Llega la FLIP, la fiesta del libro más importante del Estado de Río de Janeiro

Festa Literária Internacional de Paraty começa nesta quarta-feira com homenagem a Hilda Hilst

Por Raquel Junia

Na próxima quarta-feira, os olhos dos amantes da literatura, se voltam para a cidade de Paraty. Na abertura da Festa Literária, às oito da noite, a cantora Jocy de Oliveira e da atriz Fernanda Montenegro homenageiam a escritora Hilda Hilst.

A décima sexta edição do evento conta com 33 autores convidados, 17 mulheres e 16 homens, brasileiros e estrangeiros, no programa principal. A curadora do evento, Joselia Aguiar, detalha o que marca a Flip neste ano.

Apesar dessa marca, o evento não abre mão de tratar temas políticos, como no caso de uma mesa que reúne a brasileira Djamila Ribeiro e a argentina Selva Almada, que discutem como a literatura tem interferência na realidade pessoal e na sociedade ao discutir temas como o feminicídio.

Questões raciais, sociais e políticas também tem lugar em outros pontos da programação, como na mesa com o escritor congolês Alain Mabanckou, ou com o carioca Giovani Martins, nascido na periferia do Rio.

A estrutura física para a Flip está diferente neste ano, com uma nova tenda para 500 lugares na Praça da Matriz.

Um auditório também na praça com entrada gratuita e capacidade para 700 pessoas onde vão ser transmitidas em telão as mesas da programação principal continua nesta edição.

O prefeito de Paraty, Casé Miranda, destaca a reabertura de um cinema público na cidade durante a Flip e aponta que Paraty já está preparada para receber os cerca de 20 mil turistas esperados.

A Flip vai até o dia 29 de julho. Paralelamente à mesa principal do evento, a Flipinha, dedicada ao público infantil, a Flipzona, com atividades culturais e de tecnologia, a Flip Mais, e a Off Flip, organizada por produtores independentes oferecem centenas de atividades gratuitas e para todas as idades, além da programação gratuita nas casas parceiras.

RadioAgencia Nacional


Joselia Aguiar: “Esta será uma Flip voltada para o mundo de dentro: amor, morte, Deus”

Por André de Oliveira

Joselia Aguiar Flip 2018(Foto: Walter Craveiro)

No ano passado, a curadoria de Joselia Aguiar para a Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, foi marcada por uma programação que colocou no mapa a literatura que estava fora dos radares convencionais. A diversidade de autores convidados foi o atestado disso. Seja por essa novidade, seja pelo momento histórico brasileiro, o evento acabou ganhando fortes ares políticos. Agora, a curadora diz que se no ano passado a Flip olhou para fora, desta vez deve mirar para dentro, para questões da existência humana. Não à toa, a homenageada deste ano é a poeta Hilda Hilst, bem diferente do combativo Lima Barreto, lembrado na edição anterior. Em entrevista ao EL PAÍS, Aguiar fala sobre as escolhas da festa literária que começa na próxima quarta-feira, 25, que mantém a diversidade na programação, mas promete ser mais intimista.

Pergunta. É impressão ou a Flip deste ano, ao contrário da do ano passado, deve passar um pouco mais ao largo de questões políticas?

Resposta. A Flip do ano passado, por homenagear Lima Barreto, autor cujo projeto literário lidou diretamente com temas políticos e sociais do tempo dele, acabou tendo mesas que refletiam essas questões na atualidade. Ao falar do autor carioca, era impossível não ter o debate sobre racismo na programação, o que aconteceu, por exemplo, em uma mesa com a presença de Lázaro Ramos e Joana Gorjão Henriques. Nesse sentido, a Flip de 2018 é bem diferente. Quer dizer, a preocupação com a pluralidade dos convidados continua, mas os temas são mais intimistas, mais da existência humana: amor, morte, desejo, Deus, transcendência. Há também a intenção de que seja uma Flip mais artística com uma programação que tem nomes ligados à fotografia, música e teatro. A homenageada Hilda Hilst tem uma presença forte no teatro, por isso essa linguagem também vai aparecer, não à toa, temos Fernanda Montenegro e Iara Jamra nas mesas. Em 2017 tivemos um Flip voltada para fora, esta será mais voltada para o mundo de dentro.

P. Você mencionou a pluralidade da programação e este foi um dos aspectos mais ressaltados da sua curadoria no ano passado. Acha que isso será encarado de forma mais natural agora?

