Brasil: el gobierno envía militares a la frontera con Venezuela ante el éxodo migratorio

Brasil envía tropas militares a frontera con Venezuela

El Ministerio de Seguridad Pública de Brasil informó que unos 60 agentes de la Fuerza Nacional fueron trasladados a la frontera con Venezuela, especialmente para dirigirse al municipio brasileño de Pacaraima, en el estado de Roraima.

Mediante un comunicado, el Ministerio anunció el traslado de los 60 agentes que llegaron a la base aérea de Boa Vista a bordo de un avión C-130 de la Fuerza Aérea Brasileña (FAB) que se dirigieron a Pacaraima, ciudad fronteriza con Venezuela.

Ahora un total de 120 militares y 26 voluntarios se encuentran desplegados en Pacaraima, luego que este fin de semana un grupo de residentes quemara a un campamento de ciudadanos venezolanos que se encontraban en el lugar.

Según informó la agencia AFP, el Gobierno de facto de Michel Temer convocó una reunión de emergencia con su gabinete para abordar la situación.

Las autoridades brasileñas indicaron que el objetivo de la Fuerza Nacional será mantener la seguridad en la ciudad y combatir el tráfico internacional de drogas y armas en la frontera.

Ante los hechos ocurridos contra los venezolanos, la Cancillería emitió un comunicado para exigirle a las autoridades brasileñas para que garanticen la seguridad de las familias migrantes.

Brasil no descarta cerrar su frontera con Venezuela

El ministro de la Secretaría de Gobierno de Brasil, Carlos Marun, indicó que no han descartado cerrar la frontera con Venezuela en Pacaraima.

Marun señaló que ven como obstáculo cerrarla ante los tratados internacionales que se han firmado.

Destacó que no tomarán una decisión sin evaluar la situación en Pacaraima, donde el fin de semana unos residentes atacaron y quemaron las pertenencias de migrantes venezolanos.

TeleSur


Militares brasileiros reforçam segurança na fronteira com a Venezuela

O presidente brasileiro Michel Temer anunciou esta segunda-feira o envio de reforços militares para o estado de Roraima, que faz fronteira com a Venezuela, depois dos violentos confrontos entre populares brasileiros e imigrantes venezuelanos que fogem da fome e da ditadura de Nicolás Maduro.

No fim de semana, após um assalto a um comerciante brasileiro atribuído a refugiados venezuelanos, dezenas de moradores atacaram e incendiaram os dois maiores campos de refugiados de Pacaraima, a cidade mais perto da fronteira com a Venezuela e por onde têm entrado milhares de famílias que fogem da crise e violência no país vizinho.

Mais de 1200 venezuelanos que tinham procurado refúgio no Brasil fugiram apavorados para a cidade de Santa Helena, já na Venezuela, onde hostilizaram brasileiros e vandalizaram carros com matrícula do Brasil.

Esta segunda-feira, o clima em Pacaraima era mais calmo, mas a tensão entre brasileiros e venezuelanos continuava.

Nos últimos meses, várias casas que alojam refugiados da Venezuela foram atacadas e incendiadas por brasileiros, e outros refugiados foram atacados e insultados nas praças e ruas onde se aglomeram por falta de vagas nos abrigos.

Os brasileiros queixam-se de que o elevado número de refugiados lota os serviços de saúde e tira os poucos empregos que existem.

A governadora do estado, que já chegou a pedir o encerramento da fronteira, denunciou esta segunda-feira que há mais de um ano que pede em vão a ajuda do governo.

Reconversão tira cinco zeros ao bolívar

A Venezuela tem desde esta segunda-feira duas novas moedas, o Bolívar Soberano e o Petro, numa reconversão monetária que visa aliviar a inflação galopante.

A primeira, que substitui o atual Bolívar Forte, corta cinco zeros ao valor da anterior moeda, ao passo que a segunda é uma criptomoeda que passa a ser de uso obrigatório em todas as transações da petrolífera estatal e que equivale a 3600 Bolívares Soberanos.

Será igualmente usada como indexante para fixar o valor do salário mínimo e o preço dos produtos essenciais.

CM Jornal


Temer convoca reunião ministerial para discutir situação de venezuelanos

O presidente Michel Temer (MDB) convocou uma reunião entre seus principais ministros para a tarde desta segunda-feira, 20, com o objetivo de discutir soluções para o conflito entre brasileiros e venezuelanos em Roraima, iniciado no último sábado.

Foram convocados os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), general Joaquim Silva e Luna (Defesa), Moreira Franco (Minas e Energia), Edson Duarte (Meio Ambiente), Gustavo Rocha (Direitos Humanos), Carlos Marun (Governo), general Sérgio Etchegoyen (Segurança Institucional), Grace Mendonça (Advocacia-Geral da União), Esteves Colnago (Planejamento), Rossieli Soares (Educação) e Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia), além dos secretários-executivos Gilson Libório (Justiça), Marcos Galvão (Relações Exteriores), Luís Carlos Cazetta (Segurança Pública).

