Brasil: operativo policial en una favela de Rio de Janeiro deja al menos ocho muertos

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Operación policial deja ocho muertos en favela de Rio

“Ocho sospechosos murieron en una operación” en el complejo de favelas Maré, informó a la AFP un portavoz de la Policía Civil, pocos días después que cifras oficiales revelaran un número récord de muertos por la policía en operaciones durante el primer trimestre del año.

En Imágenes publicadas en las redes sociales, es posible oír el sonido de disparos mientras el helicóptero sobrevuela a la comunidad.

Según la aplicación ‘Onde Tem Tiroteio’ (Dónde tiene tiroteo), desde las 11:00 hay intensos enfrentamientos en la localidad Vila do João. Según la policía, dos personas fueron presas, siete fusiles y una granada incautados.

Uno de los objetivos de la acción es arrestar al traficante Thomas Jayson Gomes Vieira, el 3N, que huyó recientemente del Complejo do Salgueiro, en São Gonçalo.

La Nación


Polícia de Witzel mata oito na Maré e dispara no momento em que crianças saíam da escola

Na escalada de violência policial do governo de Wilson Witzel, uma operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil deixou oito mortos na manhã desta segunda no Complexo da Maré.

Segundo a Polícia Civil, dois homens foram presos e houve apreensão de sete fuzis, pistolas e granadas. Ação foi planejada para prender o traficante Thomaz Jhayson Vieira Gomes, que atualmente se autodenomina 3N do Salgueiro. Um dos três detidos durante a operação é a mulher do suspeito. Brenda Santos foi levada para a Delegacia de Homicídios (DH) da Capital para prestar esclarecimentos.

De acordo com a página Maré Vive, os confrontos se concentraram nas comunidades Palace (Conjunto Esperança), Salsa, Merengue e Vila do João. Moradores denunciam que o helicóptero da polícia atirou do alto no horário em que as crianças saíam da escola.

O deputado federal Marcelo Freixo criticou a operação. “Essa imagem da Maré é o retrato do fracasso da política de segurança baseada na guerra insana que põe em risco a vida de moradores das favelas. Não precisamos de governador metido a Rambo. Precisamos de políticas responsáveis, baseadas em inteligência e que respeite os cidadãos”, diz Freixo pelo Twitter.

Brasil 247


En el primer trimestre del año, Río de Janeiro registró un récord de muertes a manos de la policía

El período coincide con los tres primeros meses de mandato del gobernador Wilson Witzel, electo en gran parte por estar alineado con la política de “mano dura” impulsada por el presidente Jair Bolsonaro para combatir la delincuencia.

Según las cifras del Instituto de Seguridad Pública del gobierno (ISP), 434 personas murieron “por intervención de un agente del Estado” entre enero y marzo, una cifra 17,9% superior a la registrada en el mismo período de 2018.

Se trata del trimestre con mayor número de muertes a manos de la policía desde que las autoridades iniciaron la serie estadística, en 1998.

El número total de muertes violentas (que incluye las ocurridas en operaciones policiales) se redujo 18% en relación al primer trimestre de 2018, al caer de 1.866 a 1.528.

Los homicidios dolosos, también incluidos dentro de las muertes violentas, se redujeron aún más: un 26%, de 1.417 a 1.409, en los primeros tres meses del año.

A fines de marzo, el gobernador Witzel reconoció en una entrevista al periódico O Globo que la policía ya estaba utilizando francotiradores para disparar contra sospechosos a distancia, iniciativa que había causado polémica durante la campaña electoral.

“El protocolo es claro: si alguien está portando un fusil, tiene que ser neutralizado de forma letal”, explicó el gobernador.

El inicio de su mandato estuvo marcado por numerosos episodios violentos con participación de la policía, como una operación policial en una favela del barrio Santa Teresa, en el centro de la ciudad, donde murieron 13 personas, nueve de ellas acribilladas dentro de una misma casa. La operación está siendo investigada por sospechas de tortura y ejecución.

