Brasil: a seis días de su asunción, Bolsonaro profundiza la relación con Israel

397

Bolsonaro anuncia avances en la alianza entre Brasil e Israel

El presidente electo de Brasil, Jair Bolsonaro, quien asumirá el 1 de enero, aseguró el martes que la alianza con Israel avanza por buen camino, al anunciar negociaciones para la producción de agua en el nordeste del país, azotado por largas temporadas de sequía.

“La alianza Brasil-Israel que beneficiará nuestro nordeste está muy bien encaminada”, escribió en Twitter Bolsonaro, quien pretende trasladar la embajada brasileña de Tel Aviv a Jerusalén, siguiendo los pasos de Estados Unidos.

El presidente electo anunció que su futuro ministro de Ciencia y Tecnología, el astronauta Marcos Pontes, viajará en enero a Israel para reunirse con su homólogo y “visitará instalaciones de desalinización, plantaciones y la oficina de patentes en Israel”.

La alianza también prevé hacer pruebas de tecnología para “producir agua a partir de la humedad del aire en escuelas y hospitales de la región”, agregó.

El primer ministro israelí, Benjamín Netanyahu, anunció el domingo que realizará una “visita histórica a Brasil”, hacia donde viajará este fin de semana, según el The Jerusalem Post.

“A mi llegada me reuniré con el presidente electo Jair Bolsonaro y después con otros líderes”, agregó el primer ministro, quien confirmó su visita al gigante sudamericano un día antes de que la coalición que lidera en Israel anunciara elecciones anticipadas en abril.

Bolsonaro, un excapitán de ultraderecha, impulsa una alianza con Israel a pesar de que podría poner en riesgo las relaciones comerciales de Brasil con los países árabes y afectar al sector agropecuario, coinciden especialistas.

El 18 de diciembre, la Liga Árabe hizo un llamado a Austria -que reconocerá Jerusalén Oeste como capital de Israel- y a Brasil a “cumplir el derecho internacional” respecto al conflicto israelí-palestino. Además, anunció que enviará “una delegación gubernamental de alto nivel” para reunirse con autoridades brasileñas y australianas.

El Estado hebreo considera toda la ciudad de Jerusalén como su capital indivisible, en tanto que los palestinos aspiran a que Jerusalén Este se convierta en la capital de su futuro Estado.

Para la comunidad internacional, el estatuto de la Ciudad Santa tiene que negociarse entre las dos partes, y las embajadas no tienen que instalarse allí hasta que no se haya alcanzado un acuerdo.

La Razón


Bolsonaro se reunirá na sexta-feira com primeiro-ministro de Israel

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, informou hoje que se reunirá na sexta-feira (28) à tarde com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Natanyahu.

A informação foi transmitida por um de seus assessores, por meio de um áudio do próprio Bolsonaro via Whatsapp, enquanto ele passa o feriado do Natal na Ilha da Marambaia, área de treinamento da Marinha.

É também pelo Whatsapp que os assessores do presidente eleito têm compartilhado fotos e vídeos de suas atividades na Ilha. A imprensa recebeu ordem da Marinha para se manter a quase dois quilômetros do litoral da ilha e mantém uma embarcação fazendo a vigilância do local.

As informações da assessoria mostram que, há uma semana da posse, Bolsonaro posou para fotos com familiares de militares que vivem no local e promoveu um oficial.

Sem sol e ainda com a bolsa de colostomia decorrente da facada que levou na campanha, ele também visitou a cozinha onde são preparadas as refeições dos militares que atuam no local e passeou pelo cais. As imagens de hoje não mostram a presença de nenhum dos familiares que viajaram com Bolsonaro para a ilha, como sua mulher Michelle Bolsonaro , a filha Laura e o filho Carlos.

O presidente eleito permanece na Ilha da Marambaia até quinta-feira. A previsão é que retorne ao Rio pela manhã. O embarque para Brasília, onde ocorre a posse, está previsto para dia 29.

Na tarde de hoje, o presidente eleito postou um vídeo de sua dia no local, com imagens de moradores tirando fotos com ele e de Bolsonaro visitando a cozinha do refeitório. “É bom passar, mesmo que por pouco tempo, na Marambaia-RJ. Local onde mais uma vez pude vivenciar a relação social de extrema importância entre os moradores, civis e militares da região!”, escreveu em seu Twitter.

Exame


Netanyahu virá ao Brasil, mas não ficará para a posse de Bolsonaro

Acusado de corrupção em várias investigações criminais, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deverá ser a principal ausência na posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, em 1º de janeiro. Sua presença já havia sido confirmada e era tida pelo governo de transição como um dos principais trunfos do futuro mandatário na esfera internacional.