Também foram chamados os presidentes da Funai, Wallace Bastos, do Ibama, Suely Guimarães, e da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, o diretor de saneamento da Caixa, Antônio Gil da Silveira, e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB), que é senador por Roraima.

Em uma primeira reunião, de cerca de cinco horas no domingo, Temer decidiu enviar 120 homens da Força Nacional e 36 voluntários do Ministério da Saúde. O envio ainda não tem data definida, mas já foi acertado que será feito em duas levas de sessenta homens, totalizando 151, com os 31 que já estão na cidade de Pacaraima, próximo à fronteira com a Venezuela, onde o conflito se iniciou.

As primeiras propostas são a construção de dez abrigos definitivos para imigrantes, um abrigo de transição na fronteira, com atendimento humanitário que facilite a interiorização e reduza o número de pessoas nas ruas. Ainda, com o Ministério de Minas e Energia e a Eletrobras, serão intensificadas as negociações para a construção de um “linhão” que integre o sistema elétrico de Roraima com o do restante do Brasil e afaste o risco de desabastecimento, uma vez que, hoje, o estado depende da Venezuela nesse segmento.

Em nota, a Presidência da República disse que governo federal “está comprometido com a proteção da integridade de brasileiros e venezuelanos” e que o Itamaraty está em contato com as autoridades venezuelanas. O Exército estima que 1.200 imigrantes tenham retornado à Venezuela até o momento. Empresários e comerciantes locais estimam em 3.000 pessoas.

Conflito

A revolta deste sábado começou em decorrência do assalto a um dos moradores de Pacaraima, o comerciante Raimundo Nonato de Oliveira, de 55 anos, que teve a casa invadida e foi espancado durante um assalto que teria sido praticado por quatro venezuelanos. Atingido na cabeça, o homem foi levado para uma hospital da capital, Boa Vista, por causa dos ferimentos.

Brasileiros organizaram uma manifestação contra a entrada de venezuelanos no país, mas o protesto resultou em atos de violência contra os refugiados. Agressões físicas foram registradas e as tendas onde os estrangeiros estavam abrigados foram destruídas.

Vídeos que circulam pelas redes sociais mostram brasileiros ateando fogo a pilhas com objetos dos acampamentos montados pelos venezuelanos. Eles cantavam o Hino Nacional enquanto vandalizavam os centros de acolhida de imigrantes. Também há imagens de moradores que se desentenderam com policiais venezuelanos na região fronteiriça. Guardas armados aparecem no território do país vizinho pedindo calma a um grupo que disparava insultos e provocações.

O intenso fluxo migratório se dá em razão da crise humanitária que vive a Venezuela. Além da violenta repressão empreendida pela ditadura de Nicolás Maduro, o país sofre graves problemas econômicos, registrando uma hiperinflação e o desabastecimento de produtos básicos dos supermercados.

Veja


OEA convoca a reunión para tratar crisis humanitaria de Venezuela

La Organización de Estados Americanos (OEA) y la ONU lanzaron ayer propuestas para abordar la ola migratoria que afecta a los venezolanos.

Luis Almagro, secretario general de OEA, solicitó al Consejo Permanente del organismo una “reunión urgente” con el objetivo de tratar la crisis migratoria.

El representante solicitó que se realice en un lapso de dos semanas y que tenga como objetivo ayudar a los venezolanos que huyen de la crisis a otros países de la región.

A su vez, enfatizó que los países que reciben a los inmigrantes han hecho un esfuerzo que debe ser reconocido y apoyado por el organismo.

Mientras que la ONU pidió a que se respeten los derechos de los venezolanos que huyen del país y que sean tratados con dignidad en las naciones de acogida.

“Es importante que aquellos que escapan de la violencia y que aquellos que huyen para salvar sus vidas reciban sus derechos y sean tratados con dignidad”, aseguró el portavoz Eane Dujarric, según publicó el diario venezolano El Universal.

Estos llamados aparecen en momentos que Perú y Ecuador han adoptado la decisión de pedir pasaporte a los ciudadanos venezolanos.

Organismos de defensa de derechos humanos consideran que en esta oleada de venezolanos que intentan por estos días entrar a Ecuador y Perú son personas de escasos recursos, que llevan viajando varias semanas, a expensas de ayudas que encuentran en el camino.

“Estamos huyendo de un país sin futuro, volvernos para atrás es morir, no tenemos opción”, dijo un venezolano entrevistado por la cadena CNN, que constató cómo decenas entran por las vías, sin regularizar su situación.

Hasta el momento, tras fuertes críticas de organismos de defensa de los derechos, el Gobierno solo ha flexibilizado el ingreso sin pasaporte de niños y adolescentes que lleguen con sus padres que tengan este documento.

Quienes no poseen estos documentos se están negando a volver a Venezuela. Adriani Blanco dijo que vendió todo para armar el viaje a Perú. Otros como Francisco Loyola adujeron que salieron porque la economía está destruida. “Los medicamentos, no hay educación, hay hambre”, señaló.

El Universo