Bolsonaro nombra al general Santos Cruz en la Secretaría de Gobierno, el cuarto militar en su gabinete

Bolsonaro ya tiene cuatro militares de alto rango en su gabinete

El presidente electo de Brasil, Jair Bolsonaro, anunció la designación del general de división Carlos Alberto Dos Santos Cruz al frente de la cartera de Gobierno, el cuarto alto mando militar que formará parte del gabinete del Gobierno que asumirá el 1 de enero próximo.

Bolsonaro anunció la designación de Dos Santos Cruz mediante un mensaje en su cuenta de Twitter. La Secretaría de Gobierno tiene rango de ministerio. Dos Santos Cruz fue comandante de las tropas de paz de la ONU en Haití y secretario de Seguridad Pública en el gabinete del actual presidente, Michel Temer.

Es el decimotercer ministro anunciado por Bolsonaro y, de ellos, el tercer general. Los otros tres altos mandos militares son los nombrados ministro de Defensa, Fernando Azevedo e Silva, y jefe del Gabinete de Seguridad Institucional, Augusto Heleno, así como el titular de Ciencia y Tecnología.

Bolsonaro, ganador de las elecciones presidenciales de octubre pasado, es capitán retirado del Ejército y su compañero de fórmula, el vicepresidente electo Hamilton Mourao, es general.

Ámbito Financiero


Bolsonaro anuncia general para Secretaria de Governo

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) anunciou, na manhã desta segunda-feira, 26, o general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz para a Secretaria de Governo. Cruz foi comandante das forças da ONU no Haiti e no Congo pelas Forças Armadas brasileiras. A principal função da Secretaria de Governo, atualmente ocupada por Carlos Marun, é a articulação política junto ao Congresso.

O general já havia sido indicado na quarta feira passada à secretaria nacional de Segurança Pública, que é subordinada ao ministério da Justiça e terá a chefia do juiz federal Sergio Moro. O anúncio foi feito pelo filho do presidente eleito Carlos Bolsonaro (PSL) em seu perfil no Twitter, mas não foi confirmado pelo pai. Carlos deixou a equipe de transição um dia depois, após um desentendimento com o futuro titular da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebbiano.

Santos Cruz já ocupou o cargo de secretário nacional de Segurança Pública de em 2017, a convite do presidente Michel Temer. Em junho deste ano, deixou o posto para atuar como consultor da ONU.

Ele é o quarto militar escolhido como ministro na composição do futuro governo. Além dele, estão confirmados o general Augusto Heleno no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general Fernando Azevedo e Silva no ministério da Defesa, bem com o tenente-coronel da Força Aérea Marcos Pontes no ministério da Ciência e Tecnologia.

Status de ministério
Bolsonaro vai manter o status de ministério da Secretaria de Governo, segundo auxiliares. A decisão contraria o que foi dito pelo futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que afirmou em pelo menos duas ocasiões que a pasta seria extinta e incorporada por ele.

Com a indicação de Santos Cruz, a Casa Civil deve ficar ainda mais esvaziada. Conforme informação antecipada pelo Estadão/Broadcast, serviço de cobertura em tempo real do Grupo Estado, Bolsonaro também pretende a tirar da Casa Civil a coordenação dos ministérios do governo e passar o trabalho para o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão.

Estadão


Com mais um militar, Bolsonaro se cerca de troika de generais no Planalto

Com a indicação de mais um militar, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), concluiu nesta segunda-feira a formação de seu quarteto de ministros palacianos, que são aqueles que ficam mais próximos do presidente. Logo pela manhã, Bolsonaro anunciou o general Carlos Alberto dos Santos Cruz como ministro da Secretaria de Governo. Dessa maneira, quatro das seis autoridades com gabinetes no Palácio do Planalto são militares do Exército.

Aos 66 anos, essa não será a primeira experiência de Santos Cruz no poder público. Até a semana passada ele era cotado para assumir a Secretaria Nacional da Segurança Pública, órgão vinculado ao Ministério da Justiça, que ele já chefiou entre abril de 2017 e junho de 2018, durante a gestão Michel Temer (MDB). Foi um dos responsáveis por estruturar o plano de intervenção federal militar no Rio de Janeiro. Antes desse cargo, ele foi chefe de assuntos militares da Secretaria de Assuntos Estratégicos, no governo Dilma Rousseff (PT). Ele também já chefiou missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, entre 2007 e 2009, e no Congo, em 2013. Desde que deixou o governo Temer, tornou-se conselheiro da ONU.

Atualmente, a Secretaria de Governo tem a responsabilidade de fazer a articulação do Executivo com o Congresso Nacional. Costumava ser ocupada por políticos tradicionais. Seus últimos chefes, por exemplo, foram os deputados federais Carlos Marun (MDB), Antonio Imbassahy (PSDB), e os ex-deputados Geddel Vieira Lima (MDB) e Ricardo Berzoini (PT). No entanto, ao menos inicialmente, na gestão Bolsonaro, o papel de articulador com o Legislativo será desempenhado por Lorenzoni, da Casa Civil. Não está claro quais serão todas as atribuições do general Santos Cruz. Aliados de Bolsonaro relataram que ele queria próximo a si alguém com experiência na área de segurança para fazer uma interlocução com o ministério da Justiça, que será comandado pelo ex-juiz Sergio Moro.

Além de Bolsonaro, que é capitão reformado, e de Santos Cruz, também estarão no Planalto outros nomes que passaram pelo Exército: o vice-presidente, general Hamilton Mourão, e o futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno. Os outros dois ministros são: um político profissional, o deputado federal e futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), e o advogado que coordenou a campanha eleitoral do PSL, Gustavo Bebianno, que será o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. Fora do Planalto, ainda há outros dois militares escolhidos para o Governo: o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e o ministro da Ciência, Marcos Pontes, tenente-coronel da Aeronáutica.

A indicação de Santos Cruz demonstra também que o presidente está com dificuldades em reduzir o tamanho da sua estrutura ministerial. Inicialmente, ele pretendia diminuir de 29 para 15 o número de ministérios. Entre os que seriam cortados ou perderiam o status de ministério estavam a Secretaria de Governo, a Secretaria-Geral, os ministérios da Transparência e do Meio Ambiente. Nenhum desses órgãos foi extinto, sendo que apenas esse último ainda não teve seu titular nomeado. Na recente configuração, estima-se que o presidente terá entre 17 e 20 ministros, sendo que 13 já foram indicados para os cargos.

El País Brasil


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