Segundo debate de los candidatos a presidente sin Lula

Sin Lula presente, la corrupción y el desempleo fueron los ejes del segundo debate presidencial en Brasil

Los candidatos a la Presidencia de Brasil coincidieron hoy en la necesidad de combatir la corrupción y el desempleo, cambiar el sistema político y acabar con los privilegios durante su segundo debate televisivo, en el que el gran ausente volvió a ser el ex mandatario Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula, quien lidera los sondeos de intención de voto con un 30 %, tampoco pudo participar en este debate, ya que, de nuevo, la justicia se lo impidió.

El ex jefe de Estado está preso desde el pasado 7 de abril, condenado a doce años por corrupción, y pese a esa situación y a que está virtualmente inhabilitado fue inscrito esta semana como candidato del Partido de los Trabajadores (PT) para las elecciones del 7 de octubre.

Los organizadores del debate quisieron dejar el podio de Lula presente aunque estuviera vacío, pero la mayoría de los candidatos prefirió que fuera retirado del escenario, salvo el candidato de izquierda Guilherme Boulos, aspirante a la Presidencia por el Partido Socialismo y Libertad (PSOL) y amigo personal de Lula.

El combate a la corrupción y al desempleo fueron los ejes centrales abordados por los candidatos durante los primeros bloques del debate y varios de ellos aprovecharon la discusión para presentar sus propuestas sobre estos temas.

El candidato del Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB), Geraldo Alckmin, propuso reducir el tamaño del estado y darle prioridad a las inversiones para generar empleo, mientras que la líder ecologista Marina Silva, de Red Sustentabilidad, defendió proyectos ambientales como el turismo ecológico y la energía solar para enfrentar el problema.

Alvaro Dias, candidato por el partido Podemos, señaló que es necesaria una reforma tributaria que le permita a las empresas generar empleo y el exministro de Hacienda y candidato por el partido de Gobierno, el Movimiento Democrático Brasileño (MDB), Henrique Meirelles, dijo que el desempleo se combate haciendo que el país crezca.

El laborista Ciro Gomes, del Partido Democrático Laborista (PDT), dijo que en caso de vencer las elecciones luchará por medidas que permitan la supervivencia de las empresas, principalmente las industriales, a las que consideran como las grandes generadoras de empleo.

De acuerdo con las encuestas, en un escenario sin Lula, que es el líder aislado en la intención de voto, el favorito es el ultraderechista Jair Bolsonaro, con cerca del 17 %, a quien escoltan Marina Silva (13 %), Ciro Gomes (8 %) y Geraldo Alckmin (6 %), mientras que el resto de los aspirantes no llega al 2 %.

Clarín


Oito presidenciáveis discutem propostas de governo no segundo debate da campanha eleitoral de 2018

Oito candidatos à Presidência da República participaram na noite desta sexta-feira (17) de um debate na RedeTV!.

O debate durou 2 horas e 15 minutos e terminou na madrugada deste sábado (18). É o segundo da eleição 2018 – o primeiro foi no último 10, na TV Bandeirantes.

Participaram os presidenciáveis Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT).

Antes do início do debate, os mediadores informaram que um púlpito estava reservado ao candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba. A defesa do ex-presidente pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorização para a participação dele, mas o pedido foi rejeitado. Segundo os mediadores, em razão da ausência, o púlpito reservado a Lula foi retirado, por decisão da maioria dos candidatos – a exceção foi Guilherme Boulos (PSOL).

Durante o encontro, os postulantes apresentaram propostas sobre emprego, educação, segurança pública, entre outros temas.

O debate foi dividido em quatro blocos:

  • Primeiro bloco: os candidatos responderam às seguintes perguntas: “Por que o senhor (a) quer ser presidente?” e “O que é preciso mudar no combate à corrupção?”. Depois, deram respostas a questionamentos de telespectadores e fizeram perguntas uns aos outros.
  • Segundo bloco: perguntas de jornalistas da RedeTV! e da revista ‘IstoÉ’.
  • Terceiro bloco: perguntas entre candidatos.
  • Quarto bloco: considerações finais.

