El Tribunal Supremo archiva el pedido de libertad condicional de Lula

Archivan recurso en que Lula pedía libertad y cancelan juicio

La Corte Suprema decidió archivar el recurso en que la defensa de Luiz Inácio Lula da Silva pidió que se suspenda la condena contra el expresidente brasileño y se le conceda la libertad condicional, con lo que canceló la audiencia que ya estaba prevista para el próximo martes para examinar este caso.

La decisión de no analizar la petición de los abogados de Lula, que purga desde el 7 de abril una condena de 12 años de prisión por corrupción, fue anunciada al comienzo de la noche de este viernes por el magistrado Edson Fachin, instructor del caso en el Supremo Tribunal Federal (STF).

El fallo frustra las esperanzas que guardaba el Partido de los Trabajadores (PT) de que Lula pudiese ser liberado el martes, o por lo menos de que se le concediese la prisión domiciliar, para poner en marcha su campaña a las elecciones presidenciales de octubre, para las que figura como líder en todos los sondeos de intención de voto.

Fachin ordenó que el recurso de la defensa sea archivado luego de que el Tribunal Regional Federal de la Cuarta Región, la corte de segunda instancia que condenó a Lula, en una sentencia dictada este mismo viernes, rechazara la petición que habían hecho los abogados para que el caso pudiese ser examinado por el Supremo ante su posible inconstitucionalidad.

La defensa de Lula presentó directamente ante la Corte Suprema el recurso para que el expresidente pudiese esperar en libertad a que los tribunales superiores se pronuncien definitivamente sobre su condena con el argumento de que el Tribunal Regional Federal demoraba en pronunciarse sobre esta petición.

Pero la vicepresidente del Tribunal Regional Federal, María de Fátima Freitas, divulgó hoy una sentencia en la que rechazó la petición para que el caso fuese trasladado a la Corte Suprema por supuestamente contener una inconstitucionalidad.

La magistrada, en cambio, sí permitió que los abogados puedan presentar un recurso ante el Superior Tribunal de Justicia para cuestionar parte de la condena contra el exmandatario, ya que la defensa alega que Lula tendría que pagar individualmente una indemnización que correspondería al PT.

Lula fue condenado el año pasado a 9 años y 6 meses de prisión por un juez de primera instancia, que le halló culpable de beneficiarse de las corruptelas en la petrolera estatal Petrobras, pero esa pena fue ratificada y ampliada hasta los 12 años y 1 mes por el Tribunal Regional Federal, una corte de apelación.

La Industria


STF arquiva pedido de liberdade para ex-presidente Lula

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou o pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que deveria ser julgado na próxima terça-feira.

Lula cumpre desde abril a condenação de 12 anos e um mês de prisão em Curitiba, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A defesa do ex-presidente havia apresentado ao STF um pedido para suspender a execução da sentença até que fossem esgotados todos os recursos judiciais possíveis. A audiência sobre o caso estava prevista para a próxima terça-feira, mas o juiz Luiz Edson Fachin a retirou da pauta.

ODiario Online


‘Prisão de Lula viola a Constituição e é ilegal’, diz juiz Mello a TV de Portugal,

Em entrevista à emissora de televisão de Portugal RTP, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello foi taxativo ao declarar que a prisão do ex-presidente Lula, após condenação em segunda instância, viola a Constituição brasileira .

Ao ser questionado pelo repórter se a prisão é ilegal, Marco Aurélio foi categórico: “Sem dúvida alguma. E processo para mim não tem capa, processo para mim tem unicamente conteúdo”. A entrevista foi exibida na sexta-feira (22).

O ministro enfatiza à RTP que a prisão viola o princípio da presunção da inocência tratado no artigo 5º da Constituição, que trata do trânsito em julgado da sentença. “Eu não concebo, tendo em conta a minha formação jurídica, tendo em conta a minha experiência judicante, eu não concebo essa espécie de execução”, reforçou.

Marco Aurélio disse ainda que a ilegalidade foi mantida porque a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, decidiu não pautar a discussão sobre o assunto pelo plenário da Corte.

A entrevista foi ao ar no mesmo dia em que o também ministro do STF Edson Fachin retirou da pauta da Corte o julgamento de um pedido de liberdade apresentado pela defesa de Lula que estava previsto para ocorrer na próxima terça-feira pela 2ª Turma da corte.

Também na sexta, porém, Fachin mandou arquivar processo de investigação que associava o presidente Michel Temer a um documento encontrado no escritório de um senador do PP investigado por compra de silêncio de testemunhas.

Rede Brasil Atual


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