Bolsonaro anunció la apertura de una “oficina comercial” en Jerusalén

Bolsonaro retrocede y en vez de Embajada abre oficina en Israel

El presidente de Brasil, Jair Bolsonaro, respaldó con una visita oficial que empezó ayer, a nueve días de los comicios generales en Israel, al primer ministro, Benjamín Netanyahu, aunque no se prevé que cumpla su promesa electoral de trasladar la embajada a Jerusalén.

Poco después de que el titular de Exteriores israelí, Israel Katz, anunciara en sus redes sociales ayer que Brasil abriría “una sede diplomática” en Jerusalén, Bolsonaro matizó que tendrá carácter comercial “para promover el negocio, la inversión, la tecnología y la innovación”.

Netanyahu agradeció la decisión y consideró que podría ser “el primer paso” para una futura embajada de Brasil en Jerusalén.

El Mandatario brasileño había prometido en campaña electoral mover la legación diplomática de Tel Aviv a Jerusalén, siguiendo los pasos de EEUU y en contra del consenso internacional, pero habría cedido por la oposición de parte de su Ejecutivo, que teme el alejamiento de países árabes con quienes mantiene fuertes lazos comerciales por la venta de carne halal (permitida para consumo por la ley islámica).

“Brasil es un país grande y riquísimo, estamos muy cerca del desarrollo por eso cada vez más nos aproximamos a países que están alineados con nosotros en las tradiciones, en la cultura, la democracia y la fe por Dios”, declaró en una comparecencia conjunta con Netanyahu.

La consonancia entre los dos mandatarios fue constante y la intención de acercar más a los estados se concretó en la firma de seis acuerdos bilaterales en el campo de la seguridad, la aviación, ciencia y la tecnología, seguridad pública, cibernética y salud.

DICTADURA Las Fuerzas Armadas de Brasil “rememoraron” ayer el golpe de Estado de 1964, que dio paso a una dictadura que duró 21 años, y lo hicieron otra vez en el poder, obtenido en las urnas por el ultraderechista Bolsonaro.

Aunque fueron convocadas manifestaciones tanto a favor como en contra de ese período, la respuesta fue escasa y la mayoría de esos actos no congregó más que a unos pocos cientos de personas, que expresaron su apoyo o condena sin incidentes.

Uno de los actos más concurridos fue en Río de Janeiro, donde unas 400 personas protestaron contra la dictadura y también contra el Gobierno, en tanto que en Sao Paulo cientos de manifestantes se sumaron a familiares de víctimas del régimen militar en una caminata por el céntrico Parque Ibirapuera. El 55 aniversario del derrocamiento del entonces presidente, Joao Goulart, estuvo precedido de polémicas.

Defensor

Bolsonaro, capitán de la reserva del Ejército y nostálgico defensor del largo período militar, decidió “conmemorar” la fecha.

Opinión


Após cogitar transferir embaixada, Bolsonaro anuncia escritório comercial em Jerusalém

No primeiro dia da visita oficial a Israel, o presidente Jair Bolsonaro anunciou neste domingo (31), após se reunir com o premiê Benjamin Netanyahu, a abertura de um escritório comercial do governo brasileiro em Jerusalém, cidade considerada sagrada por cristãos, judeus e muçulmanos e que não é reconhecida internacionalmente como capital israelense.

A abertura do escritório em Jerusalém é uma saída diplomática para o embaraço gerado com países árabes após o presidente ter manifestado publicamente logo após ser eleito a intenção de transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, a exemplo do que fez o presidente norte-americano Donald Trump.

Israel considera Jerusalém a “capital eterna e indivisível” do país, mas os palestinos não aceitam e reivindicam Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado palestino.

O eventual reconhecimento por parte do governo brasileiro de Jerusalém como capital de Israel, e também a eventual mudança da embaixada, suscitou o receio de retaliações comerciais de países árabes, grandes compradores de carne bovina e de frango do Brasil.

