Eduardo Bolsonaro reitera que mudarán la embajada brasileña a Jerusalén

52

Brasil abrió una oficina económica en Jerusalén, primer paso hacia el traslado de su embajada

El gobierno de Brasil inauguró este domingo una oficina económica en Jerusalén en presencia de Eduardo Bolsonaro, hijo del presidente Jair Bolsonaro, quien confirmó la intención de su padre de desplazar la embajada del país sudamericano en Israel a la Ciudad Santa, centro del conflicto entre israelíes y palestinos.

En una visita anterior a Israel, en marzo, el presidente de Brasil dijo que la apertura en Jerusalén de una oficina de la agencia brasileña de promoción del comercio y de la inversión (Apex) era el primer paso para desplazar la embajada, actualmente en Tel Aviv.

En mayo de 2018 Estados Unidos trasladó su embajada a Jerusalén por decisión de Donald Trump y ahora Brasil podría seguir sus pasos.

En la ceremonia del domingo Eduardo Bolsonaro, diputado brasileño, dijo que su padre seguía queriendo desplazar la embajada. “Me dijo que era seguro, es un compromiso, desplazará la embajada a Jerusalén, lo hará”, afirmó.

En la misma ceremonia el primer ministro israelí Benjamin Netanyahu celebró “el compromiso del presidente Bolsonaro de abrir una embajada en Jerusalén el año que viene”.

El estatuto de la ciudad de Jerusalén es una de las cuestiones más complejas del conflicto israelo-palestino. Israel controla Jerusalén-Este desde la guerra de 1967 y luego la anexó, un acto que nunca fue reconocido por la comunidad internacional.

Actualmente Israel considera a toda la ciudad como su capital, mientras los palestinos quieren convertir Jerusalén-Este en la capital del Estado al que aspiran.

Sin embargo, la gran mayoría de las embajadas extranjeras están situadas en Tel Aviv para no interferir en las negociaciones entre israelíes y palestinos.

“Queremos dar este paso en Jerusalén no solo para Brasil sino como un ejemplo para el resto de América Latina”, declaró Eduardo Bolsonaro, quien también preside la Comisión de Relaciones Exteriores en el parlamento.

Donald Trump puso fin en diciembre de 2017 a décadas de consenso diplomático al reconocer Jerusalén como capital de Israel y anunciado el traslado allí de la embajada estadounidense en Tel-Aviv, lo cual finalmente se concretó en mayo de 2018.

El gobierno israelí dijo entonces que otros países seguirían el mismo ejemplo. A día de hoy sólo Guatemala se ha sumado a Estados Unidos trasladó y mantiene su embajada en Jerusalén.

Paraguay abrió en mayo de 2018 una embajada en Israel pero luego la trasladó a Tel Aviv, provocando la cólera de Israel que cerró su embajada en Asunción. Mientras que en marzo Hungría abrió una representación comercial en Jerusalén.

Infobae


Eduardo Bolsonaro diz que Brasil mudará embaixada para Jerusalém

O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, participou neste sábado, 14, da inauguração de um escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Importações (Apex) em Jerusalém e reiterou a polêmica promessa do pai de mudar a embaixada do Brasil em Israel para a cidade.

“No caminho de volta para o Brasil fiz questão de parar por 10 horas em Israel para ter a honra de discursar hoje na inauguração do escritório de negócios da Apex em Jerusalém. Trata-se do primeiro passo para a transferência da embaixada”, escreveu o deputado no Twitter.

Em entrevista à Agência Efe, Eduardo não quis dar um prazo para que a mudança da embaixada ocorra, mas afirmou que o processo será finalizado antes do fim do mandato de Bolsonaro. Além disso, o deputado revelou que o governo federal planeja designar como organização terrorista o grupo xiita libanês Hezbollah.

Eduardo disse esperar que a postura do Brasil sobre a embaixada tenha um “impacto regional”, incentivando outros países da região a seguir os passos de Bolsonaro. “O que ocorre no Brasil repercute em todo o continente”, disse o filho do presidente.

Até o momento, só Estados Unidos e Guatemala levaram suas embaixadas em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, rompendo décadas de consenso internacional sobre o status da cidade. O Paraguai também chegou a seguir os passos de Donald Trump no fim do mandato de Horacio Cartes, mas Mario Abdo Benítez reverteu a medida assim que tomou posse.

O primeiro-ministro interino de Israel, Benjamin Netanyahu, considerou o anúncio de Eduardo como “promissor” e destacou que a inauguração do escritório da Apex faz parte do compromisso assumido por Bolsonaro de fortalecer as relações do Brasil com o país.

“A abertura do escritório da Apex em Jerusalém é parte do acordado neste fortalecimento das relações entre Israel e Brasil e do compromisso do presidente Bolsonaro de abrir uma embaixada em Jerusalém no próximo ano”, disse Netanyahu.

O presidente da Apex, Sergio Segovia, disse que não há planos para que o escritório tenha status diplomático. Segundo ele, a unidade foi aberta porque estudos técnicos indicaram que a medida seria boa para a entrada do Brasil no ecossistema de inovação.

“Por sorte isso coincidiu com o desejo político do governo brasileiro”, disse Segovia.

OUÇA OS PODCASTS DE VEJA

Já ouviu o podcast “Funcionário da Semana”, que conta a trajetória de autoridades brasileiras? Dê “play” abaixo para ouvir a história, os atos e as polêmicas do deputado federal Eduardo Bolsonaro. Confira também os outros episódios aqui.