De acordo com a embaixada de Israel, Netanyahu deverá desembarcar no Brasil na sexta-feira, 28, mas encurtará sua estada. Sua partida está gora prevista para o domingo, 30. A decisão ainda pode mudar.

Netanyahu e Bolsonaro se encontrarão entre os dias 28 e 30 no Rio de Janeiro. Um dos possíveis temas da conversa será a transferência da embaixada do Brasil em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém, a exemplo do que fizeram os Estados Unidos em maio passado. O tema é controverso dentro do próprio governo de transição, apesar da insistência do presidente eleito em levar adiante este projeto. Os militares temem que a iniciativa atraia ao Brasil acões de grupos extremistas islâmicos. Na área econômica, o temor está centrado na redução das importações de produtos brasileiros por países muçulmanos.

No domingo, o primeiro-ministro deverá também conceder uma entrevista para a imprensa brasileira na cidade. Se o premiê israelense faltar à posse, Bolsonaro poderá contar apenas com as presenças dos presidentes do Chile, Sebastián Piñera, e da Bolívia, Evo Morales – os únicos confirmados até o momento. O presidente americano, Donald Trump, um dos ídolos de Bolsonaro, será representado por seu secretário de Estado, Mike Pompeo.

A antecipação do retorno do primeiro-ministro para Israel se deve a uma reviravolta política israelense que coloca em risco o seu próprio futuro como governante. Os líderes dos partidos da coalizão governista em Israel chegaram a um acordo nesta segunda, 24, para dissolver o Parlamento e convocar novas eleições gerais para abril de 2019.

O acordo foi fechado após a coalizão fracassar em conseguir apoio para aprovar a legislação que convoca judeus ultraortodoxos para o serviço militar.

Há 10 anos no poder, Netanyahu deve concorrer ao seu quarto mandato consecutivo em abril e continua como favorito para a eleição, segundo as pesquisas de opinião. Mas o primeiro-ministro se vê fragilizado politicamente pelos casos de corrupção que o envolvem e que levaram à dissolução da base de apoio de seu partido, o Likud, de direita. O governo de Netanyahu possui maioria de apenas 61 assentos dos 120 do Knesset, o Parlamento de Israel

Segundo o jornal Jerusalem Post, uma das razões pelas quais a eleição é bem-vinda para Netanyahu diz respeito à possibilidade de seu impedimento pelo procurador-geral, Avichai Mandelblit a qualquer momento. Seu mandato terminaria em novembro de 2019. Se reeleito em abril, terá imunidade por mais cinco anos.

A crise em sua base de apoio agravou-se depois de Netanyahu ter concordado com uma trégua com o Hamas, que domina o território palestino da Faixa de Gaza. A decisão provocou a recente renúncia do então ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, que retirou seu partido, o Yisrael Beiteinu, da coalizão de apoio ao primeiro-ministro. Lieberman pretendia comandar uma operação de grande envergadura contra o grupo.

Desde março, quando começaram os protestos dos palestinos em favor de seu retorno a suas regiões de origem em Israel, mais de 250 palestinos foram mortos pelo Exército israelense. Milhares ficaram feridos.

Veja


Saiba como será a posse de Jair Bolsonaro em 1º de janeiro

Em 1.º de janeiro, Jair Bolsonaro, o 38º presidente da República do Brasil, participa da cerimônia de posse que dá inicio ao primeiro de seus quatro anos de mandato. A expectativa do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão ligado à defesa da Presidência, é de que até 500 mil pessoas participem do evento que ocorre na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O presidente deve chegar à Esplanada por volta das 14h30.

Conforme mostrou a Coluna do Estadão, a posse presidencial dobrou a taxa de ocupação de hotéis em Brasília para a virada do ano, segundo estimativas do setor. A ocupação média está em 67%, com expectativa de alcançar 75%. Os hotéis de luxo são os mais procurados até agora.

Segurança

Devido ao atentado a faca sofrido por Bolsonaro em setembro, durante a campanha, o esquema de segurança da cerimônia será reforçado. Ainda não foi definido se o presidente eleito desfilará a bordo do Rolls-Royce conversível, tradicional veículo usado durante cerimônias pelos presidentes desde a década de 1950. O carro foi utilizado no primeiro ensaio na Esplanada, realizado no domingo, 23.

A Esplanada será bloqueada desde o início da madrugada de 31 de dezembro e será reaberta apenas na manhã de 2 de janeiro. Será proibida a entrada de pessoas com bebidas alcoólicas, garrafas, fogos de artifício, apontadores de laser, animais, bolsas, mochilas, máscaras, produtos inflamáveis, armas de fogo, objetos cortantes, drones e até carrinhos de bebê. Haverá revista manual e detector de metais para entrar na cerimônia.