O recuo de Bolsonaro em relação à transferência da embaixada se deu após ponderações da ala militar do governo e de ruralistas de que a medida poderia gerar um prejuízo bilionário para a economia brasileira.

Na última quinta-feira (28), ao ser perguntado sobre a mudança da embaixada brasileira, Bolsonaro disse que o presidente norte-americano Donald Trump demorou nove meses para tomar a decisão.“O Trump levou nove meses para decidir, para dar a palavra final para que a embaixada fosse”, declarou na ocasião.

Às vésperas das eleições gerais em Israel, Bolsonaro desembarcou no país do Oriente Médio na madrugada deste domingo para retribuir a presença do premiê israelense Benjamin Netanyahu na cerimônia de posse dele em 1º de janeiro. Neste domingo, a imprensa de Israel tratava como uma das principais pautas da visita do presidente brasileiro a possível definição de mudar a embaixada para Jerusalém.

Um dos principais aliados externos de Bolsonaro, o primeiro-ministro de Israel foi recepcionar o colega brasileiro no aeroporto de Tel Aviv, distinção que ele reservou a poucos chefes de Estado ao longo dos quatro mandatos em que está à frente do governo israelense. Do aeroporto, a comitiva brasileira se deslocou diretamente para Jerusalém.

Mais tarde, Bolsonaro e Netanyahu tiveram uma reunião de trabalho no gabinete do primeiro-ministro, na qual assinaram acordos bilaterais.

Ao final do encontro, chamando o premiê israelense de “irmão e amigo”, o presidente anunciou, em Jerusalém, a instalação do escritório que, segundo ele, será encarregado da promoção de comércio, investimentos, tecnologia e inovação entre os dois países, subordinado à embaixada do Brasil em Tel Aviv.

“Nosso casamento no dia de hoje trará muitos benefícios aos nossos povos. Estou muito feliz. Peço a Deus que continue nos iluminando para tomar muitas decisões”, complementou o presidente, concluindo a declaração dizendo, em hebraico, “eu amo Israel”.

Durante o encontro, do lado de fora, um grupo de brasileiros fez um protesto contra Bolsonaro em Jerusalém.

Denúncias de corrupção

Alvo de denúncias de corrupção, Benjamin Netanyahu vive um dos momentos mais delicados desde que assumiu o governo israelense. Ele é acusado, entre outras coisas, de ter usado de sua influência no ministério das Comunicações para obter cobertura favorável de veículos da imprensa, de ter recebido favorecimento ilícito na compra de submarinos da Alemanha e ainda de ter recebido presentes caros de empresários.

Nas eleições convocadas para 9 de abril, é possível que Netanyahu, líder do partido de direita Likud, deixe o poder após uma década como primeiro-ministro.

O parlamento de Israel aprovou a própria dissolução em dezembro, antecipando a votação que deveria ocorrer até novembro de 2019. A convocação de eleições foi interpretada como uma manobra do premiê contra desdobramentos das denúncias de corrupção. Se for reeleito pela quinta vez, Netanyahu vai superar o recorde de permanência no cargo do fundador do Estado de Israel, David Ben-Gurion.

A imprensa local aponta que a visita do líder brasileiro tem sido usada para “impulsionar” a campanha de Netanyahu, destacando que o premiê faz da agenda oportunidade para mostrar seu poder de influência junto ao Brasil que, até então, era visto como pró-Palestina e às vezes até mesmo pró-Irã, de acordo com veículos de mídia israelense.

Em uma declaração à imprensa logo após a reunião de trabalho com Bolsonaro, Netanyahu elogiou o colega brasileiro – a quem também chamou de amigo –, disse que considera o Brasil “uma das grande potências mundiais” e lembrou o papel do governo brasileiro na criação do Estado de Israel.

Mais tarde, em outro pronunciamento à imprensa em Jerusalém, Benjamin Netanyahu agradeceu a decisão de Bolsonaro de abrir o escritório comercial na cidade sagrada e disse que esse pode ser o primeiro passo para, no futuro, o Brasil transferir a embaixada.

