Un general brasileño se sumará al Comando Sur de EEUU

Bolsonaro envió a un general a sumarse en el Comando Sur de EE.UU.

Un general brasileño integrará por primera vez en la historia una posición de relevancia en el Comando Sur de las Fuerzas Armadas estadounidenses, como parte del acercamiento entre los gobiernos de Donald Trump y Jair Bolsonaro, informó hoy a Télam un portavoz del Ministerio de Defensa de Brasil.

El acuerdo se conoce en el marco de la visita que realizó esta semana el almirante Craig Faller, jefe del Comando Sur, a Brasilia y Rio de Janeiro, una gira en la cual se reunió con jefes militares locales y con el canciller Ernesto Araújo.

“Es la primera vez que Brasil estará en el subcomando que se le adjudican a extranjeros”, dijo la fuente citada por Télam.

En el gobierno de Brasil consideran que esta decisión cierra aún más filas a la posición estratégica que tiene actualmente hacia Estados Unidos, a la espera de un encuentro en la Casa Blanca, en marzo, entre Trump y Bolsonaro.

Télam


Exército dos EUA terá comandante brasileiro

Um general brasileiro passará a integrar, ainda este ano, o Comando Sul (SouthCom) das Forças Armadas americanas. A informação foi dada pelo almirante Craig Faller, que comanda divisão voltada à segurança americana na América Central, Caribe e a América do Sul. Faller falou à Comissão de Forças Armadas do Senado dos Estados Unidos no dia 7 de fevereiro.

Em seu depoimento, o Brasil aparece, ao lado do Chile e da Colômbia, como países com os quais os EUA mais têm incrementado parceria. Depois de relatar o Brasil como primeiro signatário da América Latina do acordo para uso pacífico do espaço (“Space Situational Awareness Agreement”), a Colômbia como primeiro parceiro latino-americano na Otan e o Chile como parte do maior exército de guerra marítima do mundo (“Rim of the Pacific”), o comandante informou: “Até o fim do ano o Brasil enviará um general para servir como vice-comandante de interoperabilidade do Comando Sul”.

Em seu depoimento, o almirante valoriza a parceria como fundamental para a política de segurança americana: “Queremos inimigos que nos temam e amigos que façam parceria conosco”. Seis países são listados como ameaças aos interesses americanos: Rússia, China, Irã e seus “aliados autoritários” Cuba, Nicarágua e Venezuela.

Craig Faller descreve a Rússia como responsável pela disseminação de desinformação e demonstra preocupação com os exercícios nucleares na Venezuela como sinal de apoio ao regime de Nicolás Maduro e de ameaça aos Estados Unidos. Acusa ainda os russos de enviarem navios à região para mapear cabos submarinos que eventualmente podem vir a ser inabilitados “em crises futuras”.

A China aparece como usuária das mesmas “práticas predatórias”. O depoimento menciona empréstimos de R$ 150 bilhões a países do hemisfério com o objetivo de controlar seus portos e fortalecer sua presença, especialmente na infraestrutura associada ao canal do Panamá. Cita ainda a inserção de empresas chinesas como a Huawei na região como ameaça à propriedade intelectual, a informações privadas e a segredos governamentais. “Se governos da América Latina e do Caribe continuarem a usar sistemas chineses de informação, nossa habilidade e capacidade de compartilhar informações em rede será afetada”.

Numa fala destinada a justificar os custos dos programas de parceria com os vizinhos do Sul, o almirante americano fez ainda uma longa descrição das ameaças de um cenário em que o Exército Islâmico estabeleça vinculações com narcotraficantes da região. “Isso continua uma potencial vulnerabilidade que observamos da maneira mais próxima possível”.

Por meio de assessoria, o Ministério da Defesa confirmou não apenas a presença brasileira na estrutura do comando sul do exército americano como o ineditismo da posição. O Brasil participa de intercâmbios com vários países e com forças multilaterais mas não integra o comando de nenhum outro exército nacional. Setores do Itamaraty demonstram preocupação com a possibilidade de uma posição brasileira na hierarquia das Forças Armadas dos Estados Unidos venha a legitimar eventual intervenção militar na região.

No depoimento, o almirante diz que as Forças Armadas americanas desenvolvem com os parceiros forças que possam responder em momentos de crise. A concepção dessa colaboração que os americanos agora dizem ter ficado mais estreita com o Brasil é, no entendimento do MD, restrita ao “intercâmbio operacional e técnico”. Por meio de assessoria, o ministro Fernando Azevedo descartou que a posição brasileira resulte numa adesão a uma ação militar na Venezuela, ainda que humanitária.

Os pressupostos que guiam o esforço americano em engajar o Brasil, no entanto, colidem com documentos aprovados pelo Congresso que delineiam as diretrizes nacionais que privilegiam a atuação multilateral das Forças Armadas sem prevalência de uma única nação (Política Nacional de Defesa, Estratégia Nacional de Defesa e Livro Branco de Defesa Nacional).

Valor


‘Exército brasileiro pode virar puxadinho das Forças Armadas dos EUA’

O anúncio oficial de que um general brasileiro será integrado à estrutura de direção do Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos é fato grave, sem precedentes na história e ilegal. O anúncio surpreendente foi feito pelo almirante Craig Faller, chefe do Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos, num depoimento à Comissão de Forças Armadas do Senado dos Estados Unidos no dia 7 de fevereiro. Ele anunciou que “até o fim do ano o Brasil enviará um general para servir como vice-comandante de interoperabilidade do Comando Sul”. Segundo Gilberto Maringoni, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC, “o Exército brasileiro pode virar um puxadinho das Forças Armadas dos EUA”.