O trajeto

Jair Bolsonaro deve sair por volta das 14h da Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência, com destino à Catedral Metropolitana de Brasília, um dos marcos arquitetônicos da cidade, localizada na Esplanada. Ali, Bolsonaro encontrará o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, e em carros separados seguirão ao Congresso Nacional. Diferente de outras posses, não haverá cerimônia religiosa na Catedral.

Em um cortejo que deve durar 15 minutos, Bolsonaro, acompanhado de sua esposa Michelle Bolsonaro, e Mourão, também acompanhado pela esposa, Paula Mourão, serão recebidos pelo presidente do Congresso e do Senado, Eunício de Oliveira (MDB-CE) e pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Na Casa, também estará presente o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, além de outros líderes políticos. Haverá uma sessão solene no Plenário da Câmara, fechada para convidados, conduzida por Eunício, que deve discursar após o presidente eleito. O Hino Nacional será executado pela Banda dos Fuzileiros Navais, e então o presidente e o vice-presidente serão considerados empossados.

Após essa cerimônia, Bolsonaro desfilará em direção ao Palácio do Planalto, trajeto que contará com a tradição de 21 tiros de canhão e desfile das tropas do Exército Brasileiro. Ao subir a rampa do Palácio, Bolsonaro será recebido pelo presidente Michel Temer, que entregará a faixa presidencial ao novo presidente. A cerimônia se encerra com um discurso público de Bolsonaro, que também deve empossar seus ministros e posar para a foto oficial.

Para finalizar, um coquetel ocorrerá no Palácio do Itamaraty com a presença de aproximadamente 2.500 convidados, entre eles autoridades nacionais e internacionais.

Convidados

Cerca de 60 delegações estrangeiras são esperadas na posse. Uma delas é a dos Estados Unidos, chefiada pelo secretário de Estado Mike Pompeo. Apesar da aproximação com o país, nem o presidente Donald Trump nem o vice-presidente, Mike Pence, participarão do evento.

Desde a campanha, Bolsonaro tem se alinhado a medidas tomadas pelos EUA, como a pretensão de mudar a embaixada brasileira em Israel para a cidade de Jerusalém, atualmente não considerada a capital oficial do país. A medida é polêmica e desagradou países árabes, importantes parceiros comerciais do Brasil.

Por razão disso, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, seria um dos destaques presentes na posse. O premiê deve vir ao Brasil para se reunir com Bolsonaro no Rio de Janeiro antes da cerimônia, e havia confirmado presença no evento, mas por conflitos internos não ficará até o dia 1 no país. É a primeira vez que um premiê de Israel vem ao Brasil em viagem oficial.

‘Desconvites’

Enquanto Bolsonaro consolida laços com alguns países, três chefes de Estado foram proibidos de comparecer à posse: Venezuela, Cuba e Nicarágua. Criou-se polêmica em relação aos convites para os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel.

Em 16 de dezembro, Bolsonaro publicou em sua conta no Twitter que “regimes que violam as liberdades de seus povos e atuam abertamente contra o futuro governo do Brasil por afinidade ideológica com o grupo derrotado nas eleições, não estarão na posse presidencial em 2019”.

O tuíte gerou a reação do chanceler venezuelano Jorge Arreaza, que publicou na mesma rede social fotos do convite da embaixada brasileira a Maduro, reforçando que o presidente venezuelano “jamais considerou assistir à posse de um governo como o de Bolsonaro”.

O futuro chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, veio a público explicar que o Itamaraty recomendou o convite a todos os chefes de Estado, assim sendo enviado o comunicado, mas que posteriormente a equipe de Bolsonaro julgou adequado desconvidar os líderes venezuelano e cubano.

Posteriormente, Araújo publicou também no Twitter que “frente às violações do regime Ortega contra a liberdade do povo da Nicarágua, nenhum representante desse regime será recebido no evento do dia 1°”. A crítica direta ao presidente nicaraguense, Daniel Ortega, marcou o terceiro país a ser barrado da posse de Bolsonaro.

Confira o cronograma previsto:

14h00 – Bolsonaro sai da Granja do Torto;

14h25 – Chega à Catedral de Brasília, de onde parte para o desfile até o Congresso

14h50 – Chega ao Congresso

15h – Começa a solenidade de posse no plenário da Câmara dos Deputados

16h – Execução do Hino Nacional

16h20 – Deslocamento para Palácio do Planalto

16h30 – Pronunciamento oficial

18h15 – Fotografia Oficial

18h25 – Chegada ao Itamaraty para receber autoridades

Terra


VOLVER
Más notas sobre el tema