R. Sim, não queremos mais falar de percentual, porque fizemos um balanço e concluímos que acabou nem sendo tão bacana ressaltar isso. Depois que a programação saiu no ano passado, ficou um papo constante sobre porcentagens e cotas para autores, mas o fato é que eu queria ter mais diversidade sem, contudo, estabelecer números. Mas é claro que eu controlo esse aspecto de perto, porque nesse processo de enviar convites para autores e esperar respostas é possível perder a mão da diversidade. Se formos contar, neste ano há mais mulheres do que homens convidados e o percentual de cerca de 30% de autores negros se manteve. Outra coisa, que acabou surgindo meio espontaneamente, é a grande presença de autores com origem africana, talvez a maior na história da Flip, como a Leila Slimani, a Isabela Figueiredo e o Alain Mabanckou.

P. E por que a escolha de Hilda Hilst, autora tão diferente do último homenageado, Lima Barreto?

R. Quando terminou a última Flip e eu fui convidada para voltar a ser curadora, eu disse que para mim só faria sentido se a homenageada fosse uma mulher. Eu tinha dois ou três nomes em vista e um deles era a Hilda. No caso do Lima Barreto, ele era visto como um pré-modernista, sendo que, na verdade, ele era um moderno antes do modernismo. No caso da Hilda, ela não se vincula a essa corrente. Tudo que ela começou a fazer não se relacionava com nenhum sistema existente naquele momento no Brasil. Ela fazia as mais variadas leituras de autores de todo o mundo. Ela tinha uma pesquisa, por exemplo, com filosofia e física. Ela construiu uma obra única e é uma autora que fica de fora desse cânone por não se encaixar em uma linhagem por quem lia ou por quem estudava esses autores. É, enfim, uma autora que vem alargar nosso horizonte de leituras.

P. E ela sempre foi tachada como uma escritora hermética também.

R. É verdade, só que a sensação é de que os leitores de hoje estão também cada vez mais abertos ao texto dela. É uma obra completa que tem esse frescor e que nos leva a debater outras questões importantes também neste momento. Eu lembro que quando a Hilda Hilst foi anunciada como homenageada, estava acontecendo aquele momento de debate sobre a exposição Queermuseu. De imediato, as pessoas lembraram de O Caderno Rosa de Lori Lamby [um dos últimos livros da autora que, em forma de diário, conta a história de uma menina que, com apenas oito anos e incentivada por sua mãe, passa a se prostituir] e ficaram pensando na repercussão que a escolha da Hilda traria num ambiente como esse. Isso porque a literatura dela causa incômodos, faz você refletir e não se enquadra em certas expectativas do que deve e do que não deve ser retratado na arte. A Hilda bagunçava um poucos as expectativas.

P. Outra marca da edição passada foi a presença de pequenas e médias editoras seja na programação oficial, seja em eventos paralelos. E a sensação para quem acompanha o mercado editorial é de que no último ano houve um crescimento dessas editoras. Acha que foi um efeito da Flip?

R. Talvez isso seja resultado do efeito da Flip, talvez do efeito do momento político. A verdade é que apareceram muito mais eventos relacionados a pequenas editoras. Teria que quantificar melhor, mas eu tenho essa impressão de que aumentou muito. A presença de mais de vinte casas parceiras da Flip que vão oferecer uma programação paralela neste ano é um indicativo disso para mim. Também acredito que o sucesso delas é dado pelo nicho em que elas estão. Quer dizer, o editor e a editora que mais estiverem conectados com o leitor que eles querem atender vai ser mais bem sucedido. As pequenas e médias precisam ter certa criatividade de onde vender e como vender. Além de usar bastante a internet para divulgar e fazer um trabalho de encontrar veículos que estejam abertos a resenhar os livros.

P. Há muitos autores convidados que nasceram em um país, mas fizeram sua carreira e foram publicados em outros. É só uma coincidência?

R. Mais ou menos, porque os autores acabam tendo que fazer este caminho: os livros deles fazem sucesso depois de terem sido publicados por uma editora americana ou europeia. Assim, quando eu vou procurar esses escritores, eles já estão vivendo fora de seus países de origem. No caso da literatura de língua portuguesa, por exemplo, isso fica muito claro. Os escritores de São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, acabam sendo editados em Portugal primeiro.