El viernes, la policía militar anunció en Twitter que cuatro “delincuentes” murieron tras un “enfrentamiento” con la policía, durante una operación contra traficantes de drogas en una favela de la empobrecida zona norte de la ciudad.

El ministro de Justicia y Seguridad, Sergio Moro, presentó ante el Congreso un proyecto de ley que habilita a los jueces a reducir -o incluso dejar de aplicar- penas a aquellos agentes que, actuando en legítima defensa, tengan una reacción excesiva presas del “miedo, sorpresa o emoción violenta”.

Para los defensores de derechos humanos, el proyecto da “carta blanca” a la policía para ejecutar sospechosos.

Con más de 63.000 homicidios por año, Brasil es uno de los países más violentos del mundo.

Infobae


Polícia de Witzel mata oito na Maré: governo da direita é um esquadrão da morte

Nesta segunda-feira (6) a polícia civil do Rio de Janeiro matou mais oito pessoas na cidade, durante uma operação no Complexo da Maré, na Zona Norte. Durante a operação foram usados helicópteros, e crianças tiveram que esconder no meio do tiroteio, refugiando-se nos corredores da Orquestra Maré do Amanhã. O objetivo da operação seria capturar um traficante, Thomas Jayson Gomes Vieira.

São mais oito mortes na conta da polícia em 2019, que já registra um recorde de assassinatos no período do começo do ano até agora. No primeiro trimestre do ano, foram 434 mortes causadas por policiais, o maior número em 20 anos. O governador do Rio de Janeiro, por meio de suas declarações e vídeos publicados, estimula essa violência e o aumento da letalidade policial.

Trata-se de uma política intencional de extrema-direita, de extermínio da população e de terror generalizado. Uma forma de conter a população diante da crise.

Causa operaria


Witzel diz que ação da polícia com helicóptero que participou foi de ‘reconhecimento na comunidade’

Wilson Witzel justificou sua participação em uma ação da polícia com helicóptero em Angra dos Reis, Costa Verde do Rio. O Governador acompanhou policiais em voo no fim de semana e publicou vídeos nas redes sociais afirmando que “ia botar fim na bandidagem”.

“Foi uma operação de reconhecimento para que agentes da Core e das polícias Militar e Civil pudessem entrar na comunidade. Faz parte do meu trabalho reconhecer essa situação, como nenhum outro governante fez, participar ativamente junto com a polícia daquilo é a obrigação do governante”, ele explicou.

O governador ainda acrescentou que parte de seu trabalho é “estar diretamente envolvido com a segurança pública”.

“E não se omitir. Muita gente já se omitiu quando deveria ter feito seu trabalho. Acho que é melhor abrir os olhos para o crime organizado e não para quem está fazendo um trabalho correto”, comentou Witzel, rebatendo críticas que recebeu por participar da ação.

Tiroteio nesta segunda

Após a ação de Witzel, pelo menos dois apartamentos de um prédio em Angra dos Reis foram atingidos por tiros na manhã desta segunda-feira (6). O relato é de moradores do bairro Marinas, uma área nobre da cidade. O condomínio residencial fica na Praia da Chácara. A polícia reforçou a segurança no trevo de acesso ao município.

Na noite de domingo (5), a BR-101, a Rodovia Rio-Santos, foi interditada por causa de uma intensa troca de tiros na comunidade de Sapinhatuba I, próxima ao trevo. A Polícia Militar disse que o confronto aconteceu entre traficantes e que a viatura que fazia o patrulhamento no local teve que pedir apoio e impediu a passagem dos carros, em uma tentativa de evitar que alguém fosse atingido.

A interdição, que pegou motoristas de surpresa, durou cerca de 20 minutos. Pouco depois, um grupo de moradores também fechou a principal via de entrada e saída da cidade, no bairro Balneário.

G1


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