Bolsonaro firma un decreto para privatizar la Casa de la Moneda

La Gaceta Oficial de Brasil publicó este martes el Decreto 10.054 que estipula la inclusión de la Casa de la Moneda de ese país en el programa de Asociación de Inversión de la Presidencia de la República (PPI), como parte del Programa Nacional de Privatización (PND), firmado por el mandatario Jair Bolsonaro.

Según establece, el proceso de privatización del ente será monitoreado y ejecutado por el Banco Nacional de Desarrollo Económico y Social (Bndes).

Por su parte, el presidente de la Unión Nacional de Monedas, Aluizio Júnior, calificó esta decisión como “locura” al colocar los servicios esenciales en el país en manos de intereses

En 2017, durante la Administración de facto de Michet Temer, el entonces ministro de la Secretaría General de la Presidencia de Brasil, Moreira Franco, anunció que un total de 57 activos del Estado serían privatizados o pasarían a ser concesionados a empresas privadas.

Moreira justificó las concesiones al alegar que “generarían inversiones” en los sectores de petróleo y gas, energía, autopistas, aeropuertos y puertos.

Fundada en 1694, en la Casa de la Moneda se imprimen los billetes y monedas del real brasileño, así como pasaportes, sellos y diplomas; institución que, hasta el momento, respondía al Ministerio de Hacienda, además, tiene la capacidad de producir 3.500 millones de billetes y 4.000 millones de monedas por año.

Telesur


Bolsonaro inclui Casa da Moeda nas privatizações: “É o símbolo da perda de soberania”, diz Boulos

Um decreto, assinado por Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia Paulo Guedes, publicado nesta terça-feira (15) no Diário Oficial da União (DOU), inclui a Casa da Moeda no Programa Nacional de Desestatização (PND), o que representa, na prática, que deve ser privatizada.

A medida foi criticada por Guilherme Boulos, professor, coordenador do MTST e da Frente Povo Sem Medo.

“Bolsonaro assinou hoje decreto que inclui a Casa da Moeda no programa de privatizações de Paulo Guedes. O Brasil pode entregar a emissão da própria moeda para uma empresa estrangeira. É o símbolo da perda de soberania de um país”, tuitou.

O assunto divide até o PSL, por enquanto o partido de Bolsonaro. Há parlamentares contrários à privatização, pois observam riscos em incluir a iniciativa privada na emissão do dinheiro do país.

Aceleração

Salim Mattar, secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, já havia adiantado, no início de outubro, que o governo pretende acelerar os processos de privatizações.

Fundada em 1694, a Casa da Moeda servia, à época, para incrementar a circulação de moedas no país, pois o dinheiro vinha de Portugal. Atualmente, a empresa se localiza em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

No local, hoje funcionam as fábricas, que têm capacidade para produzir até 2,6 bilhões de cédulas e quatro bilhões de moedas por ano.

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