Brasil: seguidor de Bolsonaro asesina a transexual de 25 años a cuchillazos

MORRE A TRANSEXUAL ESFAQUEADA NO CENTRO DE ARACAJU

A transexual identificada como Laysa Fortuna, de 25 anos, esfaqueada na noite desta quinta-feira (18) na região do tórax, no Centro de Aracaju (SE), morreu na tarde desta sexta-feira (19) no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), onde estava internada. O corpo já seguiu para o Instituto Médico Legal (IML).

Laysa Fortuna teria sido atacada por um apoiador do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), segundo informações de Linda Brasil, amiga da jovem e que a socorreu após o ataque.

O homem foi preso e encaminhado à 4ª Delegacia Metropolitana, no Conjunto Augusto Franco, zona Sul da capital. Ele assinou Termo Circunstanciado e foi liberado pelo entendimento do delegado plantonista que entendeu lesão corporal leve. As informações são do Fan F1 (SE).

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o caso foi remetido para a Delegacia de Grupos Vulneráveis (DAGV) e a delegada Meire Manuset pediu a prisão do acusado, desta vez por tentativa de homicídio.

Brasil 247


Vitima da intolerância, transexual Laysa Fortuna morre em hospital

A transexual Laysa Fortuna, 25 anos, esfaqueada na noite da quinta-feira (18), no Centro de Aracaju (SE), acaba de falecer. A informação foi confirmada pela ativista do Movimento LGTB em Sergipe Adriana Lohana.

“Queremos que o DAGV funcione em regime de plantão. Essa é a prova de que as demais delegacias não estão preparadas para atender mulheres, transexuais e pessoas em situação de vulnerabilidade. Laysa morreu, enquanto isso o agressor está solto porque o delegado disse que ela sofreu lesão corporal leve”, desabafou Lohana.

Amigos, ativistas e apoiadores do Movimento LGBT estão indo nesse momento para o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), para onde Laysa foi levada depois da agressão.

Entenda

Laysa Fortuna, 25 anos, ficou gravemente ferida após receber um golpe de faca na região do tórax. A agressão aconteceu na esquina da Rua Itabaiana com Estância, na noite dessa quinta-feira (18). Um detalhe que não pode passar despercebido é que o crime aconteceu em frente ao Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), que não funciona à noite.

Segundo o relato de testemunhas, o crime teria ocorrido após uma tentativa de assalto e teria sido praticado por um suposto apoiador do candidato Jair Bolsonaro (PSL), que costumava ameaçar as transexuais que trabalham no Centro, provocando algumas delas verbalmente e mostrando as partes íntimas.

O acusado, identificado como Alex da Silva Cardoso, foi preso logo após o crime e encaminhado à 4ª Delegacia Metropolitana, mas liberado em seguida para responder em liberdade por crime de ameaça, com lesão corporal de natureza leve, interpretação dada ao fato pelo delegado de plantão na Delegacia Plantonista Sul.

Ainda pela manhã a delegada do DAGV Meire Mansuet, ao ter conhecimento do caso, instaurou o inquérito policial e representou pela prisão de Alex da Silva Cardoso.

A Secretaria da Segurança Pública ainda não se manifestou sobre o assunto.

F5


Amigos lamentam morte da transexual Laysa Fortuna

Amigos e familiares se encontraram na frente do Instituto Médico Legal (IML), no bairro São José, para lamentar a morte da transexual Laysa Fortuna, enquanto esperavam a liberação do corpo para o velório.

“Estamos aqui para prestar solidariedade”, diz a professora e a ativista LGBT, Adriana Lohana, que recebeu a notícia da morte de Laysa com muita tristeza. Para ela, acontecimentos como esse só reforçam a onda violenta de preconceito que os transexuais sofrem no Brasil.

Para a melhor amiga de Laysa, Bruna Medeiros, será difícil imaginar viver sem a convivência de Laysa. “Está sendo muito difícil pra mim saber que a minha amiga foi embora”, conta. Ainda de acordo ela, que estava com Laysa no momento do crime, a cena que ela presenciou será difícil de esquecer. “A polícia conseguiu pegar ele [o agressor] enquanto minha amiga chorava no chão e nos meus braços”, relembra.

O corpo de Laysa será velado na residência da mãe da jovem no bairro Porto Dantas.

Infonet