Propostas

Conheça abaixo as falas na íntegra sobre propostas apresentadas pelos candidatos em resposta a perguntas que receberam durante o debate. O tempo de resposta variou de 45 segundos a 1 minuto.

Cabo Daciolo (Patriota)

Fala de abertura – “Glória a Deus. Boa noite à nação brasileira. Eu vou ser o presidente da República e vou levar a nação brasileira a clamar ao Senhor. Não esperem nada de homens, a solução para a nação brasileira chama-se Jesus Cristo. Eu não estou aqui pregando religião para ninguém, eu estou falando de amor. Eu quero que você que está me ouvindo tenha fé, esperança e amor. Para acabarmos com essa corrupção, nós vamos entrar logo com uma reforma política e tirar os verdadeiros bandidos da nação. Estão lá dentro do Congresso Nacional, representados por muitos aqui, olha o quadro ali à nossa frente, são todos amiguinhos. Não tem inimigo ali não. Nós vamos pegar um por um. Para honra e glória do senhor Jesus.”

Segurança pública – “Dia 1º de janeiro de 2019 vamos estar com Cabo Daciolo sentado na cadeira de presidente e você vai poder andar em paz. Vamos valorizar os profissionais da segurança pública, vamos cuidar das fronteiras, trabalhar em cima de prevenção. Toda guerra civil é proposital. As armas já chegaram, o momento é para parar munições. É simples. O problema é que nossas rodovias estão desguarnecidas. Deveríamos ter 15 mil policiais federais, mas hoje temos 8 mil. Nas fronteiras, não temos 11 mil militares das Forças Armadas cuidando. Por lá entram drogas, armamento, mas quem lucra com isso e quem quer isso? O poder, os políticos. Eles lucram com isso. A Rocinha tem lucro de 10 milhões e tem sempre um engravatado por trás disso.”

Liberação das drogas e aborto – “Nação brasileira, sou contra, sou contra a liberação do aborto, sou contra a liberação das drogas no Brasil. E um homem e uma mulher de Deus, independente da religião, a sua palavra tem que ser sim, sim, e não, não. A palavra de Deus nos revela e nos ensina, para todos que estão aqui e para todos que estão nos ouvindo, que antes de você ser gerado no ventre da sua mãe, você já era um escolhido. Antes de você nascer, você já estava separado, então eu sou totalmente contra o aborto e sou contra a liberação da droga no nosso país.”

Greve dos caminhoneiros – “Nação brasileira, no nosso governo, não vai ocorrer o que acontece nos governos que passaram pelo Brasil até o momento. Porque o nosso governo vai dialogar com o povo. O nosso governo vai ouvir as necessidades do povo. Foi falado aqui da greve dos caminhoneiros. Nós estivemos lá. Em momento algum os caminhoneiros estavam parando as vias. Eles só queriam ser ouvidos e eles não foram ouvidos pelo governo atual, infelizmente. Queriam a redução do combustível, do gás de cozinha, do diesel, vai ser reduzido. Pode esperar. Aguardem, no primeiro mês, nós vamos reduzir o combustível no Brasil e também o gás de cozinha. Quanto aos bombeiros militares, quero deixar bem claro que os bombeiros militares do Rio de Janeiro nunca fizeram greve. Nunca fizeram greve. Nós simplesmente nos ausentamos do estado. Eu sou bombeiro guarda-vida, todos os militares estavam na areia. Só que sem a camisa. A camisa de guarda-vida, porque o estado… (acabou o tempo).”

Emprego – “População brasileira, nação brasileira, um dos grandes vilões da nação são os banqueiros. Banqueiros têm lucros exorbitantes de bilhões todos os anos dentro da nação. Nós vamos reduzir impostos e reduzir juros. Isso é um fato verdadeiro. A partir desse momento você entra com investimento. Porque dinheiro é o que mais tem neste país. Não acredite quando falam que tem crise financeira na nação, porque não existe crise financeira na nação brasileira. Então, nós vamos investir com dinheiro que existe na nação, vamos preparar os nossos jovens, colocando a educação, ciências, tecnologia, inovação, institutos federais. E vamos caminhar e levar todos para o mercado de trabalho. E quero dizer e deixar bem claro. Na primeira semana, vamos adorar o Senhor. Na segunda semana, haverá um pronunciamento e vai ser: ‘Todos desempregados do Brasil, compareçam à unidade militar mais próxima da sua residência’.”

