Docentes y estudiantes realizan huelga nacional en defensa de la soberanía y de la educación

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Brasil: Huelga por soberanía y contra recortes en educación

Una huelga nacional de educación tendrá lugar el 2 y 3 de octubre en Brasil, convocada por organizaciones estudiantiles y sindicales, en defensa de la soberanía nacional y contra los recortes de fondos en la enseñanza.

Según divulga este lunes la Central Unitaria de Trabajadores (CUT), en el paro también participarán movimientos populares y en esas fechas habrá actividades en escuelas y universidades.

En Sao Paulo, el acto está programado para el jueves en el espacio libre del Museo de Arte, en la Avenida Paulista.

En la misma fecha se cumple el aniversario 66 de la creación de Petrobras y trabajadores vinculados al sector harán una gran movilización en las ciudades de Curitiba y Río de Janeiro contra la privatización total de la empresa y por la soberanía.

Junto con otros sectores, indica la página de la CUT, la educación ha sido un objetivo importante del Gobierno de Jair Bolsonaro y el Ministerio de Educación anunció a principios de mes que recortará la mitad del presupuesto de la Coordinación de Mejoramiento del Personal de Educación Superior (Capes), importante para la expansión de los estudios de posgrado en el país.

Los movimientos enfatizan en la lucha en defensa de la ciencia y la tecnología. Solo este año, el Gobierno federal recortó 11 mil 800 becas de posgrado.

Recientemente, el Consejo Nacional para el Desarrollo Científico y Tecnológico alertó que, por falta de fondos, no podrá garantizar el pago de 84 mil becarios. Esto significa que se está descuidando el apoyo a la investigación.

‘Salgamos a las calles para hablar con la población, explicar la importancia de la educación, las escuelas públicas, las universidades públicas y mostrar cada uno de los ataques que se han realizado tanto en el sector educativo como en nuestra riqueza, como Petrobras’, dijo el presidente de la CUT en Sao Paulo, Douglas Izzo.

Para el 2020, el presupuesto de la cartera de Educación también pronostica una caída del 54 por ciento en los recursos en la educación básica para apoyar la infraestructura.

El secretario general del Sindicato de Profesionales de la Educación Municipal de Sao Paulo, Cleiton Gomes da Silva, afirmó que ‘esta será la tercera huelga nacional importante en defensa de la educación pública, gratuita y laica’.

Escambray


Professores, técnicos e estudantes de todo o Brasil aderem à Greve Nacional da Educação

Está marcada para os próximos dias 2 e 3 de outubro uma nova Greve Nacional da Educação como parte da luta contra os inúmeros ataques que o ensino público vem sofrendo por parte do governo de Bolsonaro e dos generais, como o projeto “Future-se”, a militarização das escolas, o projeto “escola sem partido”, os cortes de verbas, o ataque à autonomia das universidades etc. Em todo o Brasil, trabalhadores e estudantes estão se mobilizando e aderindo ao movimento grevista.

No dia 30 de setembro, os professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) aprovaram, durante Assembleia Geral Extraordinária, a adesão à paralisação nacional. A reunião para votação foi convocada pela Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco (Adufepe). Ainda no dia 30, as atividades que serão realizadas nos três campi da instituição serão definidas em reunião com os estudantes.

No mesmo dia, a direção da ADUFMS protocolizou um ofício à reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) comunicando a decisão de assembleias de aderir à paralisação nacional “em defesa da educação, contra os ataques a autonomia das  universidades e aos/as docentes da instituição e contra o Future-se”. Aponta o ofício:

“Na Cidade Universitária Campo Grande, nos campi de Aquidauana (CPAQ), do Pantanal (CPAN Corumbá), de Três Lagoas (CPTL) e de Coxim (CPCX) as/os participantes da assembleia votaram favorável à adesão à greve de alerta. Com o comunicado as/os docentes que aderirem ao movimento paredista não poderão ter os dias descontados.

Os docentes e as docentes viraram alvo de críticas do Ministro da Educação, Abraham Weintraub, que espalha boatos com o objetivo de jogar a opinião pública contra a categoria, a qual chamou de ‘Zebra Gorda’ que precisa ser atacada. Disse inverdades que a categoria trabalha apenas oito horas semanais e ganha salários acima de R$ 15 mil. A postura do ministro foi condenada em nota pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN).”

A nota da ADUFMS ainda acrescenta: “Além de inverdades, o Ministro da Educação promoveu cortes superiores a 30% do orçamentos das universidades, impedindo a continuidade das pesquisas e prejudicando diretamente que depende de bolsas para se manter nas instituições. Na UFMS a situação começou a ficar crítica com suspensão de energia em período de atividade administrativa, cancelamento de passagens e diárias para professores que vão compôr bancas e participação em congressos, atividades que contam pontuação nos indicadores de avaliação docente”.

No dia 26 de setembro, também em Assembleia Geral realizada no pátio da Faculdade de Educação (Faced), os estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) decidiram pela participação na Greve, juntos com os professores e funcionários.

Ainda no dia 26, professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) decidiram pela Greve em assembleia realizada pelo Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte, Montes Claros e Ouro Branco. “Em votação, os presentes aprovaram a adesão à greve de 48 horas, nos dias 2 e 3 de outubro. O indicativo de greve já havia sido votado e aprovado, por unanimidade, na assembleia do dia 19 de setembro”, afirmou o sindicato.

A Nova Democracia


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