“Abençoo essa sua decisão de abrir um escritório de comércio, tecnologia e inovação, de representação em Jerusalém”, disse o premiê sob os olhares de Bolsonaro.

Além da abertura do escritório comercial em Jerusalém, o presidente Bolsonaro também anunciou neste domingo a assinatura de seis acordos com o governo israelense.

O primeiro trata de entendimentos para cooperação em Ciência e Tecnologia, com o objetivo, de acordo com o Itamaraty, de “desenvolver, facilitar e maximizar a cooperação entre instituições científicas e tecnológicas de ambos os países com base nas prioridades nacionais no campo de C&T e nos princípios de igualdade, reciprocidade e benefício mútuo, e de acordo com as leis nacionais”.

Também foi assinado um acordo sobre segurança pública. Outro ato trata de entendimentos sobre cooperação em questões relacionadas à defesa para “promover a cooperação entre as partes”.

Um acordo sobre serviços aéreos, para estabelecer e “explorar serviços aéreos” também foi firmado, além de um memorando de entendimentos, entre o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e o governo israelense na área de cibersegurança.

O último ato assinado neste domingo por Bolsonaro e Netanyahu é um plano de cooperação na área de saúde e medicina até 2022. O governo informou, até o momento, que o objetivo é permitir a cooperação entre os ministério da Saúde de Brasil e Israel.

Reuniões com países árabes

O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Marcos Montes, informou que a titular da pasta, Teresa Cristina, vai oferecer um jantar a embaixadores de países árabes. O objetivo é estreitar relações e afastar a possibilidade de retaliações comerciais dessas nações – que são grandes compradoras de carne bovina e de frango do Brasil.

A ideia inicial é que ocorram reuniões com grupos pequenos de países árabes, e não todos mundo de uma única vez. Segundo interlocutores do Ministério da Agricultura, representantes da liga árabe têm participado de reuniões na pasta desde o início do governo.

G1


Palestina condena escritório do Brasil em Jerusalém e chama embaixador

A Autoridade Palestina condenou neste domingo (31) o anúncio do presidente Jair Bolsonaro de abrir um escritório comercial em Jerusalém e anunciou que vai chamar de volta seu embaixador no Brasil para consultas e para estudar uma resposta à medida, segundo informação divulgada pelo jornal “The Jerusalem Post”.

Segundo o jornal, o Ministério do Exterior da Autoridade Palestina classificou a decisão brasileira de “flagrante violação de legitimidade internacional e suas resoluções e uma agressão direta ao nosso povo e seus direitos.”

Leia reportagem da agência Reuters sobre o assunto:

Brasil decide abrir escritório em Jerusalém, não fala em mudança de embaixada

(Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro anunciou neste domingo, durante visita a Israel, a abertura de um escritório em Jerusalém para promoção do comércio, tecnologia e inovação, mas não mencionou a possibilidade de mudança de endereço da embaixada brasileira.

Segundo uma fonte com conhecimento direto do assunto, a delegação brasileira chegou a estudar a classificação da abertura do escritório “como parte de sua embaixada em Israel”, mas a fala oficial de Bolsonaro não fez essa menção.

“Agora há pouco tomamos a decisão final, ouvindo inclusive o nosso general Augusto Heleno, ministro de Estado (do Gabinete de Segurança Institucional), em criar aqui, abrir em Jerusalém o escritório de negócios voltado para ciência, tecnologia e inovação”, disse Bolsonaro em declaração conjunta ao lado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Já o premiê israelense afirmou esperar que a medida seja um primeiro passo para a mudança da embaixada brasileira para Jerusalém.

Filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) escreveu no Twitter que esta era a intenção do governo.

“É o 1º passo para a mudança definitiva da embaixada. Vale lembrar que os EUA aprovaram nos anos 90 durante presidência de Bill Clinton essa mudança de embaixada, mas só após nove meses de governo Trump ela foi concluída. Estamos nos rumo certo”, disse.