Veja


Sem embaixada, Eduardo Bolsonaro trava guerra virtual e irrita Congresso

Por Angela Boldrini

Descartado para ocupar a Embaixada do Brasil em Washington, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) entrou de cabeça na guerra virtual travada pelo grupo ligado a seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, contra parte do PSL e vive incerteza sobre seu papel na Câmara em 2020.

Alijado do comando do diretório estadual de São Paulo e prestes a deixar a presidência da Comissão de Relações Exteriores, tema ao qual se dedicou durante o primeiro ano desta legislatura, o deputado enfrenta disputa para sair do PSL sem perder o mandato e recebe críticas pelos ataques duros a desafetos e à imprensa nas redes sociais.

Além disso, é alvo de um processo no Conselho de Ética da Câmara, sob acusação de quebra de decoro por ter falado, em entrevista, sobre a possibilidade de um “novo AI-5” —ato institucional que marcou o endurecimento da ditadura militar, em 1968.

Se durante a transição de governo presumia-se que o deputado agiria como um líder informal do pai no partido e na Casa, durante boa parte do ano isso não se concretizou.

Ao contrário do que se especulava nos corredores do Congresso em 2018, o parlamentar se manteve afastado das articulações de projetos legislativos prioritários do Executivo, como a reforma da Previdência, e focou suas atenções em uma agenda internacional e na aproximação com grupos de direita no exterior.

Hoje presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, ele deixará o posto no início do próximo ano legislativo, já que a reeleição é proibida pelo regimento interno.

Eduardo chegou a ser cotado para assumir o principal posto da diplomacia brasileira, chefiando a embaixada do país em Washington. O vai não vai durou meses e terminou apenas no final de outubro, com a oficialização da desistência da indicação.

Foi aí que o filho 03 se voltou para questões internas do governo e do partido, mergulhando em uma guerra virtual que tem como principal alvo a deputada correligionária Joice Hasselmann (SP).

Em meio ao racha interno no PSL, Eduardo assumiu a posição de comandante dos deputados da chamada “ala bolsonarista” do partido da Câmara.

Com a escolha de Joice para ser líder da sigla na Casa, após a suspensão dele e de outros 14 deputados, Eduardo ironizou no Twitter.

“Não adianta nada. Ela faz acordos com os líderes e não comunica nada para a tropa de dep. do PSL. Cada um continuará votando conforme quiser, nem aí para a orientação dela”, disse.

O deputado também propagou a hashtag “DeixedeseguiraPepa”, comparação de Joice com a porquinha Peppa Pig, personagem de desenho animado.

Na avaliação de deputados do partido e de membros do chamado centrão, Eduardo apostou numa linha mais discreta e política durante o período que trabalhou para ser embaixador, procurando parlamentares para conversas e abaixando o tom das redes.

Com isso fora da mesa, adotou postura mais agressiva e está sendo visto como o novo “filho problema” do presidente da República.

Deputados próximos a Bolsonaro relatam desconforto com os ataques que ele tem empreendido e dizem que isso passa uma sensação de insegurança para aliados: quem pode ser o próximo a ser “frito” pelo 03 para seus 1,8 milhões de seguidores?

Com um número exorbitante de seguidores, eles dizem que o parlamentar vem exagerando ao “jogar para os leões” qualquer um que faça críticas a si ou ao presidente e que, como filho de Bolsonaro, deveria agir com cautela.

Citam como exemplo não só o caso de Joice, cujas menções no Twitter passaram a ser inundadas com xingamentos da militância bolsonarista, mas também o de Julian Lemos (PB), um dos principais cabos eleitorais do presidente no Nordeste em 2018. Na segunda-feira (9), foi a vez dele de entrar no alvo.

A mudança de postura de Eduardo, porém, é estratégica. Ao contrário do irmão senador, Flávio (sem partido-RJ), Eduardo não pode deixar a legenda para migrar ao novo partido que o pai quer criar, a Aliança pelo Brasil, sem perder o mandato. Por isso, enquanto busca uma saída jurídica, está atrelado ao PSL.

Segundo aliados de Bolsonaro, o papel de Eduardo na criação do novo partido será o de formar e atiçar a militância. A avaliação é a de que a influência e a atuação do deputado nas redes sociais possam impulsionar a coleta de assinaturas para a criação da nova sigla —e nada traz mais engajamento nas redes sociais do que uma boa briga.

Paralelamente a isso, o deputado mantém uma agenda de viagens internacionais. Na semana passada, foi a países árabes aliados dos EUA, como Omã, Kuwait e Bahrein. Antes, passou por Israel.

Além de manter um pé na diplomacia, área de seu interesse, ele tem se movimentado para articular a direita internacional.

Foi ele o organizador, por exemplo, do CPAC (Conservative Political Action Conference) Brasil, que ocorreu em São Paulo em outubro.

A atuação beligerante de Eduardo tem provocado incômodo no Congresso, principalmente depois da fala sobre a ditadura militar.

Em entrevista à jornalista Leda Nagle, o deputado afirmou que, se a esquerda brasileira radicalizar, uma resposta pode ser “via um novo AI-5”. Um dia depois, ele disse que foi “um pouco infeliz” na declaração.

Parte do centrão tem defendido que o Legislativo dê um recado ao deputado no Conselho de Ética. Seria uma forma de, segundo líderes partidários, impor limites aos arroubos autoritários do clã Bolsonaro e de integrantes do governo.

A ideia é evitar a punição máxima, a cassação, mas suspender o deputado por pelo menos seis meses, período em que ficaria sem verba de gabinete, funcionários e atividade parlamentar.

A Folha tentou entrar em contato com o deputado na semana passada, mas não obteve nenhuma resposta.

Folha


VOLVER
Más notas sobre el tema