A notícia foi confirmada nesta terça-feira (6) pelo Ministério da Defesa do Brasil à jornalista Maria Cristina Fernandes, do jornal Valor Econômico (aqui). Segundo a reportagem, a assessoria do Ministério teria ainda informado que a situação é inédita na história. Na verdade, esclareceu Maringoni, que é também um dos integrantes do Jornalistas pela Democracia do Brasil 247, apenas na Segunda Guerra Mundial houve algo semelhante: “Na Campanha da Itália, os soldados da FEB, incorporados ao 5º Exército dos EUA, comandado pelo general Mark Clark, participaram de batalhas decisivas, como a conquista de Monte Castelo, Castelnuovo e Montese. Mas essa foi a única ocasião em que ficamos subordinados aos EUA diretamente. Depois, quando as Forças Armadas participaram em Suez, República Dominicana, Haiti e outras, integramos forças da ONU”. Portanto, acrescentou ele, “nossa regressão é a antes de 1944, quando fomos à campanha da Itália”.

Segundo Maringoni, o fato é “gravíssimo”. No documento apresentado pelo almirante Faller ao Senado dos EUA (leia a íntegra abaixo), observa o professor da UFABC, “ele aponta Cuba, Venezuela e Nicarágua como contrários aos interesses dos EUA e, portanto, inimigas do país; com a participação do Exército brasileiro na? estrutura formal das Forças Armadas dos EUA, esses países passarão a ser inimigos do Brasil, um país que nunca teve inimigos antes?”. A articulação entre os EUA e os militares brasileiros foi feita durante o governo Temer e, segundo Maringoni, é ilegal: “Não passou pelo Congresso e é abertamente ilegal. Significa fazer um acordo de informação e atuação das FFAA brasileiras, submetendo-as à força militar de outro país”.

Para Artur Araújo, consultor e analista político, “uma redução muito preocupante da soberania e da segurança nacional do Brasil. Isso nunca ocorreu, nem durante a ditadura militar, muito pelo contrário”. Ele observou que mesmo durante o regime militar um acordo do gênero seria “impensável”. Ele chamou atenção para o fato de que “o Comando Sul não é um ‘centro de estudos’; tem por missão usar a força no Caribe, nas Américas Central e do Sul, entrar em combate, se essa for a ordem unilateral do governo dos EUA. Ou seja, o Brasil pode se ver envolvido em guerra sem que o Congresso Nacional tenha autorizado”.

Araújo considera que o governo brasileiro deve explicações públicas e detalhadas: “No mínimo, o comando do Exército, o Ministro da Defesa e o comandante-em-chefe das nossas Forças Armadas, o presidente Bolsonaro, têm que esclarecer muito bem porque querem ser comandados pelas Foças Armadas de outro país”.

Brasil 247


Brasil e EUA discuten cooperação de defesa

O comandante do Comando Sul dos Estados Unidos da América (Southcom), almirante de esquadra Craig Faller, esteve no Ministério da Defesa na manhã dessa segunda-feira (11). O objetivo da visita foi promover a cooperação no âmbito da defesa entre o Brasil e os EUA, além de fortalecer os laços de amizades entre as duas nações.

Recebido no edifício sede do Ministério da Defesa, o almirante Faller teve audiência com o comandante da Marinha do Brasil, almirante Ilques Barbosa Júnior. Na ocasião, foi apresentada a missão da Força, as operações desenvolvidas, no Brasil e no exterior, e os projetos estratégicos como o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).

Em seguida, o comandante americano esteve com o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), brigadeiro Raul Botelho, para reunião bilateral. Na oportunidade, eles abordaram possíveis tratativas entre os dois países. “É bom saber sobre todos esses assuntos. Desta forma, podemos ver o melhor jeito de fortalecer essa relação e deixa-la mais robusta. É importante trabalharmos mais próximos”, destacou o almirante Faller.

Parceria

Em palestra para os oficiais do Ministério da Defesa, com o tema “Parceria entre Brasil – EUA e Liderança Militar”, o comandante americano apresentou as linhas de ação do Southcom e o marco da estratégia, que deve estar pronto no próximo mês. Ele adiantou que vai apresentar o trabalho aos demais países parceiros e espera a avaliação brasileira sobre o tema. “Construímos juntos quando escrevemos nossa estratégia. Tenho uma experiência profissional de 36 anos e acredito no trabalho em conjunto”, apontou.

O almirante Faller defendeu que por mais que ocorram mudanças em nível político, o importante é manter a coesão entre as lideranças. “Independentemente de alterações, que tenhamos uma base”, analisou. Também participaram da reunião o chefe de assuntos estratégicos, almirante Cláudio Portugal de Viveiros, o chefe de Logística e Mobilização, general Laerte de Souza Santos, o de chefe Operações Conjuntas, brigadeiro Carlos Baptista Junior, e o subchefe de Política e Estratégia, general Pedro Paulo de Mello Braga.

Nesta terça-feira, o comandante do Southcom segue para Rio de Janeiro onde conclui sua agenda no Brasil. Entre outras atividades, visita a Brigada Paraquedista, ao Navio Porta Helicóptero Multipropósito Atlântico e ao complexo naval de Itaguaí.

Ministerio de Defensa de Brasil


Documento pronunciado por Craig Faller, líder del Comando Sur de EEUU, ante el congreso

Sul 21


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