Brasil | Lula livre: caravanas se preparan para el acto de mañana en Curitiba

Caravanas saem de todo o Brasil para ato por Lula livre em Curitiba

Milhares de pessoas se preparam para um ato em defesa da liberdade do ex-presidente Lula no próximo sábado (14). O Partido da Causa Operária (PCO), além dos Comitês de Luta Contra o Golpe e da Apeoesp, o maior sindicato de professores da América Latina, estão organizando caravanas que já estão saindo de todo o Brasil para Curitiba.

Serão ônibus, vans e carros que sairão de cidades do interior e também de capitais rumo à capital paranaense, onde Lula está preso há mais de um ano. De acordo com o PCO, apenas nas caravanas do partido já são mais de 700 pessoas confirmadas. Isso sem falar nas caravanas dos comitês e da Apeoesp, além das centenas de pessoas que compõem a vigília Lula Livre em frente à superintendência da Polícia Federal.

De acordo com o PCO, o ato será “um marco na luta contra o golpe que se desenvolve desde 2016”.

“O ex-presidente é hoje questão central da luta democrática no país e um fator importante na luta contra o bolsonarismo. É crucial chamar um ato focado na questão de Lula neste momento. Desde junho, os vazamentos do The Intercept escancaram que a Lava Jato foi uma fraude para tirar Lula das eleições e colocar um fascista no Planalto. Diante disso, uma grande campanha pela liberdade de Lula e pela anulação dos processos contra ele é essencial”, diz a convocatória.

Para se inscrever em uma das caravanas para Curitiba, os organizadores indicam o telefone (11) 96388-6198.

Confira, abaixo, a programação completa das atividades e do ato em defesa da liberdade de Lula.

12:00 – Transmissão da Análise Política da Semana com Rui Costa Pimenta no Parque Bacacheri
14:00 – Almoço no Parque Bacacheri
15:00 – Início do ato: Discursos em carro de som seguidos de uma passeata que sairá do Parque Bacacheri da até a sede da Superintendência da Polícia Federal onde Lula está preso
18:00 – Encerramento do ato

Revista Forum


Supremo prepara ofensiva contra Moro e Lava Jato que pode resultar na libertação de Lula

O mês de outubro pode ser o momento de uma virada no embate que as forças legalistas e democráticas do Brasil travam contra o arbítrio de Sergio Moro e da Operação Lava Jato. Reportagem da jornalista Thais Arbex, da Folha de S.Paulo, informa que o STF (Supremo Tribunal Federal) se prepara para dar em outubro o seu mais duro recado à Operação Lava Jato e ao ex-juiz e atual ministro da Justiça, com suas decisões tornadas sem efeito e Lula livre da prisão política que lhe foi imposta.

É possível que em outubro o Ministro Gilmar Mendes retome o julgamento da suspeição de Sergio Moro. Tudo indica que até lá estará consolidada uma derrota de Moro na Segunda Turma da corte.

Segundo a reportagem, o STF vai voltar a discutir um pedido de habeas corpus formulado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no qual se alega a falta de imparcialidade de Moro na condução do processo do tríplex de Guarujá (SP).

Se a solicitação for aceita, a sentença pode ser anulada. o caso voltaria aos estágios iniciaiseLula poderia sair da cadeia. O julgamento chegou a ser marcado para 25 de julho, mas Gilmar pediu que ele saísse da pauta.

Para o ministro, a corte deveria aguardar os desdobramentos do vazamento das conversas atribuídas a Moro com a cúpula da Lava Jato. Naquele momento, já havia a perspectiva de que surgissem novos diálogos que pudessem corroborar o que alegam os advogados de Lula.

Há uma mudança de ambiente no Supremo sobre esse tema tão sensível. O decano da corte, Celso de Mello, tem dado sinais de incômodo com o conteúdo das mensagens reveladas pelo Intercept.

O ministro é considerado peça fundamental para que a suspeição de Moro volte a ser debatida e seja acatada pelo colegiado. Gilmar estaria apenas esperando uma sinalização do colega para liberar o processo.

A avaliação de uma ala do Supremo é a de que, hoje, a maioria dos ministros da Segunda Turma não tem mais dúvidas sobre a parcialidade de Moro. O entendimento tem sido reforçado pela repercussão internacional.

Um magistrado disse à Folha, na condição de anonimato, que o STF precisa se posicionar porque o cenário para a Justiça brasileira está ruim.

A reportagem informa que também podem ir ao plenário do STF no próximo mês as ações que questionam a constitucionalidade das prisões após condenação em segunda instância e a discussão que anulou a sentença imposta por Moro a Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil. Foi o que sinalizou o presidente do STF, Dias Toffoli, a membros da corte.

Desenha-se um cenário desfavorável a Moro e Dallagnol. Segundo Ministros do STF, a provável inclusão desses temas na pauta do plenário sinaliza que, hoje, já haveria maioria a favor das teses contrárias à Lava Jato.

Toffoli também indicou que pode antecipar o debate sobre uso de dados detalhados de órgãos de controle, como Coaf, Receita Federal e Banco Central, sem autorização judicial.

Em julho, Toffoli suspendeu investigações criminais que usassem informações detalhadas desses órgãos. Moro manifestou a Toffoli sua insatisfação com a decisão, dizendo que ela poderia colocar em risco o combate à lavagem de dinheiro.

Brasil 247