Considerações finais – “Glória, glória a Deus. Eu sirvo a um Deus das causas impossíveis. É o Deus que diz: ‘Tudo que você pedir em oração, se você crer, você vai receber’. E eu creio que eu vou ser o futuro presidente da República. Eu quero dizer a você que está me ouvindo, você que no passado, na última eleição, mais de 37 milhões de brasileiros que votaram nulo, branco e abstenção, nos dê uma oportunidade. Nos dê uma oportunidade e você vai ver que a palavra de Deus é verdadeira. Quando o justo governa, o povo se alegra. Toda honra, toda a glória sejam dadas ao nosso senhor Jesus Cristo. Juntos somos fortes. Nenhum passo daremos atrás. E Deus está no controle. Glória.”

Jair Bolsonaro (PSL)

Fala de abertura – “Quero ser candidato a presidente da República porque o Brasil precisa de um candidato honesto, patriota, que crê em Deus e afaste de vez o fantasma do comunismo. Só há uma maneira de combater a corrupção no Brasil: elegermos um presidente de forma isenta, um presidente que não negocie ministérios, estatais e bancos públicos, porque aí estão o foco da corrupção, que têm levado o Estado, inclusive, à ineficiência. Por isso não temos saúde, educação e segurança, exatamente por causa das indicações políticas, que têm que deixar de existir em nosso Brasil. O presidente tem que escolher os melhores para compor o seu time de ministros.”

Educação – “A educação infantil é a base para a educação final. Nas escolas, hoje em dia, o que se aprende? Ideologia de gênero, partidarização, análise crítica das questões apenas, nada mais além disso. No meu tempo, você tinha física, química, matemática, geografia, história, educação moral e cívica. Isso não tem mais. Retiraram também do professor a sua autoridade dentro de sala de aula. O professor hoje em dia, conforme pesquisa aqui em São Paulo, em muitas escolas, está mais preocupado em não apanhar do que ensinar. Como exemplo, nós temos para isso, é fazer em grande parte das escolas do ensino fundamental, a militarização dessas escolas, ou seja, colocar diretores vindos do meio militar para que possa, via disciplina e hierarquia, essa garotada aprender algo para o futuro, diferente do que é ensinado hoje em dia.”

Déficit público e pagamento da dívida pública – “Cabe, sim, ao presidente da República. São números absurdos, os meus economistas dizem que tem solução, mas será muito difícil atender à meta. Propostas: redução do tamanho do Estado, privatizações, abrir o comércio com o mundo todo, deixar de lado o viés ideológico, facilitar vida de quem quer abrir empresa no Brasil – porque é um sacrifício abrir empresa no Brasil, quantidade de papeis é absurda – diminuir encargos trabalhistas e fazer com que empregados e patrões sejam amigos e não inimigos e deixemos de assistir a essa briga enorme nos tribunais tendo em vista a legislação, a CLT.”

Considerações finais – “Primeiro, quero agradecer a Deus pela oportunidade e, se esta for a missão dele, com toda certeza nós a bem cumpriremos. O Brasil precisa de um presidente honesto, patriota, que respeite a família, honre as crianças em sala de aula, afaste de vez o fantasma do comunismo, ataque o Foro de São Paulo. Um país que una a todos, independentemente de sua opção, cor de pele ou região. Juntos, podemos fazer um Brasil diferente e melhor para todos. Meu muito obrigado a todos e boa noite.”

