Brasil tiene la segunda mayor concentración de renta del mundo según la ONU

Brasil tem 2ª maior concentração de renda do mundo, diz relatório da ONU

A concentração da renda no Brasil continua sendo uma das mais altas do mundo, conforme o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nesta segunda-feira (9). O Brasil está em segundo lugar em má distribuição de renda entre sua população, atrás apenas do Catar, quando analisados os 1% mais ricos.

No Brasil, os 1% mais ricos concentram 28,3% da renda total do país (no Catar essa proporção é de 29%). Ou seja, quase um terço da renda está nas mãos dos mais ricos. Já os 10% mais ricos no Brasil concentram 41,9% da renda total.

Em terceiro lugar está o Chile, com 23,7% de concentração da renda total nas mãos da parcela 1% mais rica da população (veja a tabela abaixo com os 20 primeiros colocados nesse quesito). Entre outros vizinhos do Brasil, no “top 20” está também a Colômbia, com 20,5%.

Os Estados Unidos e a Rússia concentram 20,2% da renda total nas mãos dos 1% mais ricos.

O relatório considera todos os países para os quais a ONU tem dados disponíveis no período de 2010 a 2017 e adota a informação mais recente para cada país. Organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o documento considera uma série de índices, e não apenas a distribuição de renda, para chegar ao conceito de desigualdade social.

O Brasil é o país com maior concentração de renda quando comparado com os países do grupo de países em desenvolvimento dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

A Índia aparece no ranking com 21,3% da renda total nas mãos dos 1% mais ricos. A Rússia está com 20,2% e a África do Sul deixa 19,2% da sua renda total com os 1% mais ricos.

Enquanto isso, a China é o país dos Brics com menor concentração, nesse sentido, com 13,9%

Brasil perde posição em ranking do IDH

O Brasil ficou na 79ª posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Medido anualmente, o IDH vai de 0 a 1 – quanto maior, mais desenvolvido o país – e tem como base indicadores de saúde, educação e renda. Neste ano, o Brasil alcançou o IDH de 0,761, com uma pequena melhora de 0,001 em relação ao ano passado.

Na classificação da ONU, o Brasil segue no grupo dos que têm alto desenvolvimento humano. A escala classifica os países analisados com IDH muito alto, alto, médio e baixo.

Apesar do leve aumento, o Brasil caiu uma posição no ranking mundial em relação à publicação anterior, passando da 78ª para 79ª.

G1


Brasil cai uma posição no ranking de desenvolvimento humano da ONU

O Brasil caiu uma posição no ranking de desenvolvimento humano da Organização das Nações Unidas (ONU). O país ficou na 79ª posição, empatado com a Colômbia, entre os 189 países e territórios avaliados pela ONU. Isso porque o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro ficou praticamente estagnado entre 2017 e 2018.

Segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (9) pela ONU, o IDH brasileiro marcou 0,761 em 2018. O indicador é apenas 0,001 maior que o registrado em 2017. O Brasil ficou, então, empatado com a Colômbia, na quarta colocação do IDH na América Latina, atrás do Chile, da Argentina e do Uruguai.

A ONU destaca, por sua vez, que apesar disso o Brasil vem numa tendência consistente de melhora desde o início da série histórica, em 1990. Entre 1990 e 2018, por exemplo, o IDH do Brasil passou de 0,613 para 0,761. O aumento foi de 24%, acima da média de crescimento da América Latina e do Caribe (21%) e da média global (22%), o que resulta em uma taxa de crescimento anual de 0,78%.

Nesse período, a expectativa de vida de um brasileiro ao nascer cresceu 9,4 anos. A média de anos de estudo subiu quatro anos e o tempo de escolaridade aumentou em 3,2 anos. Já a renda média da população cresceu 39,5%. Por isso, o Brasil segue sendo considerado um país de alto desenvolvimento humano.

O relatório, porém, também aponta dificuldades para o desenvolvimento humano brasileiro. Uma delas é o desenvolvimento de gênero. Segundo a ONU, apesar de apresentaram melhor rendimento na educação, as mulheres ainda ganham 42% menos que os homens. Além disso, a ONU lembra que, apesar de a bancada feminina ter crescido nos últimos anos, apenas 15% das funções parlamentares são ocupadas por mulheres no Brasil. A representatividade feminina no Legislativo é menor, portanto, que a encontrada em países como Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai.

