Lula sobre un eventual régimen semiabierto: “Quiero mi libertad total”

Lula da Silva afirma que solo está interesado en su inocencia

El expresidente de Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, afirmó este jueves que solo está interesado en su inocencia y rechazó cambiar al régimen semiabierto.

“Quiero mi libertad total, mi certificado de inocencia” expresó el exmandatario durante una entrevista que publica el portal UOL.

Lula da Silva indicó que desea que los jueces de la Suprema Corte conozcan a fondo el proceso en su contra y tomen la decisión de anular su sentencia debido a las irregularidades que rodearon su juicio.

‘Quiero que los jueces de la Suprema Corte tengan acceso a la verdad del caso y lo anulen. Ya sea que vaya a ser un año más o uno menos, o me vaya a quedar aquí (en la cárcel en Curitiba) o en otro lugar, no importa’ dijo Lula.

El líder brasileño restó importancia al juicio que comenzó este jueves de las llamadas Acciones Declaratorias de Constitucionalidad (ADCs) por parte del Supremo Tribunal Federal (STF).

Lula remarcó que su prioridad pasa por que el Supremo juzgue el mérito del proceso que lo mantiene en prisión por más de 550 días, anule la condena y consolide su condición de inocencia.

El ex presidente dijo que estaba convencido de que su arresto aborda cuestiones políticas y geopolíticas locales.

“Todo sucedió para los intereses de Estados Unidos después del mayor descubrimiento de petróleo del siglo, el pre-sal. Sucedió en nombre del Departamento de Justicia de los Estados Unidos, de acuerdo con el Fiscal de Brasil. Sucedió porque sería elegido presidente ” añadió el expresidente de Brasil.

Telesur


Lula: “Estou interessado na minha inocência, não em debate de 2ª instância”

Um dia antes de o Supremo Tribunal Federal votar pela constitucionalidade da prisão após decisão em 2ª instância, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista ao UOL, que não está interessado nesse debate: “Eu estou interessado na minha inocência. […] Se vai ser um ano a mais ou um ano a menos, se vou ficar aqui ou em outro lugar, não importa. Nada me interessa a não ser a minha inocência”, disse.

Uma possível decisão do Supremo que revertesse a interpretação de prisão após condenação em 2ª instância – dada pela mesma Corte em 2016 -, poderia beneficiar Lula no processo do triplex do Guarujá.

Em mais uma entrevista cedida na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, Lula afirmou que o procurador Deltan Dallagnol e o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, procuraram por maneiras de tirá-lo da “disputa política” e de “destruir o PT”.

O conteúdo das mensagens reveladas primeiramente pelo portal The Intercept Brasil mostram, desde junho de 2019, relações questionáveis e infrações éticas cometidas por procuradores da República em relação aos processos na Lava Jato.

“Não tem meio-termo comigo. O que eles vão fazer? Antigamente, era mais fácil. Mandava esquartejar, salgar, pendurar no poste. Cometeram a bobagem de me prender, cometeram a bobagem de me acusar, agora vão ter que suportar esse peso aqui dentro”, diz.

Além disso, o ex-presidente disse que o STF não deveria tomar decisões baseadas na opinião pública. Lula menciona o fato por conta da grande campanha contra o Supremo e contra sua figura por parte de setores governistas e de partidos à direita, e ressalta que o STF deve levar em consideração apenas o que consta na lei brasileira – que determina a prisão somente após todos os recursos terem sido julgados.

“Essas pessoas que têm uma função de Estado não podem funcionar sob a pressão, sob a perseguição da opinião pública. Só faltava a Suprema Corte convocar uma pesquisa do Ibope para saber o que pensa o povo sobre determinadas coisas”, falou.

Debate no STF começa nesta quinta 17

A Suprema Corte inicia, nesta quinta-feira 17, os debates sobre a constitucionalidade da prisão após condenação em 2ª instância.

O relator do processo, ministro Marco Aurélio Mello, deve iniciar a leitura de seu voto somente na próxima semana porque, primeiramente, haverá a sustentação oral de advogados a favor e conta a tese analisada. A Advocacia-Geral da União e a Procuradoria-Geral da República também se manifestam.

Carta Capital