Guilherme Boulos (PSOL)

Fala de abertura – “Talvez muitos estejam me vendo pela primeira vez. Eu sou candidato a presidente do Brasil porque eu estou indignado como você. Política para mim não é carreira, é desafio. Quero ser presidente para enfrentar os privilégios, porque hoje o Brasil é como se fosse uma corrida de 100 metros em que alguns começam 60 metros na frente. Não dá mais para ser assim. Eu quero ser presidente para acabar com a esculhambação que virou esse sistema político e o toma-lá-dá-cá. Eu quero ser presidente para tirar o Brasil da crise. Hoje eu vou apresentar propostas concretas de como nós vamos fazer isso, propostas de quem tem coragem para mudar o Brasil.”

Pré-sal e Petrobras – “Eu concordo integralmente com a opinião do eleitor. O pré-sal, o petróleo é uma riqueza nacional. Lamentavelmente, o governo Temer está entregando a Petrobras para as empresas estrangeiras. Nós vamos revogar a entrega do pré-sal para as empresas estrangeiras. Nós vimos isso, agora, de maneira recente, o efeito dessa política de preços que foi aplicada na Petrobras no seu bolso, para cada brasileiro e brasileira. Olha como está o preço do botijão de gás. O botijão de gás subiu mais de 30% só no último ano. E isso está afetando todos os brasileiros. Mais de 1 milhão de pessoas passaram a cozinhar a lenha, voltando ao século 19. Olha o preço da gasolina, do diesel, que gerou a greve dos caminhoneiros, nós vamos reforçar as refinarias, o pré-sal será nosso e fortalecer a Petrobras como empresa pública, com transparência e com controle social, retomando a geração de empregos e garantindo a soberania nacional.”

Urnas eletrônicas – “Olha, Daciolo, e a todos que estão nos assistindo em casa. Primeiro, eu só queria fazer uma correção, aqui. O Henrique Meirelles fez uma insinuação a respeito de trabalho. Quero dizer que eu não sou banqueiro, eu sou professor, escrevo e ganho minha vida honestamente. Luto ao lado dos sem-teto, com muito orgulho, há 17 anos, de quem precisa de casa. Luto com sem-teto, com sem-terra, só não estou junto com sem-vergonha, como alguns aqui estão. Agora, em relação a isso, as urnas eletrônicas são um sistema que internacionalmente não há qualquer tipo de reparo em relação a ele. Eu não tenho porque ter qualquer tipo de questionamento sobre as urnas eletrônicas, mas nós temos que que questionar outras questões da democracia brasileira. Democracia não pode ser apenas apertar um botão a quatro anos na urna e ir embora para a casa. Democracia tem que ser chamar o povo para a decisão. E é isso que estamos dizendo aqui, com plebiscito e referendos. E o nosso primeiro, em 1º janeiro de 2019, é para revogar os atos criminosos do governo Temer contra o povo.”

Velha política’ – “Olha, Daciolo, eu tenho 36 anos de idade. Sou o candidato mais jovem da história do país a concorrer à Presidência da República. Mas, de fato, tem muita gente sem-vergonha na política brasileira. Gente que só cuida dos seus interesses, do seu egoísmo, do seus interesses políticos e partidários e não da maioria do povo brasileiro. E é por isso que nós temos que enfrentar privilégios, é o que nós vamos fazer no nosso governo, sem medo de enfrentar o 1% que está no andar de cima, e governar para os 99%. Vou dar um exemplo aqui de como se financia o Estado hoje no Brasil. Se você tiver uma casa, e for alugar ela, você vai pagar 27,5% de imposto. Agora, se você montar uma imobiliária, você vai alugar 50 casas, e vai pagar 12% de imposto. Agora, se você se associar aqui com candidatos milionários, com Meirelles, com Alckmin, com Bolsonaro, e montar um fundo imobiliário, você vai pagar 1% de imposto. Por isso é que nós vamos fazer uma reforma tributária para que quem tem menos, pague menos, e quem tem mais, pague mais.”

Ciro Gomes (PDT)

Fala de abertura – “Eu acho que o Brasil precisa mudar. Há 13 milhões de nacionais, de patriotas brasileiros como nós desempregados, mais de 32 milhões empurrados para viver de bico e 63 milhões de brasileiros humilhados com nome sujo no SPC. Isso tudo não precisava ser assim. Por isso passei os últimos dois anos organizando um projeto nacional de desenvolvimento que consulta o melhor da inteligência brasileira, que tenha respostas práticas para tudo isso. E entre os capítulos desse projeto nacional de desenvolvimento naturalmente há de ser a mudança na legislação que permita ao Brasil ser mais eficaz.”