P. E o que você gostaria de corrigir e o que gostaria que se repetisse nesta edição da Flip?

R. Primeiro pelo que vamos corrigir. No ano passado foram 46 autores e este ano serão 33, além disso, teremos menos quatro mesas. Para a curadoria, claro, é ruim ter menos escritores, mas, ao mesmo tempo, acho que para a programação principal acabou sendo melhor, assim há mais respiro. O que eu gostaria que se repetisse é essa vibração que teve no ano passado. Você tinha a sensação de que alguma coisa diferente e importante estava acontecendo. Eu queria muito que isso acontecesse de novo e acho que vai acontecer, mas de outra maneira. A Hilda era uma autora muito interessante, muito surpreendente e acho que esse clima hilstiano já está no ar.

El País


Exposição, mesas literárias e programação musical do Museu da Língua Portuguesa na FLIP

O Museu da Língua Portuguesa, em reconstrução em São Paulo, participa da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) pelo segundo ano consecutivo, com ampla programação educativa e cultural. A maior festa literária no Rio traz mais uma vez escritores portugueses, e tem expectativa de receber entre 15 e 20 mil pessoas na cidade.

Na Casa da Cultura, no Centro Histórico de Paraty, o Museu exibe pela primeira vez no Brasil a exposição “A Língua Portuguesa em Nós”, formada a partir de seu acervo e que atualmente percorre Cabo Verde e Angola, e chega em agosto a Moçambique. A 16ª Flip será realizada entre os dias 25 e 29 de julho de 2018.

O Museu também se inspira no reconhecimento de Paraty como Cidade Criativa da Gastronomia, título concedido pela Unesco em 2017, para promover duas mesas literárias na Casa da Cultura, que tratam da relação entre literatura e culinária, e uma ação que se estende por toda a cidade: a criação do menu Museu da Língua Portuguesa, adotado por 25 restaurantes de Paraty que vão criar pratos inspirados na culinária dos países onde se fala português e harmonizá-lo com um livro do país ao qual o prato se refere.

A agenda cultural do Museu da Língua Portuguesa na Flip contempla também apresentações musicais de artistas atuantes em Paraty, com ritmos africanos e afro-brasileiros. Além dos espaços da Casa da Cultura, no sábado (dia 28/7), no Auditório da Praça, o sarau “Inculta e Bela” – com a participação dos atores Ricardo Pereira, Betty Gofman e Julia Lemmertz – faz um passeio afetivo pelo nosso idioma, com uma seleção atemporal de autores de língua portuguesa, que homenageia também os 20 anos do Prêmio Nobel concedido ao escritor português José Saramago.

A participação do Museu da Língua Portuguesa na Flip é uma parceria da Fundação Roberto Marinho, Governo do Estado de São Paulo e Ministério das Relações Exteriores, com patrocínio da EDP, Grupo Globo e Itaú Cultural e apoio do Governo Federal, por meio da lei federal de incentivo à cultura.

Cápsula de sotaques da exposição, na Casa da Cultura

Com consultoria de conteúdo do compositor, escritor e professor de literatura José Miguel Wisnik, a exposição “A Língua Portuguesa em Nós” faz um passeio pela presença da língua portuguesa no mundo, o contato com outras línguas e a participação do idioma na formação cultural brasileira. Na área Culturas, dois filmes originais do Museu da Língua Portuguesa – Música e Culinária – abordam a relação entre idioma e identidades. A exposição itinerante percorre atualmente Cabo Verde e Angola e chega a Moçambique em agosto.

Em Paraty, o conteúdo ganhou um módulo especial a respeito da gastronomia local. Cidade importante no período colonial, Paraty ficou isolada após o ciclo da mineração, até ser redescoberta pelo turismo nos anos 1970, o que lhe permitiu manter sua identidade cultural, como uma cozinha paratiense autêntica, com influência caiçara e canavieira.

O visitante da exposição é também convidado a fazer parte do Museu da Língua Portuguesa. Na cápsula de coleta dos falares, o público pode gravar um depoimento, que será incorporado ao Museu (com conclusão de reconstrução prevista para 2019). O objetivo é formar um mosaico de sotaques e falares do idioma em diversas partes do mundo. Na Flip, poderão ser vistos os registros já feitos na exposição em Cabo Verde e Angola e que vão enriquecer o Museu com sotaques de países da África. A exposição permanece em cartaz na Casa da Cultura até dia 2 setembro.

