Bolsonaro confirma la salida de Brasil del Pacto Mundial para la Migración de la ONU

O governo brasileiro confirmou nesta terça-feira (8) a saída do Pacto Global para migração da ONU.

O Ministério das Relações Exteriores emitiu um telegrama comunicando a ONU a saída do Pacto Global para migração. O Brasil tinha aderido ao documento da Organização das Nações Unidas em dezembro, no final do governo do ex-presidente Michel Temer.

No telegrama diplomático, o Itamaraty solicitou as missões na ONU e em Genebra que “informem, por nota, respectivamente ao Secretário-Geral das Nações Unidas e ao Diretor-Geral da Organização Internacional de Migração, ademais de quaisquer outros interlocutores considerados relevantes, que o Brasil se dissocia do Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular”.

Além disso, o documento salienta que o Brasil não deverá “participar de qualquer atividade relacionada ao pacto ou à sua implementação”.

Saída anunciada

Nas últimas semanas, membros do governo já tinha anunciado que o Brasil deixaria o pacto. O presidente Jair Bolsonaro e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, haviam indicado essa intenção em suas contas no Twitter.

Araújo tinha classificado o Pacto como um “instrumento inadequado para lidar com o problema (migratório)”. Segundo o chanceler, a “imigração não deve ser tratada como questão global, mas sim de acordo com a realidade e a soberania de cada país”.

O que prevê o Pacto da ONU

O Pacto Global para a migração apontou diretrizes para o acolhimento de imigrantes em nível mundial. Negociado desde 2007, o texto indica questões como a resposta coordenada que países devem dar aos fluxos migratórios. Além disso, o documento indica que a garantia de direitos humanos não deve estar atrelada a nacionalidades dos migrantes. Também é salientado que restrições à imigração devem ser adotadas apenas em última instância.

O documento foi aprovado por 164 dos 193 países membros da ONU. Algumas nações, como Austrália, EUA, Itália e Israel, entre outros, não assinaram o documento. Seus governo o consideraram uma violação a soberania dos Estados.

“A questão (migratória) é sim uma questão global. Todas as regiões do mundo são afetadas pelos fluxos migratórios, ora como pólo emissor, ora como lugar de trânsito, ora como destino. Daí a necessidade de respostas de âmbito global”, escreveu o ex-chanceler brasileiro Aloysio Nunes em sua conta no Twitter.

Aloysio, que representou o Brasil nas negociações, havia criticado a ideia de abandonar o pacto.

Para Aloysio, o Pacto Global para migração da ONU não “autoriza migração indiscriminada”. Segundo ele, “busca apenas servir de referência para o ordenamento dos fluxos migratórios. Isso, sem a menor interferência com a definição soberana por cada país de sua política migratória”.

SUNO


Brasil se retiró del Pacto Mundial sobre Migración de la ONU

En un verdadero papelón global, se disoció del Pacto Global para una Migración Segura, Ordenada y Regular. El ministerio de Relaciones Exteriores remarcó que Brasil “no deberá participar de cualquier actividad relacionada con el pacto o su implementación”.

El Gobierno de Brasil confirmó su retiro del Pacto Mundial para la Migración de la Organización de las Naciones Unidas (ONU), al que se había adherido en diciembre, durante la gestión del expresidente Michel Temer (2016-2019), informó este martes BBC Brasil citando fuentes de la cancillería.

El ministerio de Relaciones Exteriores de Brasil pidió a las misiones del país en la ONU “informar mediante nota, respectivamente al secretario general de las Naciones Unidas y al director general de la Organización Internacional de Migración, además de a otros interlocutores considerados relevantes, que Brasil se disocia del Pacto Global para una Migración Segura, Ordenada y Regular”, publicó el medio británico.

De acuerdo a la citada fuente, el telegrama del ministerio de Exteriores también remarca que Brasil “no deberá participar de cualquier actividad relacionada con el pacto o su implementación”.

En las últimas semanas, antes de asumir como presidente, Jair Bolsonaro había expresado su voluntad de que Brasil dejara el pacto.

En la misma línea se había expresado el ahora ministro de Exteriores, Ernesto Araújo.

Araújo afirmó en la red social Twitter que el pacto impulsado por la ONU es un “instrumento inadecuado para tratar con el problema (migratorio)”, defendiendo que la inmigración no debe tratarse como una cuestión global, sino en función de la realidad y soberanía de cada país.

Jair Bolsonaro, presidente electo de BrasilPor su parte, el excanciller Aloysio Nunes, que firmó el pacto en nombre de Brasil, le respondió a Araújo en la misma red social asegurando que se trata de un asunto global, porque todas las regiones del mundo se ven afectadas por los flujos migratorios, ya sea como emisoras, receptoras o de tránsito de personas.

Además, subrayó que el pacto “no autoriza migración indiscriminada”, sino que busca servir de marco referencial, sin interferencia en la política migratoria de cada país.

El nuevo Gobierno brasileño es crítico con el multilateralismo y con organismos como la ONU.

Bolsonaro cuestionó anteriormente otros pactos globales, como el Acuerdo de París contra el calentamiento global, y aunque durante la campaña electoral llegó a prometer la salida de Brasil, más recientemente parece haber reconsiderado su postura.

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