Agronegócio – “O emprego é consequência da ativação de quatro motores: consumo das famílias – por isso tenho proposta de resolver o problema do endividamento de 63 milhões de pessoas do SPC; investimento empresarial, que hoje está colapsado por explosivo endividamento; solução da equação das contas públicas, que estão completamente falidas; e celebração de política industrial e de comércio exterior que termine com o genocídio de empresas. O Brasil é o país que mais destrói indústrias no Brasil. Nos últimos três anos, do desmantelo da Dilma para cá, 13 mil indústrias foram fechadas no nosso país, 4 mil delas em São Paulo. E um dos setores que pode ser ativado é agregar valor na agropecuária brasileira. Somos a agricultura e pecuária mais competitiva do mundo, mas importamos do estrangeiro fertilizantes, defensivos agrícolas, importamos a maior parte dos implementos agrícolas e quero política industrial que priorizando o setor agropastoril verticalize a produção industrial deles.”

Política industrial – “Eu quero só – pontuando a nossa discussão, estamos discutindo o futuro do Brasil – dizer que na ponta, no comércio, se cobra muito imposto sobre comida. O que estou dizendo é que lá na produção, especialmente o agronegócio é exportador e não paga nada de imposto. Então não vamos misturar alho com bugalho, e eu também governador isentei a cesta básica, pela primeira vez, acho, no Nordeste. E o PSDB é autor do capítulo tributário da Constituição, é o [senador José] Serra o autor, ele é que determinou essa montanha, e o Fernando Henrique [Cardoso, ex-presidente] explodiu a carga tributária brasileira. Eu fui ministro. A propósito, eu ia pedir direito de resposta para defender um ausente aqui. Quem fez o Plano Real foi Itamar Franco, presidente muito injustiçado. Agora, a questão do Brasil é o seguinte: nenhum país do mundo aceita destruir indústrias como nós. É preciso alinhar o câmbio, que hoje é estimulante do consumismo populista, lá atrás com o Fernando Henrique, depois com a Dilma [Rousseff, ex-presidente], quebramos. E é preciso consertar a questão do financiamento, dos juros. Está terminando o tempo, eu volto em outra hora.”

Considerações finais – “Quero agradecer à RedeTV!, aos jornalistas, o privilégio desta noite. Quero agradecer aos ilustres concorrentes à Presidência da República, quero especialmente agradecer a você, meu irmão, minha irmã, brasileiros de todos os rincões que ficaram conosco até esta hora. Você acha que o Brasil precisa mudar? Nós estamos juntos nesta batalha. Ajudar vocês, aqueles que estão precisando, a tirar o nome do SPC. Gerar 2 milhões de empregos, retomando obras paradas pelo Brasil inteiro. Apostar em creche em tempo integral e em ensino médio profissionalizante em tempo integral, como já temos no Ceará. Esses são alguns dos nossos compromissos. Nós vamos revogar esta vergonha, falando aqui como o Boris Casoy, que é o teto de gastos, que guarda o dinheiro para os banqueiros e proíbe de se investir na agenda do povo.”

Alvaro Dias (Podemos)

Fala de abertura – “A pergunta não é por que, mas para que? Para refundar a república, substituir esse sistema corrupto e incompetente que é a causa dos grandes problemas que estamos vivendo hoje no país, que provocam indignação popular sem precedentes. Refundar a república com reformas fundamentais, para gerar 10 milhões de empregos e fazer o Brasil crescer em média 5% ao ano. Com a Operação Lava Jato se institucionalizando, se transformando na nossa tropa de elite no comabte à corrupção no país, que é a causa maior dos danos causados à economia, ao emprego e ao salário.”