Mesas literárias debatem entrelaçamento de literatura e gastronomia

Com curadoria da jornalista Mirna Queiroz, editora da Revista Pessoa, o Museu promove duas mesas literárias na Casa da Cultura. Quinta-feira (26), às 16h, “Literatura é para comer” debate como a gastronomia e literatura se entrelaçam. Com mediação da jornalista Mariana Filgueiras, os convidados são os escritores João Carrascoza, autor de mais de 30 livros, como “Hotel Solidão”; Alexandre Staut, autor de livros como “Banquete com índios e outras histórias da gastronomia brasileira”, sobre a formação e a história da gastronomia nacional; e Júlia Hansen, poeta com livros publicados em Portugal e no Brasil.

Já na sexta-feira, também às 16h, a mesa “Tratados afetivos” fala sobre a relação da culinária com lugares e épocas e discute a construção da identidade e da memória. A conversa vai reunir os escritores Geovani Martins, autor carioca revelado na elogiada coletânea de contos “O Sol na Cabeça”; Isabela Figueiredo, moçambicana radicada em Portugal, autora de livros como “A Gorda”; e Marcelo Maluf, que assina títulos como “A imensidão íntima dos carneiros”, entre outros. A mediação é da especialista em Teoria Literária Luciana Araujo Marques.

Já o sarau “Inculta e Bela” vai ocupar o Auditório da Praça (em frente à Praça da Matriz) no sábado, 28/7, às 22h. No encontro literário, os atores Ricardo Pereira, Betty Gofman e Julia Lemmertz costuram trechos de autores de língua portuguesa das mais diversas épocas e estilos – de Fernando Pessoa a MC Marcinho, passando por Caetano Veloso e Carlos Drummond de Andrade – e homenageia os 20 anos do Nobel de Literatura conquistado pelo português José Saramago.

Pratos inspirados na culinária de países onde se fala português

O Menu Museu da Língua Portuguesa, parceria com a Prefeitura de Paraty, leva a cultura e a gastronomia dos países de língua portuguesa para a cidade e arredores. São 25 restaurantes participantes do roteiro e cada um vai preparar sua versão autoral para um prato típico de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe ou Timor-Leste. São pratos como o muzonguê (espécie de caldo de peixe com batata doce e aipim, típico de Angola), espetada de camarão (especialidade de Moçambique), arroz de pato (receita trazida de Portugal) e moqueca de legumes (adaptação do prato brasileiro).

O visitante que provar o prato também poderá ganhar um livro representativo da literatura do respectivo país, de clássicos como Clarice Lispector a novos nomes como o angolano Ondjaki. Veja a relação completa dos restaurantes em http://museudalinguaportuguesa.org.br/

“A programação do Museu da Língua Portuguesa na Flip é um convite ao diálogo, à troca. A partir do “Nós” do título da exposição, falamos de culturas, identidades e memórias. O “nós” como pronome que nos define como falantes da língua portuguesa; os nós que remetem às grandes navegações marítimas, os nós de união de todos os países que falam português e também os nós de embaraço nessas relações, que existem e precisam ser superados”, analisa Hugo Barreto, secretário geral da Fundação Roberto Marinho.

“Contar com um equipamento como o Museu da Língua Portuguesa é, para a Secretaria da Cultura do estado, uma das mais importantes e acertadas definições sobre política cultural. Participar da 16ª Flip com a itinerância da exposição ‘Língua Portuguesa em Nós’ é uma oportunidade única”, afirma o secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Romildo Campello.

“O Museu da Língua Portuguesa acerta em cheio ao escolher a exposição ‘A Língua Portuguesa em Nós’ e a gastronomia dos diferentes países que falam o português para integrar a sua programação na Flip, um polo incentivador do livro, da leitura, dos idiomas”, diz o diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron.

Primeiro museu no mundo totalmente dedicado a um idioma, o Museu da Língua Portuguesa foi inaugurado na Estação da Luz, prédio-símbolo de São Paulo, em 2006. Em quase dez anos de funcionamento recebeu aproximadamente 4 milhões de visitantes. O Museu da Língua Portuguesa é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, concebido e realizado em parceria com a Fundação Roberto Marinho, e atualmente concluiu a reconstrução da sua cobertura.

SERVIÇO:
PROGRAMAÇÃO DO MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA NA 16ª FLIP
Exposição “A Língua Portuguesa em Nós”

O Museu da Língua Portuguesa, em reconstrução em São Paulo, está na Flip pelo segundo ano, com ações educativas e culturais. A exposição “Língua Portuguesa em Nós” apresenta nossa língua no mundo e seu papel na formação cultural brasileira, em especial na música e na culinária. Os visitantes são convidados a registrar sua fala e seus sotaques, que farão parte do acervo do Museu. Em parceria com o Itamaraty, a mostra está sendo realizada também em Cabo Verde, Angola e Moçambique.