Hoje, a embaixada brasileira está em Tel Aviv, onde estão as representações diplomáticas em Israel de praticamente todos os países.

Tanto Bolsonaro quanto Netanyahu destacaram a assinatura de acordos em suas falas, relacionados a áreas como piscicultura, tecnologia, segurança e agricultura. Bolsonaro também agradeceu a ajuda enviada por Israel para o resgate de vítimas em Brumadinho (MG), onde o rompimento de uma barragem de rejeitos da Vale deixou mais de 200 mortos no fim de janeiro.

Na última quinta-feira, Bolsonaro já havia dito que o governo brasileiro poderia abrir um escritório de negócios em Jerusalém, em vez de transferir a embaixada em Israel para a cidade, como chegou a anunciar mais de uma vez.

O aparente recuo em relação à mudança da embaixada de Tel Aviv para Jerusalém —um assunto sensível na região e que desagrada os países árabes, grandes importadores de carne de aves do Brasil— vem com a resistência dos militares do governo e da equipe econômica, que teme as consequências para as exportações brasileiras.

Quando ainda no Brasil, Bolsonaro não descartou totalmente a transferência da embaixada ao lembrar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levou nove meses para tomar a decisão final de mudar a embaixada norte-americana de Tel Aviv para Jerusalém.

Brasil 247


Governo está disposto a negociar visita a palestinos, diz porta-voz

O porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, afirmou neste domingo, 31, em Jerusalém, que o governo brasileiro está à disposição para negociar uma possível viagem aos territórios palestinos.

Em declaração à imprensa no hotel onde o presidente Jair Bolsonaro está hospedado em Israel, o porta-voz evitou comentar o fato mais a fundo ou confirmar se viagens à Palestina ou a outras nações árabes são uma possibilidade para o governo.

Questionado, contudo, sobre as queixas das autoridades palestinas sobre a falta de resposta do Brasil aos muitos convites para uma visita oficial, Rêgo Barros afirmou que a questão será discutida.

“O nosso Ministério das Relações Exteriores vai buscar esse contato para aclarar algumas dúvidas e colocar-se a disposição para estabelecer um link para futuras viagens a esses países e a outros países”, disse.

O general esquivou-se também ao ser questionado sobre o reconhecimento pelo Brasil da Palestina como nação e disse apenas que o país tem “relações diplomáticas com vários países”.

Mais cedo neste domingo, o ministro-chefe do Gabinete Institucional (GSI), Augusto Heleno, afirmou que o governo nem sequer pensou em incluir uma visita oficial aos territórios palestinos durante a atual viagem de Bolsonaro a Israel.

Augusto Heleno esquivou-se de dar sentido a essas escolhas que, para analistas brasileiros, indicaram a preferência a Israel, em detrimento das relacões com os países muçulmanos do Oriente Médio.

Nesta segunda, 1, Bolsonaro tem uma visita marcada ao Muro das Lamentações, o segundo local mais sagrado para o judaísmo. O presidente será acompanhado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Esta é a primeira vez que o premiê israelense acompanha um chefe de Estado em visita oficial ao local. A decisão do governo também marca uma mudança na política externa brasileira em favor de Israel.

O Muro das Lamentações fica no setor leste de Jerusalém, parte do território ocupado por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Para muitos, visitar o local ao lado do líder israelense significa reconhecer a soberania do país sobre a região.

O compromisso na agenda de Bolsonaro também foi interpretado como uma tentativa de favorecer a reeleição de Benjamin Netanyahu. O premiê concorrerá a mais um mandato no cargo no próximo dia 9, quando serão realizadas as eleições parlamentares no país.

O porta-voz da Presidência negou o tom político da visita do presidente ao Muro das Lamentações. “O presidente não está analisando essa visita sob qualquer aspecto que não apenas o emocional e o religioso”, disse.

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