Além disso, o Brasil é citado no estudo como o país que mais perde posições no ranking, atrás apenas de Camarões. É que, além da posição perdida neste ano, o Brasil já havia descido mais duas colocações desde 2013.

Congresso em foco


Desigualdade aumenta risco de conflitos na América Latina, alerta ONU

A América Latina e o Caribe correm o risco de sofrer mais crises sociais e instabilidade política em consequência da desigualdade, refletida na convulsão provocada pelos protestos sociais na região, adverte o relatório do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU, divulgado nesta segunda-feira (9/12).

“A desigualdade é um dos problemas estruturais mais importantes da América Latina, sem dúvida, e quando interage com outros elementos se torna um dos fatores de desestabilização”, afirmou Luis Felipe López-Calva, diretor para América Latina e Caribe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

De acordo com o relatório, milhões de pessoas saíram da pobreza na última década na América Latina, mas ao mesmo tempo esta é a segunda região mais desigual do mundo, atrás apenas da África Subsaariana.

A situação provocou um descontentamento maior em vários setores, que observam com desespero a situação do acesso a serviços básicos de qualidade em educação, saúde, transporte ou aposentadorias.

A região viveu uma série de protestos recentemente em países como Chile, Colômbia, Equador, Bolívia e Haiti, com dezenas de mortos e centenas de feridos e detidos.

O documento destaca as brechas no acesso a novas tecnologias, o que afeta as opções de emprego, a luta contra a mudança climática, especialmente em pequenas ilhas, e a igualdade de gênero.

“Sim, devemos nos preocupar por continuar sendo uma região de tanta desigualdade, porque isto gera tensões e mais conflitos devido à frustração social de não alcançar melhores condições de vida”, declarou López-Calva.

A rejeição a medidas de ajuste econômico, eliminação de subsídios, encarecimento dos serviços públicos, aumento do preço da gasolina, aumento da idade de aposentadoria e possíveis fraudes eleitorais são os principais elementos do descontentamento.

“A percepção de injustiça na distribuição da riqueza aumentou e apenas 16% dos entrevistados considera esta distribuição justa”, afirma o relatório.

O IDH do PNUD, baseado em estatísticas sobre condições de vida, indica que a América Latina tem uma média de bem-estar levemente superior à média mundial.

De acordo com o índice, o Chile é o país mais avançado da região, com a 42ª posição em um total de 189 países analisados.

Argentina (48), Barbados (56), Uruguai (57) e Bahamas (60) aparecem em seguida. O Brasil está na 79ª posição.

Haiti (169), Honduras (132), Nicarágua, Guatemala (126) e El Salvador (124) são os piores colocados do continente.

A América Latina é considerada uma região de renda média em comparação com o resto do mundo, mas o relatório alerta que estes dados “podem ocultar as carências” da sociedade.

Também é a região que registra a maior perda em desenvolvimento humano por desigualdade de renda: Haiti, Guatemala e Honduras são os que mais perdem, enquanto Uruguai, Argentina e Jamaica aparecem no lado oposto.

Dos 50 países mais prósperos, o Chile tem a maior desigualdade de renda e a Argentina a de expectativa de vida. No México, a origem étnica determina em até 12 pontos percentuais a possibilidade de sair da pobreza.

O relatório alerta que 30 milhões de jovens não têm estudos, emprego ou capacitação, dos quais 76% são mulheres. Além disso, a igualdade de gênero enfrenta “sinais preocupantes de dificuldades e reversões”.

Mais investimento público

Para o PNUD, a América Latina tem a oportunidade de reverter a situação com políticas fiscais que geram mais renda para investimentos e políticas públicas para ampliar o acesso à educação, saúde, aposentadorias, novas tecnologias e emprego.

“Mas é evidente que a classe média paga mais do que recebe em serviços sociais”, afirma o documento.

Também é necessário implementar políticas contra a mudança climática e a discriminação por gênero ou por pertencer a grupos vulneráveis como os indígenas.

O processo deve incluir os setores descontentes porque, em caso contrário, as soluções serão “menos efetivas em reduzir os níveis de tensão que existem”, disse López-Calva.

“A desigualdade sempre foi muito elevada, será muito difícil tentar reduzi-la”, concluiu.

Correio Brazilense


VOLVER