Fechamento de empresas – “Tudo começa com a grande reforma, com ajuste fiscal que vai possibilitar a utilização do crédito a serviço da micro, da pequena e da grande empresa. Porque hoje o governo brasileiro absorve 72% do crédito existente para arrolar a dívida pública. O ajuste fiscal reduz a dívida pública. Melhorar o ambiente de negócios – reforma tributária é a força motora do desenvolvimento -, simplificando, três itens: desburocratização, simplificação, e obviamente investimentos. O Brasil tem três grandes desafios para gerar empregos. O ajuste fiscal, os investimentos e a produtividade. É evidente que melhorar o ambiente de negócios significa não só fazer a reforma tributária, mas também combater a corrupção. A Operação Lava Jato tem que ser grande cabo eleitoral do investimento, da geração de emprego. Porque vai atrair, vai trazer de volta os recursos que foram expulsos do Brasil pela corrupção.”

Como fazer educação integral com corte de despesas – “A falta de dinheiro na educação é bla bla bla. Gastamos, proporcionalmente, mais que os Estados Unidos, que gastam, com educação, 4,5% do PIB e o Brasil, 6% do PIB. Portanto, não falta dinheiro, falta competência, falta planejamento e falta honestidade. Vamos rever os orçamentos. Vamos aplicar como fez Merkel na Alemanha, como fez Obama nos Estados Unidos: um limitador emergencial de despesas com corte de 10%. Evidentemente, não é em todas as áreas. Vamos cortar nas áreas que podem ser cortadas porque são secundárias. Educação, não. Vamos investir fortemente na educação infantil, que é o grande retorno – a cada dólar investido, são 13 dólares de retorno. E vamos investir em ensino integral e foco no ensino técnico, especialmente.”

Saúde e saneamento básico – “Sem dúvida, saneamento é saúde. E nós verificamos que o governo brasileiro, os últimos governos, utilizaram recursos do BNDES, por exemplo, porto em Mariel, Cuba, hidroelétrica e metrô em Caracas, ao invés de contribuir numa parceria público-privada para a despoluição do Rio Tietê, para a despoluição da Baía de Guanabara, da Baía de Sepetiba. Enfim, oferecer condições através de um banco, que tem um orçamento gigantesco, já teve maior do que a Coreia do Sul e do que o Japão, investir condições para obras de infraestrutura, especialmente num setor fundamental para a saúde do povo, que deve ser a suprema lei, como é o saneamento básico. É claro que o poder público deve investir, mas há necessidade de buscar parcerias para que a eficiência dos investimentos proporcionem qualidade de vida à população.”

Henrique Meirelles (MDB)

Fala de abertura – “Muita gente não me conhece, nunca fui candidato a presidente da República, não sou político. Sempre trabalhei em empresas e cheguei a presidente de um grande grupo financeiro sediado nos Estados Unidos. Eu decidi voltar ao Brasil e colocar meus conhecimentos a serviço do povo brasileiro. O presidente Lula, então eleito, me chamou para ser presidente do Banco Central. Lá, criamos 10 milhões de empregos. Depois, voltei para ser ministro da Fazenda e corrigir a bagunça criada pela Dilma.”

Construção civil – “Para que a construção civil se fortaleça e volte a crescer, o Brasil precisa crescer. Para o Brasil crescer, é necessário a política econômica correta, como eu fiz quando fui presidente do Banco Central na gestão do Lula, quando fui ministro da Fazenda agora. Porque, da primeira vez, criamos 10 milhões de empregos. Agora, criamos 2 milhões de empregos. Mas eu preciso de mais tempo agora como candidato a presidente da República para que o Brasil todo cresça e a construção civil também vai crescer porque mais pessoas tendo emprego, as empresas crescendo, vão demandar instalações, essas pessoas vão poder comprar novas casas e constituir novas residências. Para isso, nós temos que ter uma economia funcionando bem e para isso é preciso competência e alguém que tenha ficha limpa, como é meu caso.”

