta deles foi pedir um prazo para que eles se posicionem amanhã às 14h”, disse Diumar Bueno, presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos.

No início da noite, ministros disseram que o governo está discutindo com a Petrobras se há como escalonar, dar precisão dos reajustes do diesel.

“A política de preço da Petrobras é um dos temas da reunião que o presidente Michel Temer promoveu ontem, promoveu hoje pela manhã e vai continuar. Nós estamos em reunião permanente. Portanto, é um dos temas que está sendo discutido dentro do governo. Nós chegamos num ponto em que os caminhoneiros, todos eles, pedem que tenha uma previsão. Eles gostariam de trabalhar com período de tempo com o preço fixo. Então, este tema é que está sendo discutido com a Petrobras”, ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Na terça-feira (22), o governo disse que iria zerar a Cide depois que o Congresso aprovasse a reoneração da folha de pagamento de alguns setores da economia. Nesta quarta, o presidente da Câmara tentou pressionar. Disse que Temer cortaria a Cide imediatamente. Rodrigo Maia está negociando também um corte provisório do PIS/Cofins sobre o diesel.

“O presidente já disse que vai, me ligou mais cedo dizendo que vai editar o decreto da Cide, esse assunto está superado. Agora vamos tratar da parte da reoneração, onde nós vamos incluir uma parte também de redução de PIS/Cofins para o combustível, estamos avaliando os números”, disse Maia.

Mas o governo diz que só corta a Cide depois que o Congresso aprovar a reoneração.

Os impostos federais representam 13% do preço final do diesel nas bombas. São R$ 0,05 da Cide e R$ 0,46 centavos do PIS/Cofins. O restante são preços da Petrobras (55%), distribuição e revenda (9%), a mistura do biodiesel (7%), e mais um imposto, esse estadual, o ICMS (16%).

Sem a Cide, o governo vai deixar de arrecadar R$ 2,5 bilhões em 2018. Reduzindo PIS/Cofins, a perda vai ser maior. Mas com a reoneração pode arrecadar cerca de R$ 3 bilhões.

Se o projeto no Congresso for aprovado, mais de 30 setores da economia, que geram milhares de empregos, perderão em 2018 o benefício da desoneração da folha de pagamento: comércio varejista e indústrias como autopeças, fogões e refrigeradores, brinquedos, medicamentos, aves, suínos e derivados, pães e massas e hotéis.

Vão manter o benefício até dezembro de 2020 cerca de 20 setores como empresas de transporte, construção civil e jornalísticas e de radiodifusão.

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, diz que, a partir de janeiro de 2021, nenhum setor contará com a desoneração da folha de pagamento.

Em nota, a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) disse que a reoneração proposta pelo governo é um equívoco: vai reduzir a competitividade e aumentar o custo da mão de obra de setores importantes na geração de emprego e, em alguns casos, poderá resultar em perdas de postos de trabalho.

A Confederação Nacional do Transporte disse que a retirada da Cide sobre o diesel terá um impacto irrisório no preço final do combustível.

O economista Vitor Gomes afirma que o governo está tomando uma decisão populista sabendo da gravidade nas contas públicas. O rombo previsto para 2018 é de R$ 159 bilhões. Ele diz que o que o governo está tentando fazer é tirar o peso dos impostos no diesel transferindo a conta para outros setores.

“Fazendo isso você está reduzindo o custo do combustível e aumentando o custo da contratação. Pode conseguir reduzir o preço final para o consumidor do diesel. Só que é um momento de muita fragilidade nas contas públicas, então creio que não seja muito viável hoje fazer isso”, disse o professor de economia da UnB.

O Globo


¿Por qué los camioneros brasileños están de huelga?

El presidente brasileño, Michel Temer, dijo que recibió este miércoles a miembros de sindicatos de camioneros que están en huelga desde el pasado lunes y que pidió una “tregua”, pero fuentes de esos gremios aclararon que no fue aceptada.

“Tuvimos una reunión con representantes de los camioneros, con el ministro de Hacienda (Eduardo Guardia) y otras autoridades”, dijo el mandatario, y apuntó que “desde el domingo” el gobierno trabaja para “darle tranquilidad a los brasileños y tratando de encontrar una solución, que tranquilice también la vida de los camioneros”.

El gobernante indicó, en declaraciones a periodistas, que en esa reunión pidió una “especie de tregua, para que en dos o tres días, como máximo, se pueda encontrar una solución”.

Sin embargo, el presidente de la Confederación Nacional de los Transportadores Autónomos (CNTA), Diumar Bueno, dijo que la “tregua” no ha sido aceptada, “porque el Gobierno no presentó nada nuevo ni ninguna propuesta concreta”.

Aclaró, no obstante, que los sindicatos continuarán “conversando” con las autoridades del Ejecutivo a fin de encontrar una respuesta a sus demandas, que pasan básicamente por una reducción de los precios del diésel, que se han disparado en las últimas semanas.

La protesta comenzó el pasado lunes precisamente por la continua alza de los precios de ese combustible, que la estatal Petrobras atribuye a los aumentos del petróleo en los mercados internacionales y, también en parte, a la fuerte devaluación que ha sufrido el real.

El gobierno ha dicho que alcanzó un acuerdo con el Parlamento para eliminar los impuestos aplicado al diésel y contener así el alza de los precios.

Sin embargo, el ministro de Hacienda, Eduardo Guardia, condicionó la decisión y afirmó que los tributos serán suspendidos una vez que el Congreso apruebe una medida para eliminar beneficios fiscales que favorecen a otros sectores, a fin de no afectar la recaudación, pues de otro modo se agravaría el ya elevado déficit fiscal.

Los camioneros han estacionado sus vehículos en carreteras de casi todo el país y en algunos casos han bloqueado el tránsito, lo cual se siente sobre todo en el estado de Sao Paulo, el más poblado, próspero e industrializado.

El malestar de los camioneros también ha afectado las operaciones en el puerto de Santos, en el litoral paulista, considerado la mayor terminal de cargas de América Latina y cuyos accesos habían sido bloqueados parcialmente por los manifestantes.

Tanto en Sao Paulo como en Río de Janeiro, dos de las principales ciudades del país, diversas fuentes confirmaron que ha comenzado a escasear combustible en las gasolineras y que sucede lo mismo con otros productos, entre los que se incluyen hasta alimentos.

La huelga de los transportistas ha afectado hasta a la empresa de Correos, que hoy suspendió la entrega de encomiendas expresas debido a que no puede garantizar su distribución.

Según la compañía estatal, “los índices operacionales de calidad de la cadena logística” han sido limitados por los bloqueos en las carreteras y el servicio solo podrá ser retomado una vez que “el tránsito recupere su normalidad”.

El País