Local/Horário: Salão Nobre da Casa da Cultura. Rua Dona Geralda, 194. Centro Histórico, Paraty.

De 26/7 (quinta-feira) a 29/7 (domingo), das 10h às 22h. Horário especial durante a Flip.

A partir de 31/7: de terça-feira a sábado, das 10h às 22h, e dom, das 10h às 16h.

Em cartaz até 2/9.

Mesa Literária “Literatura é para comer”

Como a gastronomia é representada na literatura, como forja a linguagem literária e quais elos essas duas texturas sustentam entre os países de língua portuguesa

PARTICIPANTES

João Carrascoza: Autor de mais de 30 livros, recebeu alguns dos principais prêmios literários do país, como o Jabuti e o da Fundação Biblioteca Nacional.

Alexandre Staut: Jornalista e cronista, é autor de livros como “Banquete com índios e outras histórias da gastronomia brasileira”, sobre a formação e a história da gastronomia nacional.

Júlia Hansen: Poeta, autora de livros publicados em Portugal e no Brasil, o mais recente “Seiva veneno ou fruto”

MEDIAÇÃO

Mariana Filgueiras, jornalista cultural

Local/Horário:

Salão Nobre da Casa da Cultura. Quinta-feira, 26/07, às 16h

Mesa Literária “Tratados afetivos”

Da relação da culinária com vínculos familiares, com lugares e épocas, com tratados afetivos ou de interdição, propomos discutir a construção da identidade e da memória.

PARTICIPANTES

Isabela Figueiredo: Jornalista e escritora, nascida em Moçambique e radicada em Portugal. Seu mais recente livro é “A Gorda”, publicado em 2016.

Marcelo Maluf: Escritor e professor de criação literária, autor de livros como “A imensidão íntima dos carneiros”, finalista dos prêmios Jabuti e APCA e vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura.

Geovani Martins: Autor da coletânea de contos “O Sol na Cabeça”, seu primeiro livro, que, antes mesmo da publicação, já havia sido vendido para editoras de nove países.

MEDIAÇÃO

Luciana Araujo Marques: Mestre em Teoria Literária (USP) e doutoranda em Teoria e História Literária (Unicamp)

Local/Horário:

Salão Nobre da Casa da Cultura. Sexta-feira, 27/07, às 16h

APRESENTAÇÕES MUSICAIS

Grupo Brasa

Grupo de percussão que desde 2017 trabalha a fusão de ritmos africanos e afro-brasileiros.

Local/Horário: Cortejo da Igreja do Rosário até o pátio da Casa da Cultura. Quinta-feira, 26/07, às 19h30 (início do cortejo)

Samba da Bênção Paraty

Formado por músicos da cidade, o grupo adotou a Praça da Matriz para promover, toda segunda-feira, um movimento musical. Através das rodas de samba, busca aproximar moradores e visitantes. O repertório conta com samba de raiz, samba de roda, samba-reggae, partido alto e ijexá.

Local/Horário: Pátio da Casa da Cultura. Sexta-feira, 27/07, às 21h

As Iyagbás apresentam “Awò”

O repertório do espetáculo “Awò” é composto de canções autorais inspiradas em contos yorubás, cultuados no candomblé Ketu, que saúdam cada Orixá. O espetáculo aborda os aspectos essencialmente artísticos dos ritos de matriz africana, buscando valorizar e afirmar a ancestralidade e as tradições africanas. Com uma musicalidade tradicional de voz e percussão, AWÒ traz ritmos populares como coco de roda, boi de matraca, maracatu, samba de roda e baião.

Local/Horário: Pátio da Casa da Cultura. Sábado, 28/07, às 20h

Sarau “Inculta e Bela”

Um passeio afetivo pelo nosso idioma, com uma seleção atemporal de autores de língua portuguesa, que homenageia também os 20 anos do Prêmio Nobel concedido a José Saramago.

Local/Horário: Auditório da Praça (em frente à Praça da Matriz). Dia 28/07, às 22h

Menu Museu da Língua Portuguesa

Para comemorar o reconhecimento de Paraty, pela Unesco, como Cidade Criativa da Gastronomia, o Museu da Língua Portuguesa propôs a criação de um menu do nosso idioma: cada restaurante participante, na cidade, vai elaborar um prato inspirado na culinária de um país onde se fala português.

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