Práticas que pretende não repetir na administração pública – “A primeira delas é a questão do loteamento de cargos. Eu sou favorável à escolha de técnicos competentes. Eu sou favorável à escolha de pessoas que tenham experiência, pessoas que tenham condições de entregar resultado ao povo brasileiro. Foi o que eu fiz quando fui presidente do Banco Central, quando fui ministro da Fazenda. Não houve, nas minhas áreas, qualquer loteamento de cargos. E para isso, nós temos uma candidatura independente. Para isso, não há grandes e vastas composições, que já fazem loteamentos prévios, muitas vezes. Não. A segunda coisa é o uso de experiência, de foco no resultado. Vamos fazer com que cada uma das pessoas ocupando cargos na administração de alto nível seja medida por resultados, transparentemente mostrando para todos, a população brasieira, qual é o resultado do trabalho daquela pessoa.”

Contribuição ao combate à corrupção – “O combate à corrupção tem que começar com o exemplo de cada um, com sua própria conduta. Eu tive oito anos no governo como presidente do Banco Central, dois anos como ministro da Fazenda. Nunca houve sequer uma suspeita ou um escândalo ou uma acusação. Segundo, na minha gestão no Banco Central e na minha gestão na Fazenda, nunca existiram casos apontados ou acusações de corrupção com a minha equipe, de pessoas que trabalhavam diretamente comigo. Portanto, esta é a maneira de combater, em primeiro lugar. Segundo, pela aplicação rígida da lei, sou favorável sim à Lava Jato, acho que tem que ser feito, de fato. No entanto, levar essa prática para todo o país e para também outras áreas como segurança e também trabalho.”

Geraldo Alckmin (PSDB)

Fala de abertura – “O Brasil tem pressa. Quero ser presidente da Repúlbica para no dia 1º de janeiro apresentar as reformas, retomar a atividade econômica. Estamos hoje com 27 milhões de pessoas sem emprego e é possível sim recuperar a economia rapidamente. Em relação ao combate à corrupção: tolerância zero. Reforma política, para poder melhorar o ambiente político. Tipificar no código penal o enriquecimento ilícito e estabelecer a inversão do ônus da prova.”

Teto de gastos – “Olha, qual a razão, respondendo aqui ao Ciro Gomes, do teto dos gastos? É que as contas públicas estouraram todas no período do PT. O resultado foram, nos 13 anos do PT, 13 milhões de desempregados e o total descontrole das contas públicas. Quem assumir no ano que vem, e eu espero assumir ano que vem a Presidência da República em janeiro, vai encontrar o sexto ano de déficit primário. Já entra devendo R$ 139 bilhões de déficit primário sem pagar dívida. O problema não a PEC do teto. Eu não tive PEC do teto em São Paulo, não fiz PEC do teto nenhuma e fiz um superávit primário ano passado de R$ 5,3 bilhões, investindo, gerando 500 mil empregos diretos e indiretos. Então a PEC do teto, não haveria necessidade da PEC do teto, o que precisa é reduzir o tamanho do Estado fortemente para poder recuperar investimento.”

Simplificação tributária e alianças políticas – “Somos favoráveis ao ICMS no destino, aliás, somos desde a época do Mário Covas. Você paga, sim, muito imposto sobre comida, até porque grande parte dela é processada e nós, na simplificação tributária, vamos reduzir tributação para comida, alimento e remédio, como fizemos em São Paulo. Defendemos a reforma política. Não é possível continuar com 35 partidos políticos. Todos os partidos, inclusive o meu, estão fragilizados. Mas é preciso reconhecer coisas boas. Foi o governo do presidente Fernando Henrique, do PSDB, que fez o plano real, que mudou a economia brasileira e fez essa grande rede de proteção social.”

Fechamento de indústrias, juros altos e câmbio flutuante – “A base de tudo é a questão fiscal. Se tem uma péssima política fiscal, frouxa, o governo gasta um absurdo, gasta mal, o Estado inchado e é óbvio que vai ter juro mais alto, política monetária ruim, atrai muito dinheiro e valoriza a moeda. Vamos fazer exatamente o contrário. Com política fiscal austera, vamos cortar gastos, vamos rever incentivos, vamos zerar o déficit em 2 anos para não comprometer a economia e o emprego e com isso vamos trazer muito investimento para o Brasil. Hoje sobra dinheiro no mundo. Tenho grande esperança que em 1º de janeiro o Brasil vai mudar. Vamos ter muito investimento. O Brasil tem demanda, muita demanda. Precisa ter segurança jurídica, reformas, boa política macroeconômica, política fiscal dura, competição entre juros e competição entre bancos e câmbio positivo.”

