Brasil: Temer firma indultos navideños pero quedan afuera los condenados por corrupción como Lula

El presidente brasileño Michel Temer firma este jueves un indulto destinado solo a algunos presos comunes.

La previsión es que la iniciativa se publique el viernes y tenga efecto inmediato. Del “perdón” se excluye a los condenados por corrupción, así que no se verá beneficiado el expresidente Lula da Silva.

Esta novedad marca una diferencia respecto del decreto de 2017, cuando Lula aún estaba libre (lo detuvieron el 6 de abril último). En la medida firmada el año pasado Temer perdonaba también a los condenados por corrupción que hubieran cumplido 20% de la pena.

Fue esa disposición lo que produjo la crítica de la Procuración General. Tampoco deben ser indultados delincuentes que hayan incurrido en delitos de estupro o contra la infancia.

Esta medida iba a salir antes pero la congelaron dificultades de implementación por su impacto: estaba en juego precisamente incluir o no a los acusados de corrupción, en su mayoría políticos.

El ministro da Seguridad Pública, Raul Jungmann, confirmó la exclusión, en una iniciativa acordada a última hora del miércoles entre Temer y sus ministros durante una reunión realizada en el Palacio del Planalto. Y el requisito para que se materialice el indulto es la buena conducta en prisión.

El presidente electo Jair Bolsonaro declaró que no hará más indultos de fin de año: “No es tan solo una cuestión de corrupción. Cualquier delincuente tiene que cumplir su castigo de manera integral. Eso es lo que acordé con Sergio Moro”, dijo, en referencia al exjuez del caso Lava Jato que condenó a Lula y su futuro ministro de Justicia en el gobierno que empieza el 1° de enero.

Clarín


Temer excluirá crimes de corrupção do indulto, diz Jungmann

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, confirmou que o presidente Michel Temer excluirá crimes de corrupção do indulto natalino deste ano. Segundo o ministro, o decreto será assinado até sexta-feira 28. A decisão foi acertada na noite desta quarta-feira 26, durante reunião no Palácio do Planalto.

Jungmann afirmou ainda que o texto deixará de fora crimes contra a administração pública e infrações sexuais contra crianças. “Precisa cumprir requisitos de tempo de pena cumprida e bom comportamento. Os requisitos são bem rigorosos se comparados aos anteriores”, afirmou.

Nesta semana, Temer mudou de ideia e decidiu que vai conceder o benefício a presidiários mesmo sem o Supremo Tribunal Federal ter concluído julgamento sobre o decreto do ano passado, contestado pela Procuradoria-Geral da República.

Temer vai acatar pedido feito pelo defensor público-geral federal em exercício, Jair Soares Júnior. Ele solicitou que o decreto seja editado para este ano, alegando que o Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo. “A Defensoria Pública da União entende que a não edição do decreto de indulto agravará sobremaneira o estado de coisas inconstitucionais vivenciado no sistema carcerário.”

Crédito Rural

Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, em declaração nesta quinta-feira 27, confirmou as indicações de Jungmann sobre o indulto natalino e comentou, ainda, outras questões do fim do mandato de Michel Temer.

O ministro afirmou que o presidente em exercício não assinará a prorrogação da adesão ao parcelamento das dívidas dos produtores rurais, que vence no próximo dia 31, e que foi pedida pela futura ministra da agricultura, Tereza Cristina.

Segundo Marun, a decisão até agora é que não há espaço no Orçamento para isso e o futuro governo, comandado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, terá que fazer as suas contas.

O ministro disse ainda que o tema tem sido bastante discutido na bancada ruralista, mas que a equipe de Michel Temer não sabe se há unanimidade no futuro governo sobre o tema.

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