Marina Silva (Rede)

Fala de abertura – “Agradeço a Deus por estarmos aqui, parabenizo a RedeTV! por esse debate. Sou candidata a presidente da República porque tenho o propósito para contribuir para que tenhamos um país que seja justo e que todos possam viver com dignidade. Sou mulher, mãe de quatro filhos, casada e mulher negra. Na minha vida pública, fui senadora, vereadora, fui ministra do Meio Ambiente e sou candidata à Presidência, porque eu quero que o nosso país não tenha educação de qualidade apenas como exceção, mas como uma regra, e o combate à corrupção é apoiar o Ministério Público, a Polícia Federal, para que sejam independente, sem sabotar a Lava Jato.”

Emprego – “O desemprego está assolando a vida dos brasileiros e os jovens são os mais prejudicados. Para gerar emprego, vamos recuperar investimentos investindo na construção civil. Mas queremos também empregos duradouros. O turismo é uma das formas de gerar emprego para a juventude. Nós vamos ter o modelo de desenvolvimento que aposta na energia renovável, limpa e segura. Vamos construir 1,5 milhão de casas com placas solares onde nossos jovens terão oportunidade de trabalhar. Além disso, vamos apostar cada vez mais em economia que valoriza seus ativos culturais da economia criativa, apoiando ciência e tecnologia e para start ups ajudar jovens a ter emprego e renda.”

Corrupção e ausência de Lula – “O que está acontecendo no Brasil e com todos os escândalos de corrupção, que tiraram lideranças políticas da cena política brasileira. Um ex-presidente da República que está preso, o candidato que foi para o segundo turno nas eleições de 2014, envolvido em graves crimes de corrupção, como é o caso do senador Aécio Neves, é lamentável. Agora, o que eu vejo neste momento é que o Brasil precisa dar uma resposta e esse púlpito vazio já está preenchido pelos mesmos que estavam no palanque anterior já no palanque do candidato do PSDB. É por isso que eu digo, Alvaro, aqueles que criaram o problema não vão resolver o problema e nós precisamos combater a corrupção apoiando o Ministério Público, a Polícia Federal para aqueles que se envolvem em uso ilegítimo de dinheiro público sejam punidos.”

Envelhecimento da população e reforma da Previdência – “Uma das coisas que se tem que ter cuidado é porque é na idade que a gente precisa ser respeitado, bem cuidado, a reforma da Previdência é necessária. Nós temos um déficit da Previdência. Desde 2010 que eu defendo que se deva transitar para um regime de capitalização. Mas isso não é algo que se faça com facilidade e é preciso fazer essa transição. Nós queremos ver a terceira idade chegar ao seu descanso, não apenas ficando parada, mas sobretudo aproveitando esse período para poder desenvolver outras atividades. Para isso, é fundamental que se tenha um sistema de saúde que funcione. Eu escolhi, no início da campanha, ir para uma comunidade pobre, aonde eu vi pessoas sendo assistidas e pessoas idosas em plena atividade em função de que não se tinha uma visão apenas de promoção de saúde.”

Considerações finais – “Eu quero agradecer a Deus por estarmos aqui, quero cumprimentar a RedeTV por esse debate. E quero dizer que todos nós aqui nos esforçamos para apresentar propostas, ou pelo menos a maioria de nós. Agradecer as pessoas que estão até uma hora dessas acordadas. E eu quero dizer que além das propostas, nós temos também que nos conectar com um propósito. O propósito de que nem uma mulher seja subestimada. O propósito de que nem um jovem tenha que morrer quando vai ao caminho da escola. O propósito de que nem uma pessoa que esteja num cargo público se esconda dentro do Palácio atrás do foro privilegiado para não ser julgada pelos crimes que cometeu contra as finanças públicas.”

G1